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Brasil
25/08/2008 - 20h03

Leia a íntegra da carta-renúncia do reitor da Unifesp

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da Folha Online

O reitor da Unifesp (da Universidade Federal de São Paulo), Ulysses Fagundes Neto, entregou nesta segunda-feira sua carta-renúncia ao ministro Fernando Haddad (Educação) Conselho Universitário da instituição.

Leia a íntegra da carta:

"Prezados colegas,

Assumi o cargo de reitor desta Universidade pela primeira vez em julho de 2003. Após meu primeira mandato, fui novamente eleito pelos meus pares em 2007, numa demonstração de confiança em relação ao caminho que a atual gestão escolheu para a Unifesp.

Foram cinco anos de muito trabalho e empenho da minha parte e de todos da equipe que esteve ao meu lado. Os senhores e senhoras deste Conselho irão se lembrar da situação da Unifesp que encontramos ao assumirmos a gestão em 2003. Contas em atraso, dívidas com fornecedores e orçamento limitado frente às necessidades.

Hoje, podemos dizer com segurança que demos passos consistentes em direção a um futuro mais promissor e de relevância cada vez maior no ensino superior brasileiro. As finanças da instituição encontram-se em dia. Nosso orçamento, embora ainda restrito perante as necessidades, vem crescendo paulatinamente.

Maior motivo de orgulho da atual gestão, a Unifesp é hoje uma Universidade Plena, presente em cinco municípios do Estado de São Paulo e oferecendo um ensino público gratuito e de elevada qualidade a uma parcela maior de jovens brasileiros. Passamos de cinco para 19 cursos de graduação ministrados, agregando mais de 1.200 novas vagas a cada vestibular.

Fomos a primeira universidade federal a contratar professores titulares para os novos campi dentro do programa de expansão do ensino superior do governo federal, numa demonstração clara e inequívoca de aposta na qualidade. Criamos a FAP (Fundação de Apoio à Pesquisa), destinando recursos e infra-estrutura para que a Unifesp continue sendo referência em pesquisa.

O trabalho realizado muito me orgulha. Tenho certeza de que todos, assim como eu, veneramos nossa instituição e faremos tudo o que estiver ao nosso alcance para alçá-la a patamares ainda mais elevados dentro do universo do ensino superior brasileiro.

Infelizmente, o envolvimento do meu nome no noticiário recente sobre gastos realizados em viagens de trabalho exige de mim tempo e disposição para minha argumentação e defesa. Preferiria dedicar à instituição essa energia, mas sou obrigado, neste momento, a desviar o foco de minha atenção.

Com todo o respeito que tenho pela Unifesp, não caberia continuar exercendo o cargo de reitor com a atenção voltada para outros assuntos. Sendo assim, apresento aos senhores e senhoras deste Conselho meu pedido de renúncia em caráter irrevogável e imediato.

Meu alento, neste momento, é saber que o trabalho realizado nos últimos cinco anos encaminha a Unifesp para um papel de relevância e de extrema importância na construção de um futuro melhor para a sociedade brasileira. Tenho certeza de que os gestores que assumirão o cargo tão logo seja ratificada minha renúncia irão não somente preservar, mas principalmente ampliar as conquistas realizadas.

Muito obrigado a todos.

Ulysses Fagundes Neto"

Comentários dos leitores
Acauí Theodoro Moisés (8) 19/09/2008 21h40
Acauí Theodoro Moisés (8) 19/09/2008 21h40
Pau nesses caras. São uns desalmados. Queremos esse dinheiro roubado, sim, no erário. Pertence aos segurados, aos paupérrimos concidadãos, e esse malandros de plantõ surrupiam-no sem dó nem piedade. Têm que sentir o gosto de um inquérto, uma denúncia, um julgamento e uma condenação pelo crime que cometeram. Não é possível que assistamos esses assaltos, diuturnamente, de braços cruzados. sem opinião
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Cristiano Mignanelli (1) 19/09/2008 17h47
Cristiano Mignanelli (1) 19/09/2008 17h47
A vergolha do país esta estampada na cara de todos nós. Estes exemplos denúnciados são apenas para confirmar o que já sabemos.
O serviço público é tão triste quando os cidadãos reclamões desta nação corrupta e sem valores são. Do que adiantaria nos revoltarmos com o serviço público e suas safadezas, se esta revolta não nos tiraria desta cadeira que aqui está e deste monitor que aqui vejo... Vamos reclamar para quem? A segurança pública? Apelaremos para o próprio serviço que criticamos?
Blá, blá, blá é o que fazemos, e isso fazemos muuuito bem. Abrimos a boca com uma técnica invejavel, e é por isso que nos formamos em renomadas instituições.
O Brasil é uma vergonha e os cidadãos bebezões chorões que não fazem nada também são.
Levantem-se e façam alguma coisa por este país que não seja falar e falar.
Estão cuspindo em nossos rostos, no nosso trabalho, na dignidade que merecemos como parte deste corpo chamado pátria.
E quem não for corrupto que alegue de coração sua inocência!!!!
sem opinião
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Alcides Emanuelli (740) 18/09/2008 22h43
Alcides Emanuelli (740) 18/09/2008 22h43
Porque é tão dificil dizer a verdade e tão facil falar uma mentira!
São escandalos e mais escandalos, por todas as instituições publicas, você vai encontrar algo que tenha de alguma forma uma relação com uma atitude indigna do correto.
Em todos os cantos tem algo que surprende que esta explicito a irregularidade, e vou citar uma aqui que voces vão se surprender, e esta em nossa frente e não enchergamos.
A publicidade de todas as Instituições publicas, é vergonhasa se voces forem analisar só alguns fato como propaganda na televisão de empresas publicas que são as unicas a efetuarem aqueles serviços.
A quantidade de planfletinhos, calendários, canetas, agendas e por ai vamos entrando sem parar na vergonha e na desavergonhada compra e gastos com publicidade.
Se formos analisar os custos vamos ficar abismados com tanta incompetencia para quem olha com olhos da competencia da necessidade e da visão de marketing.
Mas para quem esta comprando é um negocio da china e olhe que tem empresa estatal dando brindes feitos na china.
Quando coloco essa questão para analise dos Senhores leitores, vejo que o Brasil é diferente de todos os outros paises, não acredito que na europa nos Estados Unidos, tambem as instituições publicas sejam tão corruptas quanto aqui.
Um dia o Poeta disse que: Minha terra tem Palmeiras onde cantam os Sabiás, as aves que aqui gorgeiam não gorgeiam como lá!
O Poeta cantava em versos e prosa, os versos ficaram no tempo e as prosas não rimam mais.
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