Crivella ironiza imagem de Lula "emprestada" pelo candidato do PT
ANDRÉ ZAHAR
colaboração para a Folha Online, no Rio
O candidato à Prefeitura do Rio de Janeiro Marcelo Crivella (PRB) ironizou nesta terça-feira um "empréstimo involuntário" da imagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva feito pelo adversário Alessandro Molon (PT) no primeiro dia de propaganda eleitoral de televisão. A participação do petista --que vinha logo após a do senador-- começou com o trecho de um discurso de Lula, mas a ausência de vinheta dava a impressão de que o programa de Crivella ainda não havia terminado.
"O Molon me deu uma colher de chá. Ele botou o Lula na minha propaganda. Ficou na mente das pessoas a cena do presidente, que acabou entrando na minha propaganda. Eu mesmo vou ligar ao Molon e dizer: 'não faz mais isso, pois Justiça Eleitoral vai brigar, não pode'.", disse Crivella, durante sabatina promovida pelo jornal "Estado de S. Paulo" na sede da ABI (Associação Brasileira de Imprensa), no centro do Rio.
Molon havia ameaçado processar outros aliados do presidente Lula que utilizassem a imagem dele na campanha. A resolução 22.718, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) estabelece que só podem participar dos programas de rádio e televisão os cidadãos que não sejam filiados a outro partido político ou a partido político integrante de outra coligação.
Além da imagem "emprestada" por Molon, porém, o programa de Crivella exibiu uma imagem do senador com o presidente Lula durante a vinheta inicial. "Aquela pequena cena que entrou no princípio passou despercebida. Se não puder, não vamos usar", justificou-se.
O candidato do PRB também alfinetou o petista lembrando da fala do vice-presidente José Alencar, de que Crivella é o "candidato do coração" do presidente. "Essas coisas são espontâneas. A gente tem que entender. O coração tem razões que a própria razão desconhece. Espero que o Molon não fique zangado comigo", estocou.
Crivella comentou ainda o caso da candidata a prefeita de Belo Horizonte Jô Moraes (PC do B), que tirou foto com Lula apesar do PT apoiar o nome de Márcio Lacerda (PSB). "Lula disse que bateria um foto comigo. Eu falei que estavam me tentando", disse o bispo da Igreja Universal.
Alessandro Molon não foi encontrado pela Folha Online para comentar o assunto.
Duda Mendonça
Na sabatina, Crivella disse não se sentir constrangido por ter contratado o marqueteiro Duda Mendonça para fazer sua campanha. O publicitário é um dos 40 réus do processo do mensalão no STF (Supremo Tribunal Federal), acusado de evasão de divisas e lavagem de dinheiro.
"Não o contratei para ser meu conselheiro tributário nem meu secretário de Fazenda, mas para fazer uma campanha de marketing e vencer a discriminação no Rio de Janeiro. Se ele cometeu erros, a Justiça vai julgar. Eu só posso agradecer pela contribuição. Os brasileiros devem se orgulhar da genialidade de um sujeito que conhece tanto da publicidade e faz sucesso no Brasil inteiro."
O candidato do PRB revelou o valor do contrato com Duda Mendonça, segundo ele "feito com cheque do partido, por dentro".
"Dependendo das necessidades, o custo pode aumentar, mas nada acima de cerca de R$ 1 milhão", que estima o custo total de campanha em torno de R$ 5 milhões. "Não se faz campanha com menos que isso", disse.
Secretariado
Crivella disse que o fato de integrar uma coligação formada apenas por partidos pequenos (PR, PRB, PSDC e PRTB) não significa que, se eleito, ele passará um cheque em branco para figuras sem nenhuma trajetória política. Também revelou que divulgará na próxima semana os nomes de possíveis integrantes do seu secretariado. "São pessoas que me ajudaram no programa de governo e que eu estou propondo para tomar conta dos setores de saúde, transporte, segurança, educação".
"Pode ter até um evangélico como secretário. Mas não vai ser secretário por ser evangélico, mas por ser um bom engenheiro, um bom médico, um bom urbanista", acrescentou.
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Quem é o importador?!...
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Pelas ultimas posiçoes, açoes, direcionamentos e atitudes do PT nao seria inverossimil tal possibilidade, pois ha muito o PT deixou de ser um partido politico.
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