Supostos pistoleiros rondam aldeia na reserva Raposa/Serra do Sol, dizem índios
KÁTIA BRASIL
da Agência Folha, em Manaus
Índios macuxis relataram nesta segunda-feira que supostos pistoleiros rondam com motos a aldeia do Barro, que fica na Vila Surumu, principal foco de tensão entre indígenas e fazendeiros dentro da terra indígena Raposa/Serra do Sol (nordeste de Roraima).
Os homens, alguns com capacete, foram vistos durante o fim de semana. Na região, a Polícia Federal e a Força Nacional de Segurança mantêm uma base.
O CIR (Conselho Indígena de Roraima) principal organização que defende a demarcação contínua da área, anunciou que comunicará o caso à Funai (Fundação Nacional do Índio).
Reportagem da Folha de sábado informou que o serviço de inteligência do governo federal detectou a chegado de jagunços à região vindos de Boa Vista e de outros Estados do Norte.
Hoje, o professor da etnia macuxi Walter de Oliveira, 40, relatou que os supostos pistoleiros estão saindo das fazendas e entram na Vila Surumu (226 km de Boa Vista) para visitar os não-índios que estão na área, driblando a polícia.
Disse que os homens ficam a maior parte do tempo num bar. Quando anoitece, começam a rondar a aldeia do Barro, onde se concentra os índios defensores da demarcação contínua.
No domingo, os macuxis dizem que viram quatro pistoleiros. Dois usavam capacetes. Um foi reconhecido como sendo um integrante do grupo que atirou contra indígenas, em maio, durante confronto na fazenda do arrozeiro e prefeito de Pacaraima (RR), Paulo César Quartiero (DEM). Na ocasião, Quartiero disse que seus funcionários só reagiram a agressões dos índios.
A macuxi Marizete de Souza, 27, afirmou que no domingo os pistoleiros beberam muito no bar do Surumu e, depois começaram a intimidar os índios da aldeia do Barro. "Eles intimidam a comunidade, queremos respeito", disse ela.
Segundo o delegado da PF Ivan Herrero Fernandes, um dos coordenadores das ações de agentes federais na terra indígena Raposa/Serra do Sol, não há comprovação da existência de pessoas armadas ou supostos pistoleiros na área.
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E pela boa iniciativa deles de se submeterem ao Estado Brasileiro e nossas leis demonstram muito boa vontade com a nação e merecem sim ser amparados visto a peculiaridade da situação de isolamento e as dificuldades que as policias atuais passam para protege-los.
Apoio a idéia.
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