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Brasil
26/08/2008 - 15h21

Gabeira descarta legalização da maconha e critica legado brizolista no Rio

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ANDRÉ ZAHAR
colaboração para a Folha Online, no Rio

O candidato do PV à Prefeitura do Rio de Janeiro, Fernando Gabeira, fez nesta terça-feira uma crítica indireta ao ex-governador Leonel Brizola e seus sucessores por não terem atuado para conter o crescimento desordenado das favelas. Ele qualificou como "um equívoco histórico" a postura de permitir a construção de barracos sem controle nos morros da cidade.

"O populismo carioca que fortaleceu o crescimento das favelas sob o argumento de que as pessoas tem o direito de morar, não importa onde, é um falso humanismo", disse o candidato, durante sabatina promovida pelo jornal "O Estado de S. Paulo".

"É humanismo defender que as favelas podem crescer da maneira que as pessoas necessitam? É humanismo pensar num processo em que as pessoas ocupem irregularmente as encostas, morram e desastres e tragam perigo para quem está embaixo?", questionou.

Gabeira propôs "congelar" o crescimento das favelas e redirecionar para os seus locais de origem os imigrantes de outros Estados que tenham se frustrado com as condições de vida no Rio.

Maconha

O candidato também fez uma auto-crítica em relação à proposta de legalização da maconha, dizendo que a discussão sobre o tema foi "um pouco inútil". O deputado afirmou que, no momento, descarta a proposta, pois o principal problema é reformar a polícia.

"Sem uma polícia moderna, eficaz e honesta você não consegue reprimir adequadamente, que é uma posição, nem legalizar, pois não teria condições de controlar os efeitos secundários. A nova discussão é reformar a polícia, porque aí você tem condição de executar a política americana, que é de repressão, ou a européia, mais liberal".

Gabeira também admitiu a possibilidade de armar a Guarda Municipal. "Existem alguns casos em que é necessário armar um grupo [da Guarda], por exemplo para a defesa de prédios atacados por grupos armados. Para não ter que contratar uma empresa de segurança, a própria Guarda Municipal atuaria. Mas os guardas que portarem armas terão que se submeter mais freqüentemente a exames psicotécnicos", afirmou.

Comentários dos leitores
Igor Bevilaqua (731) 25/11/2009 11h39
Igor Bevilaqua (731) 25/11/2009 11h39
Afinal de contas o Amazonino Mendes é no estado do Amazonas o mesmo homem poderoso que o Sarney é no Maranhão e no Acre..., tem razão do "TSE" dar carta branca para que continuem "comprando votos" e recebendo "presentinhos e doações" de empresas interessadas nos cofres do estado..., o estado do Amazonas não foge hora nenhuma às regras brasileiras de corrupção. sem opinião
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Luís da Velosa (1426) 29/10/2009 21h00
Luís da Velosa (1426) 29/10/2009 21h00
Vamos aguardar o julgamento do caso Battisti pelo Supremo Tribunal Federal - STF. Isso é o correto. Não somos juízes e, se nos arvorarmos a sermos, será uma impropriedade, uma temeridade. sem opinião
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Washington Marques (108) 29/10/2009 13h53
Washington Marques (108) 29/10/2009 13h53
NÃO SE PODIA ESPERAR OUTRA COISA DO SENADO FEDERAL SE NÃO A DESOBEDIENCIA JUDICIAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE FAZ APOLOGIA A DESOBEDIENCIA JUDICIAL E A DESORDEM TOTAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE TEM A FINALIDADE DE LEGISLAR E FISCALIZAR, PRATICA NEPOTISMO EXPLICITO, DESCARADO A PONTO DE DESOBEDECER UMA ORDEM JUDICIAL (DA SUPREMA CORTE DESTE PAÍS).
SRES. SENADORES A PERGUNTA É: O QUE VOCES ESTÃO FAZENDO COM A CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA ? E ONDE VOCES QUEREM CHEGAR COM TANTOS ABSURDOS ??
2 opiniões
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