Brasil
26/08/2008 - 03h25

Reitor da Unifesp deixa o cargo após novas acusações

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da Folha Online

O reitor da Unifesp, Ulysses Fagundes Neto, renunciou ao cargo. A decisão foi tomada depois da divulgação pela Folha de relatório do TCU sobre irregularidades nos gastos de viagem entre 2006 e 2007, informa nesta terça-feira reportagem de Laura Capriglione, publicada pelo jornal (íntegra disponível para assinantes do UOL e da Folha).

Segundo o TCU, o reitor usou indevidamente recursos do Estado, cometeu desvio de finalidade, burlou o regime de dedicação exclusiva e fez viagens não autorizadas.

Os fiscais propõem a devolução de R$ 229.550,06 aos cofres públicos. "Infelizmente, o envolvimento do meu nome no noticiário recente sobre gastos realizados em viagens de trabalho exige de mim tempo e disposição para minha argumentação e defesa", escreveu o reitor na carta-renúncia que encaminhou ontem à tarde aos docentes da Unifesp.

Mesmo antes de assumir a reitoria, em 2003, o nome Fagundes Neto já figurava em denúncias de irregularidades quanto ao uso de verbas universitárias. Ele admitiu ter usado o cartão de crédito corporativo do governo federal para pagar artigos de uso pessoal, e disse que errou "por falta de informação". Ele diz ter devolvido R$ 85 mil.

Vice-reitor

O MEC (Ministério da Educação) declarou vago o cargo. "O vice-reitor, Sergio Tufik, passa a responder interinamente pelo comando da universidade e tem um máximo de 60 dias para realizar o processo de escolha do novo reitor."

Reportagem da Folha (íntegra para assinantes) revela que Tufik atuou como "ordenador de despesas" em 5 das 13 viagens internacionais feitas pelo reitor Fagundes Neto e analisadas pela inspeção do TCU.

Nas denúncias, o Tribunal pede que o vice-reitor apresente alegações de defesa, ou reponha --com o reitor-- R$ 84.572,46 nos cofres públicos.

Segundo a assessoria de imprensa de Tufik, todos os gastos do reitor em viagens ao exterior foram aprovados pelo MEC, e não seria atribuição do vice-reitor investigar a procedência do gasto.

A renúncia na Unifesp é a segunda baixa entre reitores flagrados usando irregularmente cartões de crédito corporativos. A primeira abateu o reitor da UnB (Universidade de Brasília), Timothy Mulholand, no dia 14 de abril.

Leia a reportagem completa na Folha desta terça, que já está nas bancas.

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Comentários dos leitores
Acauí Theodoro Moisés (8) 19/09/2008 21h40
Acauí Theodoro Moisés (8) 19/09/2008 21h40
Pau nesses caras. São uns desalmados. Queremos esse dinheiro roubado, sim, no erário. Pertence aos segurados, aos paupérrimos concidadãos, e esse malandros de plantõ surrupiam-no sem dó nem piedade. Têm que sentir o gosto de um inquérto, uma denúncia, um julgamento e uma condenação pelo crime que cometeram. Não é possível que assistamos esses assaltos, diuturnamente, de braços cruzados. sem opinião
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Cristiano Mignanelli (1) 19/09/2008 17h47
Cristiano Mignanelli (1) 19/09/2008 17h47
A vergolha do país esta estampada na cara de todos nós. Estes exemplos denúnciados são apenas para confirmar o que já sabemos.
O serviço público é tão triste quando os cidadãos reclamões desta nação corrupta e sem valores são. Do que adiantaria nos revoltarmos com o serviço público e suas safadezas, se esta revolta não nos tiraria desta cadeira que aqui está e deste monitor que aqui vejo... Vamos reclamar para quem? A segurança pública? Apelaremos para o próprio serviço que criticamos?
Blá, blá, blá é o que fazemos, e isso fazemos muuuito bem. Abrimos a boca com uma técnica invejavel, e é por isso que nos formamos em renomadas instituições.
O Brasil é uma vergonha e os cidadãos bebezões chorões que não fazem nada também são.
Levantem-se e façam alguma coisa por este país que não seja falar e falar.
Estão cuspindo em nossos rostos, no nosso trabalho, na dignidade que merecemos como parte deste corpo chamado pátria.
E quem não for corrupto que alegue de coração sua inocência!!!!
sem opinião
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Alcides Emanuelli (740) 18/09/2008 22h43
Alcides Emanuelli (740) 18/09/2008 22h43
Porque é tão dificil dizer a verdade e tão facil falar uma mentira!
São escandalos e mais escandalos, por todas as instituições publicas, você vai encontrar algo que tenha de alguma forma uma relação com uma atitude indigna do correto.
Em todos os cantos tem algo que surprende que esta explicito a irregularidade, e vou citar uma aqui que voces vão se surprender, e esta em nossa frente e não enchergamos.
A publicidade de todas as Instituições publicas, é vergonhasa se voces forem analisar só alguns fato como propaganda na televisão de empresas publicas que são as unicas a efetuarem aqueles serviços.
A quantidade de planfletinhos, calendários, canetas, agendas e por ai vamos entrando sem parar na vergonha e na desavergonhada compra e gastos com publicidade.
Se formos analisar os custos vamos ficar abismados com tanta incompetencia para quem olha com olhos da competencia da necessidade e da visão de marketing.
Mas para quem esta comprando é um negocio da china e olhe que tem empresa estatal dando brindes feitos na china.
Quando coloco essa questão para analise dos Senhores leitores, vejo que o Brasil é diferente de todos os outros paises, não acredito que na europa nos Estados Unidos, tambem as instituições publicas sejam tão corruptas quanto aqui.
Um dia o Poeta disse que: Minha terra tem Palmeiras onde cantam os Sabiás, as aves que aqui gorgeiam não gorgeiam como lá!
O Poeta cantava em versos e prosa, os versos ficaram no tempo e as prosas não rimam mais.
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