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Brasil
22/08/2008 - 13h16

Marta diz que tem Lula "inteirinho" para ela e ironiza disputa entre Alckmin e Kassab por Serra

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MARINA NOVAES
colaboração para a Folha Online

A candidata petista à Prefeitura de São Paulo, Marta Suplicy, ironizou nesta sexta-feira as disputas entre os adversários Geraldo Alckmin (PSDB) e Gilberto Kassab (DEM) pelo apoio e a utilização da imagem do governador tucano José Serra durante a campanha eleitoral. As declarações da ex-prefeita ocorreram durante entrevista ao UOL (veja íntegra), na qual ela respondeu ao vivo às perguntas de internautas sobre diversos assuntos relacionados à capital paulista.

"Eu só vejo que eu 'tô' numa boa, porque eu tenho meu presidente [Luiz Inácio Lula da Silva] inteirinho comigo. E eles estão lá na disputa. E o eleitor percebe, acha que não? [.] E eu 'tô' lá, toda satisfeita, abraçando o Lula", disse Marta, ao ser questionada se a disputa entre os candidatos a favoreceria.

Desde o início da campanha, Marta tem atrelado sua imagem à do presidente Lula, enquanto Kassab e Alckmin colam sua campanha ao Serra. Na estréia do programa eleitoral nesta quarta-feira, Lula apareceu ao lado da petista, pedindo votos para a candidata.

A ex-prefeita também citou Lula ao responder sobre seu alto índice de rejeição --34%, segundo a última pesquisa do Datafolha--, dizendo que nem o presidente, que goza de popularidade recorde, é uma unanimidade. "Você agrada e desagrada. Faz parte da democracia não gostarem de um candidato ou de um partido", disse.

A candidata afirmou ainda não considerar a polêmica criação de taxas em seu mandato e a frase "relaxa e goza" como fatores que estimulam a rejeição. Marta evitou comentar as vaias recebidas durante uma palestra na FMU (Faculdades Metropolitanas Unidas) na noite desta quinta-feira.

A petista também não poupou ataques ao atual prefeito, mas pouco falou de seu adversário tucano. Entre as críticas, Marta acusou Kassab de não investir no metrô; disse que é "mentira" que o democrata teria criado 25 CEUs (Centros Educacionais Unificados); e atacou ainda a gestão atual em relação à segurança. "Vamos recuperar a Secretaria de Segurança que eles extinguiram", afirmou a ex-prefeita, que acusou a Guarda Civil Municipal de "bater em camelô" nesta gestão.

Como já havia feito em outras declarações, Marta voltou a chamar de "equivocada" a publicação da lista dos candidatos com "ficha-suja" pela AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros).

Propostas

Durante a entrevista --que contou com perguntas enviadas por internautas--, Marta afirmou que irá investir R$ 2 bilhões, se eleita, na ampliação do metrô, que deverá ganhar novos 47 km.

Em relação à educação, a ex-prefeita disse que construirá 20 novos CEUs, e que, à noite, todos os CEUs deverão funcionar como centros de capacitação para jovens e adultos. Ainda em relação à educação, Marta defendeu a "autonomia" das escolas municipais públicas e a valorização do profissional. "Primeiro [ponto que deve ser trabalhado em sua gestão na área], que o professor fique na escola. O professor ganha pouco, tem dois, três trabalhos. Nós temos que criar a condição de trabalho no mesmo local", disse.

Apesar de elogiar a lei "Cidade Limpa" --um dos carros-chefes da campanha kassabista--, Marta afirmou que, para que a lei seja completa, deverá investir em recuperação de aterros, construção de usinas de compostagem e na modernização da coleta seletiva em todo o município.

Segundo turno

Marta disse ainda que conta com a avaliação positiva do governo Lula para ganhar as eleições, mas afirmou que não entrará de "salto alto" na campanha.

"O governo do Lula é muito elogiado, e o do Kassab, o pessoal compara com o meu. O povo não é bobo", afirmou. "Acho que temos condição de ganhar a eleição, mas nada de salto alto. [.] Temos que sair na rua, apresentar as propostas, não falar mal das pessoas, e é isso que vamos fazer", disse, encerrando a entrevista.

Procurada pela reportagem, a assessoria de Kassab ainda não se manifestou sobre as críticas.

Comentários dos leitores
Igor Bevilaqua (731) 25/11/2009 11h39
Igor Bevilaqua (731) 25/11/2009 11h39
Afinal de contas o Amazonino Mendes é no estado do Amazonas o mesmo homem poderoso que o Sarney é no Maranhão e no Acre..., tem razão do "TSE" dar carta branca para que continuem "comprando votos" e recebendo "presentinhos e doações" de empresas interessadas nos cofres do estado..., o estado do Amazonas não foge hora nenhuma às regras brasileiras de corrupção. sem opinião
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Luís da Velosa (1426) 29/10/2009 21h00
Luís da Velosa (1426) 29/10/2009 21h00
Vamos aguardar o julgamento do caso Battisti pelo Supremo Tribunal Federal - STF. Isso é o correto. Não somos juízes e, se nos arvorarmos a sermos, será uma impropriedade, uma temeridade. sem opinião
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Washington Marques (108) 29/10/2009 13h53
Washington Marques (108) 29/10/2009 13h53
NÃO SE PODIA ESPERAR OUTRA COISA DO SENADO FEDERAL SE NÃO A DESOBEDIENCIA JUDICIAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE FAZ APOLOGIA A DESOBEDIENCIA JUDICIAL E A DESORDEM TOTAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE TEM A FINALIDADE DE LEGISLAR E FISCALIZAR, PRATICA NEPOTISMO EXPLICITO, DESCARADO A PONTO DE DESOBEDECER UMA ORDEM JUDICIAL (DA SUPREMA CORTE DESTE PAÍS).
SRES. SENADORES A PERGUNTA É: O QUE VOCES ESTÃO FAZENDO COM A CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA ? E ONDE VOCES QUEREM CHEGAR COM TANTOS ABSURDOS ??
2 opiniões
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