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Brasil
25/08/2008 - 07h08

Jandira acusa Paes de usar estrutura do Estado no Rio

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ANA CAROLINA DE SOUZA
colaboração para a Folha, no Rio

O novo quadro eleitoral no Rio, com a disputa equilibrada entre três candidatos, revelado pelo Datafolha no fim de semana, aumentou a temperatura da campanha. Jandira Feghalli (PC do B) acusou ontem Eduardo Paes (PMDB) de usar a estrutura do governo do Estado em campanha na TV.

Jandira se referia a um vídeo divulgado no horário político em que Paes aparece dentro de uma UPA (unidade de pronto-atendimento), anunciando seus projetos para a saúde. "Tem outdoor do governo do Estado espalhado pela cidade falando de UPA e o Eduardo Paes filmou propaganda política dentro de uma UPA. Gravar campanha em espaço público é ilegal, o TRE [Tribunal Regional Eleitoral] tem que cuidar disso. É uso indevido da estrutura pública", disse Jandira, que participou de debate sobre educação ao lado de Paulo Ramos (PDT), Eduardo Serra (PCB) e Chico Alencar (PSOL).

As UPAs são o principal projeto do governo Sérgio Cabral (PMDB) para a saúde.

Paes não quis comentar as acusações. "Eu trato da minha eleição, o que os outros candidatos pensam compete somente a eles", disse.

O candidato do PMDB virou alvo de Jandira (que tem 15%) após subir quatro pontos percentuais na pesquisa e chegar a 17%. Como o senador Marcelo Crivella (PRB) perdeu cinco pontos e chegou a 20%, os três estão tecnicamente empatados na corrida pela prefeitura. A margem de erro é de três pontos percentuais.

Durante corpo-a-corpo no Aterro do Flamengo, na zona sul, Paes comentou o resultado do Datafolha. "É fruto da maneira como estamos conduzindo a campanha, mostrando os problemas da cidade e apresentando soluções", disse.

Embolado na disputa com Jandira e Paes, Crivella falou sobre a pesquisa encomendada pela Folha em parceria com a TV Globo. "Esses números só fazem aumentar minha responsabilidade em relação à expectativa dos cariocas". Crivella, que não teve agenda de rua ontem, caiu de 24% para 20% em relação à pesquisa de julho.

"A eleição está absolutamente indefinida, não tem favoritismo. O que vai fazer a diferença é madrugar, militar, desafiar os outros candidatos a debater questões importantes", afirmou Alencar que, segundo o Datafolha, tem 4%, como Alessandro Molon (PT). "O resultado confirmou o que já sabíamos: os números mudam por conta do programa eleitoral gratuito", disse Molon, que fez campanha na zona oeste. Fernando Gabeira, que tem 8%, e Solange Amaral (7%) não retornaram ligações da Folha.

Comentários dos leitores
Igor Bevilaqua (731) 25/11/2009 11h39
Igor Bevilaqua (731) 25/11/2009 11h39
Afinal de contas o Amazonino Mendes é no estado do Amazonas o mesmo homem poderoso que o Sarney é no Maranhão e no Acre..., tem razão do "TSE" dar carta branca para que continuem "comprando votos" e recebendo "presentinhos e doações" de empresas interessadas nos cofres do estado..., o estado do Amazonas não foge hora nenhuma às regras brasileiras de corrupção. sem opinião
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Luís da Velosa (1426) 29/10/2009 21h00
Luís da Velosa (1426) 29/10/2009 21h00
Vamos aguardar o julgamento do caso Battisti pelo Supremo Tribunal Federal - STF. Isso é o correto. Não somos juízes e, se nos arvorarmos a sermos, será uma impropriedade, uma temeridade. sem opinião
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Washington Marques (108) 29/10/2009 13h53
Washington Marques (108) 29/10/2009 13h53
NÃO SE PODIA ESPERAR OUTRA COISA DO SENADO FEDERAL SE NÃO A DESOBEDIENCIA JUDICIAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE FAZ APOLOGIA A DESOBEDIENCIA JUDICIAL E A DESORDEM TOTAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE TEM A FINALIDADE DE LEGISLAR E FISCALIZAR, PRATICA NEPOTISMO EXPLICITO, DESCARADO A PONTO DE DESOBEDECER UMA ORDEM JUDICIAL (DA SUPREMA CORTE DESTE PAÍS).
SRES. SENADORES A PERGUNTA É: O QUE VOCES ESTÃO FAZENDO COM A CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA ? E ONDE VOCES QUEREM CHEGAR COM TANTOS ABSURDOS ??
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