Feldman deixa secretaria para articular aproximação de Kassab e Alckmin no segundo turno
GISELLI SOUZA
colaboração para a Folha Online
Atualizado às 16h53
O secretário municipal de Esportes de São Paulo, Walter Feldman (PSDB), classificou nesta segunda-feira como um erro político as críticas que o candidato a prefeito Geraldo Alckmin (PSDB) tem feito ao prefeito e candidato à reeleição Gilberto Kassab (DEM). Para o tucano, os ataques vão dificultar a aproximação de ambos no segundo turno, caso um deles fique de fora da disputa.
"É um erro político um bater no outro. Isso irá dificultar uma aproximação no segundo turno", afirmou Feldman, que pretende vai deixar o governo Kassab a partir de amanhã para articular a aproximação dos candidatos para derrotar a candidata do PT, Marta Suplicy, no segundo turno.
O secretário vai ficar for do governo por dez dias, de amanhã até o dia 4. Segundo a assessoria de Feldman, a licença não será remunerada e o tucano alegou motivos pessoais para deixar o governo.
Com a queda nas últimas pesquisas eleitorais, Alckmin tem endurecido o discurso contra Kassab e sua gestão. O prefeito também tem feito críticas ao tucano ao comparar gestões. Segundo a última pesquisa Datafolha divulgada no sábado, Marta está na frente com 41%, Alckmin com 24% e Kassab 14%.
O tucano acredita que Kassab vai para o segundo turno com Marta e, por isso, já conversa com o presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), para discutir o assunto. "Independente de quem for [para o segundo turno], um vai ter que ter o apoio do outro", afirmou.
"Ele [Kassab] tem uma marcha muito mais forte que a do Alckmin. Tem maior espaço na TV e mais apoio [dos militantes] na rua. O Alckmin continua hoje com dificuldades operacionais na campanha", disse Feldman, durante evento na Federação Paulista de Futebol, onde Kassab expôs seu programa de governo para os dirigentes dos clubes.
O tucano disse que sempre lutou para que a aliança PSDB-DEM fosse mantida para lançar apenas um candidato, o que não ocorreu.
"Nós [PSDB] lutamos para que houvesse uma candidatura só. E nós dizíamos que se houvesse duas haveria um conflito. O que está acontecendo agora é o que nós já tínhamos imaginado", afirmou Feldman.
Na avaliação do tucano, o embate entre Alckmin e Kassab ajuda a candidatura de Marta. Sobre a sua permanência no governo de Kassab, Feldmann disse que não pode deixar de elogiar a gestão da qual faz parte. "É uma condição intermediária. É igual a minha situação agora. Como eu posso deixar de elogiar o governo ao qual eu faço parte?", questionou.
O deputado Edson Aparecido (PSDB-SP), coordenador da campanha de Alckmin, disse que o tucano não faz críticas a Kassab mas discute os problemas da cidade e o que a atual gestão tem feito. Segundo ele, São Paulo tem muitos desafios e precisa de alguém com experiência como Alckmin para solucioná-los.
"O Geraldo [Alckmin] é o mais preparado para poder resolver os problemas da cidade", disse Aparecido.
O coordenador da campanha tucana ressaltou ainda que Feldmann, por enquanto, é filiado ao PSDB e deveria defender os interesses do partido.
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SRES. SENADORES A PERGUNTA É: O QUE VOCES ESTÃO FAZENDO COM A CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA ? E ONDE VOCES QUEREM CHEGAR COM TANTOS ABSURDOS ??
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