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Brasil
25/08/2008 - 12h07

Raposa/Serra do Sol deve "balizar" julgamentos de demarcação de terras indígenas, diz STF

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GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

Ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) afirmaram nesta segunda-feira que a decisão do tribunal sobre a demarcação da reserva indígena Raposa/Serra do Sol poderá se estender a outras áreas sobre o comando de povo indígenas no pais. O presidente do STF, ministro Gilmar Mendes, disse que a determinação deve "balizar critérios" para outras demarcações de terras no território brasileiro.

"Independentemente do resultado, esse julgamento vai balizar critérios para demarcação e a participação dos Estados nesse processo. Esse julgamento vai ser rico nesse tipo de orientação", afirmou.

A exemplo de Mendes, o ministro do STF Marco Aurélio Mello disse que se o Supremo decidir pela demarcação não-contínua da reserva, a determinação poderá modificar o atual modelo adotado em outras áreas habitadas por índios.

"Se o Supremo fixar que a demarcação deve ser setorizada, por ilhas, evidentemente se estenderá a todo o território nacional", disse.

Nesta quarta-feira, o plenário do STF vai julgar ações que questionam a demarcação contínua da reserva indígena Raposa/Serra do Sol, em Roraima. O julgamento vai decidir o futuro da região, uma vez que indígenas e arrozeiros disputam o controle das terras.

Enquanto grande parte das etnias defende a homologação contínua, como determinado pelo governo federal, os arrozeiros e agricultores são favoráveis à demarcação por 'ilhas' --pequenas áreas dentro da reserva destinadas aos povos indígenas, com o restante aberto para a livre circulação.

Na última sexta-feira, Mendes disse acreditar que a decisão do STF sobre a homologação da reserva será cumprida integralmente, mesmo com a ameaça de conflito entre arrozeiros e indígenas. O presidente do Supremo afirmou, no entanto, que não será a primeira vez que os ministros vão decidir sobre temas polêmicos, mas minimizou a possibilidade dos seus resultados produzirem conflitos na região.

"Não vamos usar a expressão julgamento explosivo. Quando um tribunal intervém em numa determina causa, isso significa que o tema está submetido às regras do Estado de Direto. Claro que temos alguma tensão no ar, mas temos de tomar medidas para que não haja conflitos", disse o ministro.

Comentários dos leitores
Jonas Bastos (1) 26/11/2009 19h38
Jonas Bastos (1) 26/11/2009 19h38
É bom que Peru e Brasil tomem mais rapido possivel medidas duras para combater o narcotrafico,contrabando de armas, grupos de exterminios e etc,nas suas froteiras como é o caso da regiao do Alto Rio Solimoes esquecida pelo proprio estado brasileiro... sem opinião
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antonio lucio (1) 18/11/2009 13h13
antonio lucio (1) 18/11/2009 13h13
Será que os retardados mentais que defendem esta miliicia indigina, por tras disto esta as FARC e por tas delas o Chaves, o louco, o debiloide. Pelo amor de Deus. vc querem o que uma querrilha camponesa, entre os sem terra, seringueiros, agricultores, pequenos pecuaristas e os indiginas. Será um massacre atras do outro. O estado é quem que deve estar presente nestes conflitos, esta ai a PF, o Exercito. Agora temos um governo incompetente, irresponsável e incapaz de evitar as invações de terras indiginas ai é outra coisa. Daqui a pouco, vamos ter as milicias, dos seringueiros, dos sem terras (este já existe), dos pequenos pecuaristas e dos agricultores. Teriasmos ai um estado sem lei. Mais ano que vem temos oportunidade de mudar isto. Se Deus quiser vamos mudar e expulsar estes petistas do poder. e olhe quando eles sairem veremos o mar de lama sair das bocas dos bueros e acha lama e podridão. 1 opinião
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tereza rocha (3) 17/11/2009 20h28
tereza rocha (3) 17/11/2009 20h28
sem proteção os indios ficam a mercê de todos os perigos existentes na Amazonia.Agora as Farc tambem querem se aproveitar da fraqueza indigena. 2 opiniões
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