Brasil
21/08/2008 - 16h55

Alckmin diz que ataque é caminho para perder a eleição

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GISELLI SOUZA
colaboração para a Folha Online

O candidato à Prefeitura de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), disse nesta quinta-feira que continuará com uma campanha "propositiva" e que evitará ataques a adversários na TV. Para ele, "quem fala dos adversários é quem não tem propostas, quem não tem o que falar. É o caminho para perder a eleição".

A resposta foi dada na tarde de hoje, após as críticas do atual prefeito e candidato à reeleição, Gilberto Kassab (DEM), sobre as paternidades das AMAs (Assistências Médicas Ambulatoriais).

"Podem falar de mim à vontade. Não vou ficar aqui discutindo a paternidade [de projetos]. Eu não vou falar dos outros, vou falar dos projetos que eu tenho para a cidade", afirmou o tucano.

Durante discurso para dirigentes da ADVB (Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil), Alckmin falou de algumas das propostas que serão entregues amanhã, na apresentação oficial do seu programa de governo.

Entre os temas, o tucano destacou as ações que pretende fazer para a geração de renda na capital e a possível "ajuda" que dará ao empresariado paulista, se eleito.

"Não vamos criar taxas, mas sim vamos ser parceiros de quem investe, diminuindo os tributos. O Estado de São Paulo tem as menores alíquotas do país e é isso que eu quero repetir no município", disse Alckmin.

A exemplo dos últimos discursos, onde o tucano ressaltou o modelo do transmilênio adotado em Bogotá, o candidato criticou os corredores de ônibus e voltou a falar de obras da sua gestão, quando governador (2001 a 2006).

"Os corredores de ônibus são um sistema ineficiente e o metrô tem se mostrado a grande saída para o trânsito. Fizemos os shoppings nas estações e quero organizar um plano diretor estratégico, com a participação dos subprefeitos, para a melhoria da qualidade de vida de quem vive nos extremos da cidade", disse.

Apesar de se dizer contra ataques, Alckmin citou alguns números na área da saúde e criticou a falta de vagas nas creches na região do Grajaú. Segundo ele, há uma fila de espera de 110 mil crianças. "Vamos suar a camisa para melhorar esses índices", disse o tucano.

Procurada pela Folha Online, a assessoria de Kassab encaminhou um comunicado sobre o questionamento das vagas nas creches.

"A atual administração herdou da Marta uma total falta de controle do número de vagas em creches. Depois de informatizar e de cadastrar todo o sistema, Kassab ampliou o número de vagas em mais de 70%, passando de 63 mil para 104 mil, por meio de construções novas, ampliações e convênios. Além disso, estão sendo criadas mais 40 mil vagas por meio de PPPs."

Sobre a troca de acusações a respeito da parternidade dos projetos, a assessoria não se pronunciou.

Programa eleitoral

Questionado sobre os primeiros dias de programa eleitoral na TV, Alckmin se diz "satisfeito" com os resultados e que continuará a linha "paz e amor", adotada por ele desde o início da campanha. "Vamos apresentar propostas sem pirotecnia", disse o tucano.

Sobre a aparição do governador José Serra no programa, Alckmin disse que a participação do tucano no seu programa "encerra" com a discussão em cima do seu apoio.

"O apoio dele era inevitável, somos fundadores do partido e eu acho importante ter boas parcerias [com Kassab] assim como com o governo federal [Lula]. A disputa termina no dia 26 de outubro. Acabou o segundo turno, acabou a disputa", afirmou.

Comentários dos leitores
Maria Teresa Campos (1) 09/07/2009 11h46
Maria Teresa Campos (1) 09/07/2009 11h46
Não sei quanto ao superfaturamento, mas deixar as crianças nas mãos do estado é covardia, as apostilas da prefietura, trazem conteúdo compatível com as escolas particulares, e investir na educação dos nossos pequenos é tão importante quanto construir novas creches, diria que até muito mais visto que o saber abre portas e oportunidades... Superfaturar não, mas continuar com os istema apostilado sim. sem opinião
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Said Abou Ghaouche Netto (21) 06/07/2009 15h32
Said Abou Ghaouche Netto (21) 06/07/2009 15h32
O prefeito mauricinho de Curitiba diz que Requião quer prejudicá-lo numa eventual disputa ao governo em 2010. Eventual uma ova! O demo-cano já se declara candidato, entre linhas. E a Folha o protege, remetendo os comentários dos leitores ao painel Eleições 2008 ao invés de eleições 2010. Além de se antecipar ao prazo da lei, o demo-cano ainda se passa por coitadinho, vítima do Requião. Pobre povinho paranaense, e paulista também, afinal, ano que vem completa 16 anos de reinado demo-cano em São Paulo. Assim o eleitor vai comparar a gestão deles com a de quem? Com a da Yeda Crucius ou do outro mauricinho, o Cássio Cunha Lima? 2 opiniões
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Jacir Deggerone (8) 05/07/2009 19h41
Jacir Deggerone (8) 05/07/2009 19h41
Caixa dois ....hein!!!!??? Fora prefeito corrupto !!!!! 6 opiniões
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