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Brasil
21/08/2008 - 22h49

Marta é vaiada por dez minutos em palestra para 500 universitários

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WANDERLEY PREITE SOBRINHO
colaboração para a Folha Online

A candidata a prefeita de São Paulo Marta Suplicy (PT) passou pela primeira vez na campanha pela saia-justa de enfrentar os protestos de eleitores contrários à sua candidatura. Recebida sob vaias e com cartazes hostis, ela só conseguiu falar para uma platéia de cerca de 500 estudantes depois de dez minutos de protestos.

Marta chegou ao auditório da universidade FMU (Faculdades Metropolitanas Unidas) com 45 minutos de atraso, às 20h15. Ela atravessou sob vaias o palco até o centro da mesa onde faria a palestra. Alguns alunos exibiram faixas de protesto. Uma delas dizia que a candidata respondia a sete ações na Fazenda Pública, outras lembravam da frase "relaxa e goza", dita por ela no ano passado em pleno caos aéreo. Um terceiro cartaz perguntava: "Qual é a "taxa" da palestra?", em referência às taxas de lixo e de iluminação pública que ela criou quando foi prefeita da cidade.

Durante os protestos, que duraram dez minutos, um estudante subiu ao palco e entregou a ela uma flor. Marta só conseguiu falar depois que o diretor da faculdade de direito, Paulo Hamilton --mediador da palestra--, interveio. Ele pediu silêncio e afirmou que o evento poderia ser encerrado caso eles não obedecessem.

"São Paulo cresce, o Brasil tem de crescer junto", foram suas primeiras palavras. Dependendo do que dizia a ex-prefeita, no entanto, as vaias voltavam. Ao dizer que recebeu a prefeitura falida depois das gestões de Paulo Maluf (PP) e Celso Pitta (PTB), um coro gritou "Maluf, Maluf, Maluf". Aos poucos o auditório lotado --com alunos sentados nos corredores-- foi silenciado e, no final, ela acabou aplaudida pela maioria.

Juventude e malufistas

Ao final do evento, Marta atribuiu as vaias ao fato de a platéia ser composta por jovens. "Faz parte da manifestação democrática da juventude", disse. "O que me foi dito é que houve um interesse muito grande pela palestra. Agora, quando você vai como candidato em período eleitoral, você tem gente de um partido e gente de outro. Uns que se manifestam e outros que não."

Sobre os gritos em favor de Maluf, ela atribuiu a simpatizantes do ex-prefeito. "Possivelmente são as pessoas que apóiam o Maluf e o Pitta que se sentiram ofendidas. Com jovens não é tranquilo."

Apesar dos protestos, ela disse que conquistou a platéia. "O que nós tivemos foi uma manifestação de pessoas provavelmente contrárias, hostis nos primeiros momentos. Depois comecei a falar, fomos conquistando e dando o recado e, depois, aplaudiram. Não é uma situação fácil para o palestrante você ver xingamentos e gritaria nos primeiros minutos, mas você resiste, tem coragem e você consegue superar."

Ela admitiu que não estava preparada para uma recepção tão ruim. "Não [vim preparada]. Estava mais organizado do que eu poderia ter imaginado", disse, rindo.

O deputado estadual Rui Falcão (PT-SP) --que acompanhou a petista-- disse não acreditar que a manifestação tenha sido promovida por militantes de outros partidos "infiltrados". "Mas essa é uma forma de manifestação que não é comum quando se vem espontaneamente", disse.

Palestra

Durante a palestra, a candidata falou de suas propostas por cerca de 40 minutos. Ela reivindicou a maternidade do Bilhete Único, disse que o sistema de transporte está em "crise" e prometeu construir 47 quilômetros de metrô e 289 quilômetros de corredor de ônibus com a ajuda dos governos estadual e federal.

Ela também falou sobre a construção de CEUs (centros educacionais unificados) durante sua gestão e prometeu investir na recuperação do centro da cidade. "São Paulo não pode ficar quatro anos sem reformas estruturais", disse.

Lula

Antes de deixar o prédio, a ex-prefeita foi parada por Caroline Cordeiro, 24, estudante do quinto ano de direito. Ela perguntou para Marta: "a senhora falou tanto de educação, que os brasileiros precisam ter uma educação de qualidade, que precisam estudar para ter uma vida melhor, o que acha de termos um presidente que não tem o ensino médio?".

A candidata disse que Lula era mais preparado do que ela porque aprendeu de outras formas, como atuando à frente do Sindicato dos Metalúrgicos.

Comentários dos leitores
Igor Bevilaqua (731) 25/11/2009 11h39
Igor Bevilaqua (731) 25/11/2009 11h39
Afinal de contas o Amazonino Mendes é no estado do Amazonas o mesmo homem poderoso que o Sarney é no Maranhão e no Acre..., tem razão do "TSE" dar carta branca para que continuem "comprando votos" e recebendo "presentinhos e doações" de empresas interessadas nos cofres do estado..., o estado do Amazonas não foge hora nenhuma às regras brasileiras de corrupção. sem opinião
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Luís da Velosa (1426) 29/10/2009 21h00
Luís da Velosa (1426) 29/10/2009 21h00
Vamos aguardar o julgamento do caso Battisti pelo Supremo Tribunal Federal - STF. Isso é o correto. Não somos juízes e, se nos arvorarmos a sermos, será uma impropriedade, uma temeridade. sem opinião
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Washington Marques (108) 29/10/2009 13h53
Washington Marques (108) 29/10/2009 13h53
NÃO SE PODIA ESPERAR OUTRA COISA DO SENADO FEDERAL SE NÃO A DESOBEDIENCIA JUDICIAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE FAZ APOLOGIA A DESOBEDIENCIA JUDICIAL E A DESORDEM TOTAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE TEM A FINALIDADE DE LEGISLAR E FISCALIZAR, PRATICA NEPOTISMO EXPLICITO, DESCARADO A PONTO DE DESOBEDECER UMA ORDEM JUDICIAL (DA SUPREMA CORTE DESTE PAÍS).
SRES. SENADORES A PERGUNTA É: O QUE VOCES ESTÃO FAZENDO COM A CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA ? E ONDE VOCES QUEREM CHEGAR COM TANTOS ABSURDOS ??
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