Brasil
25/08/2008 - 21h57

Tarso teme que julgamento sobre Raposa/Serra do Sol gere "onda de revisões"

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LÍSIA GUSMÃO
colaboração para a Folha Online, em Brasília

O ministro Tarso Genro (Justiça) disse nesta segunda-feira temer que o julgamento pelo STF (Supremo Tribunal Federal) da demarcação do território indígena Raposa/Serra do Sol provoque "uma onda de revisões" das demarcações já feitas pelo governo federal. Segundo ele, uma decisão contrária do Supremo pode abrir um precedente e gerar instabilidade.

O ministro disse ainda que a Polícia Federal e a Força Nacional de Segurança estão na região para que a decisão do Supremo seja cumprida. "Nossa opinião é de que a demarcação foi bem feita, de acordo com a lei e com a constituição, protege o direito dos indígenas. O Supremo interpreta a Constituição em última instância e nós vamos cumprir aquilo que for deliberado", disse Tarso.

As declarações foram dadas antes de o ministro participar de um congresso nacional dos policiais federais em Brasília.

Julgamento

O plenário do STF julga na quarta-feira (27) ações que questionam a homologação contínua da reserva indígena Raposa/Serra do Sol, no Estado de Roraima. O relator do caso, ministro Carlos Ayres Britto, analisou mais de 30 ações contrárias à homologação contínua, como determinado pelo governo federal.

Em abril, o STF decidiu liminarmente suspender a ação da Polícia Federal na reserva para a retirada dos arrozeiros que produzem na área.

Os governos federal e estadual divergem sobre a homologação. Para a União, o ideal é manter a demarcação de forma contínua. Mas o governador de Roraima, José de Anchieta Júnior (PSDB), e produtores de arroz que vivem na região da Raposa/Serra do Sol defendem a demarcação descontínua, argumentando que, do contrário, terão prejuízos.

Uma das propostas é fazer a demarcação em "ilhas", com áreas exclusivas para os indígenas, mas outras abertas à livre circulação no Estado. No começo do ano houve vários conflitos na região, quando integrantes dos dois lados, incluindo fazendeiros e indígenas, entraram em choque.

Comentários dos leitores
Jonas Bastos (1) 26/11/2009 19h38
Jonas Bastos (1) 26/11/2009 19h38
É bom que Peru e Brasil tomem mais rapido possivel medidas duras para combater o narcotrafico,contrabando de armas, grupos de exterminios e etc,nas suas froteiras como é o caso da regiao do Alto Rio Solimoes esquecida pelo proprio estado brasileiro... sem opinião
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antonio lucio (1) 18/11/2009 13h13
antonio lucio (1) 18/11/2009 13h13
Será que os retardados mentais que defendem esta miliicia indigina, por tras disto esta as FARC e por tas delas o Chaves, o louco, o debiloide. Pelo amor de Deus. vc querem o que uma querrilha camponesa, entre os sem terra, seringueiros, agricultores, pequenos pecuaristas e os indiginas. Será um massacre atras do outro. O estado é quem que deve estar presente nestes conflitos, esta ai a PF, o Exercito. Agora temos um governo incompetente, irresponsável e incapaz de evitar as invações de terras indiginas ai é outra coisa. Daqui a pouco, vamos ter as milicias, dos seringueiros, dos sem terras (este já existe), dos pequenos pecuaristas e dos agricultores. Teriasmos ai um estado sem lei. Mais ano que vem temos oportunidade de mudar isto. Se Deus quiser vamos mudar e expulsar estes petistas do poder. e olhe quando eles sairem veremos o mar de lama sair das bocas dos bueros e acha lama e podridão. 1 opinião
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tereza rocha (3) 17/11/2009 20h28
tereza rocha (3) 17/11/2009 20h28
sem proteção os indios ficam a mercê de todos os perigos existentes na Amazonia.Agora as Farc tambem querem se aproveitar da fraqueza indigena. 2 opiniões
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