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Brasil
22/08/2008 - 10h29

Justiça ouve testemunhas de Chicaroni; Dantas e Braz acompanham audiência em SP

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MARCELO GUTIERRES
colaboração para a Folha Online

O juiz federal Fausto Martin De Sanctis, da 6ª Vara Criminal Federal de São Paulo, ouve nesta sexta-feira quatro testemunhas de defesa do professor Hugo Chicaroni, réu da Operação Satiagraha, da Polícia Federal.

Chicaroni é acusado, com mais dois suspeitos --Humberto Braz e o banqueiro Daniel Dantas--, de corrupção ativa por suposta tentativa de subornar um delegado da Polícia Federal para livrar o banqueiro das investigações da operação.

Braz e Dantas também acompanham o depoimento das quatro testemunhas: o delegado da PF Ricardo Saadi, que substituiu Protógenes Queiroz no caso, o escrivão da PF Amadeu Ranieri, Adelino Augusto de Andrade Jr. e Roberto Jorge Alexandre. Os réus chegaram por volta das 9h30 à audiência.

O advogado do banqueiro, Nélio Machado, criticou hoje o decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva normatizando as ações da PF. "Se fez decreto, é porque antes não havia normatização adequada. O decreto é ilegal e inconstitucional, porque a ação apuratória compete com exclusividade, pela lei e pela constituição da República, à PF."

Investigações

Além de Dantas, Chicaroni e Braz, a Operação Satiagraha prendeu o investidor Naji Nahas e o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta, entre outras pessoas.

Segundo a PF, as investigações começaram há quatro anos, com o desdobramento das apurações feitas a partir de documentos relacionados com o caso mensalão. A partir de documentos enviados pelo STF (Supremo Tribunal Federal) para a Procuradoria da República no Estado de São Paulo, foi aberto um processo na 6ª Vara Criminal Federal.

Na apuração foram identificadas pessoas e empresas supostamente beneficiadas no esquema montado pelo empresário Marcos Valério para intermediar e desviar recursos públicos. Com base nas informações e em documentos colhidos em outras investigações da Polícia Federal, os policiais apuraram a existência de uma organização criminosa, supostamente comandada por Daniel Dantas, envolvida com a prática de diversos crimes.

Para a prática dos delitos, o grupo teria possuído empresas de fachada. As investigações ainda teriam descoberto que havia uma segunda organização, formada por empresários e doleiros que supostamente atuavam no mercado financeiro para lavagem de dinheiro. O segundo grupo seria comandado pelo investidor Naji Nahas.

Além de fraudes no mercado de capitais, baseadas principalmente no recebimento de informações privilegiadas, a organização teria atuado no mercado paralelo de moedas estrangeiras. Há indícios, inclusive, do recebimento de informações privilegiadas sobre a taxa de juros do Federal Reserve (Fed, o BC americano).

Comentários dos leitores
Igor Bevilaqua (730) 25/11/2009 09h14
Igor Bevilaqua (730) 25/11/2009 09h14
Prestem atenção que são os que deveriam ser investigados, os que nomeiam e colocam em cargos importantes, personagens de seus interesses..., cito como exemplo a "POLÍCIA FEDERAL"..., depois da troca de comando, depois do afastamente forçado do Delegado Protógenes..., nunca mais prendeu um deputado ou senador ou ainda magistrados envolvidos em roubos, escândalos, venda de sentenças e corrupção e etc..., então, tem duas hipóteses..., ou tem "GENTE DE CASA" no comando..., ou da noite para o dia..., "TODOS ELES FICARAM HONESTOS"..., o que, eu, particularmente, acho impossível. sem opinião
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Luís da Velosa (1424) 25/11/2009 08h12
Luís da Velosa (1424) 25/11/2009 08h12
Deu-me boa impressão o questionamento feito pelo Senado ao Dr. Trezza e as suas respostas equilibradas. Discrição, Dr. Trezza. Todo o Brasil está aguardando que a gestõ de V.Sa. se revista de sabedoria, de equidade e de força. sem opinião
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Nelson Vaughan (111) 22/11/2009 13h58
Nelson Vaughan (111) 22/11/2009 13h58
Infelizmente o STJ decide, mais uma vez, de forma política e em defesa de interesses particulares, envolvendo-se politicamente nas decisões. É uma pena ver o poder judiciário se prestar pasra isso. sem opinião
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