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Brasil
26/08/2008 - 08h06

Sob pressão, campanha de Alckmin deve mudar programa eleitoral gratuito

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WANDERLEY PREITE SOBRINHO
colaboração para a Folha Online

O programa eleitoral do candidato a prefeito de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) deve mudar de tom nos próximos dias, apurou a Folha Online. A decisão foi tomada pela coordenação de campanha do tucano, que se viu obrigada a alterar o rumo em razão da queda de oito pontos percentuais do ex-governador na última pesquisa Datafolha. Enquanto o clima fica cada vez mais tenso entre os tucanos, a campanha de reeleição do prefeito Gilberto Kassab (DEM) vive um momento de euforia e alívio com a melhora do democrata na mesma pesquisa.

De acordo com o Datafolha, Marta Suplicy (PT) tem 41% das intenções de voto, contra 24% de Alckmin, 14% de Kassab e 9% de Maluf (PP). Em relação ao levantamento anterior, o tucano caiu oito pontos e o democrata subiu três, menos de uma semana após o início do horário eleitoral gratuito.

A alteração no programa eleitoral é a medida mais urgente tomada pela coordenação de campanha do PSDB. As críticas são que Alckmin parece muito apático na propaganda gratuita. A qualidade estética do programa --que estaria muito inferior aos programas de seus principais adversários-- também é o alvo.

Henrique Manreza/Folha Imagem
Alckmin planeja ataques contra Kassab
Alckmin planeja ataques contra Kassab

As mudanças devem trazer para as telas um Alckmin mais dinâmico e partindo para o ataque contra Marta e Kassab. Essa postura é uma vitória da Executiva nacional do partido, que já pressionava o ex-governador a tomar essa medida antes mesmo da divulgação da pesquisa.

O ataque contra Kassab, no entanto, é visto com ressalvas até por alckmistas. Segundo interlocutores, o temor é de que a artilharia voltada contra o democrata aumente ainda mais o racha no PSDB em um possível segundo turno. É que os ataques de Alckmin acertarão em cheio secretários e subprefeitos do PSDB, sigla com cerca de 300 filiados lotados na administração municipal.

Irritados com o fogo-amigo, alguns tucanos podem se recusar a entrar na campanha do correligionário mesmo sem Kassab na disputa. As áreas que Alckmin deve criticar com mais ênfase são saúde e educação, secretarias administradas pelos tucanos Januário Montone e Alexandre Schneider, respectivamente.

Comprar briga com Kassab também pode significar uma nova tensão com o governador do Estado, José Serra (PSDB), que indicou a maioria dos correligionários que serão alvo de ataque.

Interlocução

Temendo o resultado dessa investida e já sonhando com o segundo turno, os tucanos engajados na campanha de Kassab estão trabalhando nos bastidores para convencer a campanha de Alckmin a mudar de idéia. Eles temem que a aliança entre as duas legendas não vingue também no segundo turno. Um dos que vão dedicar parte do dia a costurar esse acordo é o secretário municipal de Esportes, Walter Feldman (PSDB), que vai pedir licença do cargo por cerca de dez dias.

Do outro lado da disputa, o clima é outro. Segundo interlocutores, a tensão que tomava conta da campanha de Kassab até a divulgação da pesquisa foi transformada em euforia e alívio. Na última pesquisa Ibope, Kassab aparecia com 8% das intenções de votos, causando temor especialmente nos partidos coligados, que se afastavam do candidato para não naufragar com ele.

O próprio prefeito acreditava que o horário eleitoral gratuito só trouxesse votos em 15 ou 20 dias. A empolgação fará o comando do DEM pressionar os partidos aliados para embarcarem definitivamente na campanha.

Comentários dos leitores
Igor Bevilaqua (731) 25/11/2009 11h39
Igor Bevilaqua (731) 25/11/2009 11h39
Afinal de contas o Amazonino Mendes é no estado do Amazonas o mesmo homem poderoso que o Sarney é no Maranhão e no Acre..., tem razão do "TSE" dar carta branca para que continuem "comprando votos" e recebendo "presentinhos e doações" de empresas interessadas nos cofres do estado..., o estado do Amazonas não foge hora nenhuma às regras brasileiras de corrupção. sem opinião
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Luís da Velosa (1426) 29/10/2009 21h00
Luís da Velosa (1426) 29/10/2009 21h00
Vamos aguardar o julgamento do caso Battisti pelo Supremo Tribunal Federal - STF. Isso é o correto. Não somos juízes e, se nos arvorarmos a sermos, será uma impropriedade, uma temeridade. sem opinião
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Washington Marques (108) 29/10/2009 13h53
Washington Marques (108) 29/10/2009 13h53
NÃO SE PODIA ESPERAR OUTRA COISA DO SENADO FEDERAL SE NÃO A DESOBEDIENCIA JUDICIAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE FAZ APOLOGIA A DESOBEDIENCIA JUDICIAL E A DESORDEM TOTAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE TEM A FINALIDADE DE LEGISLAR E FISCALIZAR, PRATICA NEPOTISMO EXPLICITO, DESCARADO A PONTO DE DESOBEDECER UMA ORDEM JUDICIAL (DA SUPREMA CORTE DESTE PAÍS).
SRES. SENADORES A PERGUNTA É: O QUE VOCES ESTÃO FAZENDO COM A CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA ? E ONDE VOCES QUEREM CHEGAR COM TANTOS ABSURDOS ??
2 opiniões
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