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Brasil
25/08/2008 - 18h49

Julgamento da demarcação da Raposa/Serra do Sol deve durar 2 dias, diz Ayres Britto

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GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

O julgamento no STF (Supremo Tribunal Federal) da homologação da reserva indígena Raposa/Serra do Sol, na próxima quarta-feira, deve se estender por pelo menos dois dias. Em meio à esperada polêmica sobre o tema, o ministro-relator da ação, Carlos Ayres Britto, disse hoje esperar que o julgamento seja longo diante das diversas posições a respeito da destinação das terras da reserva.

O voto do relator, o primeiro a ser revelado entre os ministros da Corte, terá 108 páginas --com a reunião dos posicionamentos distintos recebidos por Britto ao longo da análise da causa nos últimos meses.

!Vai depender de como o ministro Gilmar Mendes [presidente do STF] vai formatar o julgamento, mas dificilmente a causa será julgada na quarta-feira", afirmou ele.

Bem-humorado, Britto disse que não esperava analisar outro caso polêmico este ano depois de ter relatado o julgamento sobre a realização de pesquisas com células-tronco.

"Quando eu fiz o voto naquela adin das células-tronco embrionárias eu disse para mim mesmo: 'pronto, nunca mais vou receber um processo tão complexo como esse'. Pois recebi."

O relator recebeu nesta segunda-feira deputados da bancada de Roraima para discutir a homologação contínua da reserva. Sem revelar o seu voto, Britto disse que não pretende modificá-lo até quarta-feira, mas afirmou que o diálogo com os vários segmentos que divergem sobre o formato da homologação é importante para o julgamento.

"Sempre atendo as partes no pressuposto que eles trazem algo de útil para o processo. Todos temos a ganhar com isso, do ponto de vista da melhor informação dos fatos", disse.

O ministro disse que já recebeu 25 pessoas envolvidas com as ações da Raposa/Serra do Sol, com posições distintas sobre a homologação. "Só o procurador da Funai eu recebi cinco vezes", disse.

O relator levantou a possibilidade do STF tomar uma decisão distinta do que esperam indígenas e arrozeiros da reserva. "Às vezes, a decisão contraria as duas partes", afirmou.

Enquanto os índios defendem a homologação contínua determinada pelo governo federal, os arrozeiros querem que as terras sejam divididas em ilhas --com espaços da Raposa/Serra do Sol abertos para a circulação de não-indígenas.

Decisão

A exemplo de outros ministros do Supremo, Britto disse que a decisão sobre a homologação da Raposa/Serra do Sol pode se estender para outras áreas indígenas do país.

"Se decidirmos a partir de coordenadas constitucionais objetivas, evidente que isso servirá de parâmetro para todo e qualquer processo demarcatório, se não para os passados, ao menos para os futuros", disse.

O ministro Marco Aurélio Mello afirmou nesta segunda-feira que se o Supremo decidir pela demarcação não-contínua da reserva, a determinação poderá modificar o atual modelo adotado em outras áreas habitadas por índios.

"Se o Supremo fixar que a demarcação deve ser setorizada, por ilhas, evidentemente se estenderá a todo o território nacional", disse.

Gilmar Mendes, por sua vez, afirmou que a determinação deve "balizar critérios" para outras demarcações de terras no território brasileiro. "Independentemente do resultado, esse julgamento vai balizar critérios para demarcação e a participação dos Estados nesse processo. Esse julgamento vai ser rico nesse tipo de orientação", afirmou.

Comentários dos leitores
Valentin Makovski (334) 03/12/2009 13h55
Valentin Makovski (334) 03/12/2009 13h55
A politica de preservação de terras indígenas no Brasil é tão patética que da dó. Não de agora mas de anos e muitos anos atras, se criou reservas indígenas a deus dará, a mesma política de assentamentos de terra, se dá a terra e se esquece do cara, da familia do assentado. Depois de 20 anos se volta lá e se confirma que ele não esta mais lá, vendeu a terra a preço de banana, ou mesmo morreu de fome. Com os indios se faz o mesmo, o Brasil tem 8 Milhões de metros quadrados, tem terra que não acaba mais, pq se tem esses problemas???? Se o governo cria uma reserva indígena, pq não se proteje ela? Pq se deixa um grupo de garimperos chegar até lá?? Sabe e uma estupidez brutal ficar aqui discutindo o pq disso o pq daquilo, temos leis no Brasil que são como o queijop suíço, cheio de buracos, não servem p/ nada. Indios são indios, não são sem terras, não são produtores rurais, não são garimperos, são Indios. E Indios tem que ter sua terra, e ser protegidos pelo Estado, Estado quer dizer Exercito, Marinha, Aeronáutica, Polícia Federal, etc, etc. Garimperos, Grilheiros, Invasors, tem que ser combatidos por todos aquelas instituições que protegem os Indios, é fácil e simples de entender. sem opinião
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Jonas Bastos (1) 26/11/2009 19h38
Jonas Bastos (1) 26/11/2009 19h38
É bom que Peru e Brasil tomem mais rapido possivel medidas duras para combater o narcotrafico,contrabando de armas, grupos de exterminios e etc,nas suas froteiras como é o caso da regiao do Alto Rio Solimoes esquecida pelo proprio estado brasileiro... sem opinião
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antonio lucio (1) 18/11/2009 13h13
antonio lucio (1) 18/11/2009 13h13
Será que os retardados mentais que defendem esta miliicia indigina, por tras disto esta as FARC e por tas delas o Chaves, o louco, o debiloide. Pelo amor de Deus. vc querem o que uma querrilha camponesa, entre os sem terra, seringueiros, agricultores, pequenos pecuaristas e os indiginas. Será um massacre atras do outro. O estado é quem que deve estar presente nestes conflitos, esta ai a PF, o Exercito. Agora temos um governo incompetente, irresponsável e incapaz de evitar as invações de terras indiginas ai é outra coisa. Daqui a pouco, vamos ter as milicias, dos seringueiros, dos sem terras (este já existe), dos pequenos pecuaristas e dos agricultores. Teriasmos ai um estado sem lei. Mais ano que vem temos oportunidade de mudar isto. Se Deus quiser vamos mudar e expulsar estes petistas do poder. e olhe quando eles sairem veremos o mar de lama sair das bocas dos bueros e acha lama e podridão. 1 opinião
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