Brasil
26/08/2008 - 17h22

Índios fazem manifestação no STF na véspera do julgamento de demarcação de reserva

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LÍSIA GUSMÃO
colaboração para a Folha Online, em Brasília

Um grupo de índios macuxi veio de Roraima para acompanhar o julgamento do STF (Supremo Tribunal Federal) da homologação do território Raposa/Serra do Sol. Cerca de dez macuxi fazem no fim da tarde desta terça-feira uma manifestação pacífica em frente ao Supremo em defesa da demarcação contínua definida pelo governo federal. O grupo canta e dança para que a homologação da área, contestada por arrozeiros, seja mantida.

"Estamos dispostos a acompanhar todo o julgamento, o tempo que durar. O clima na comunidade é de expectativa para uma solução definitiva. Se a demarcação não for contínua, para onde vão os 20 mil indígenas que lá vivem?", questiona o líder indígena Julio Macuxi.

Segundo ele, lideranças indígenas foram recebidas nesta terça-feira pelos ministros do STF Ellen Gracie e Marco Aurélio Mello.

"Estamos colocando a nossa realidade, porque arrozeiro nunca sai perdendo", afirmou o líder macuxi, acrescentando que, da parte dos índios, não há clima de confronto.

O STF está todo cercado para o julgamento da demarcação do território Raposa/Serra do Sol. Cinco seguranças aproximaram-se da grade para acompanhar a manifestação dos indígenas na Praça dos três Poderes, que separa o Supremo do Palácio do Planalto. A expectativa é que o julgamento dure pelo menos dois dias.

Comentários dos leitores
Adei Louzada de Moura (45) 27/06/2009 08h31
Adei Louzada de Moura (45) 27/06/2009 08h31
Como a entidade SODIUR, "reivindicava que os não índios, como os rizicultores, permanecessem na área" da RSS, postura que lhe confere a condição de mais brasileira e responsável do que as autoridades de Brasília; esperamos que agora, por ocasião da reunião mencionada, seus integrantes tenham uma participação ativa, não se deixando serem expulsos pela ONG "CIR" e propondo que, através de convênios, possam retornar à RSS, tanto os operosos rizicultores quanto quaisquer brasileiros de outras profissões que lá antes habitavam. Que trabalhem para viabilizar juridicamente esse retorno, de modo que, com sua presença, atrapalhem e impeçam a retirada sem controle de elementos da biodiversidade e dos minerais (nióbio, etc.). Esta retirada sem controle, e a futura formal separação do Brasil, no meu ver e sentir, é a razão última da feição atual do Art. 231 da CF/88, em função do qual a FUNAI esta a demarcar áreas enormes como "terras indígenas", designação que não deveria ser aceita pelos brasileiros, por se contrapor ao conceito de terra brasileira. Imagino que existam pessoas das cinco etnias que se sintam brasileiros e que se neguem a serem instrumentos dóceis de ONGs internacionalistas; que sintam motivação pelo retorno dos outros brasileiros injustamente expulsos. Se tal ocorrer, surgirão empregos, geração de renda e receita tributária, reintegrando ao Brasil a RSS. sem opinião
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Adei Louzada de Moura (45) 27/06/2009 08h18
Adei Louzada de Moura (45) 27/06/2009 08h18
Foi um desfecho lamentável esse que culminou na atribuição do território continuo de 1,7 milhão de ha. na área chamada Raposa / Serra do Sol (RSS). Esta região, de fato e a despeito de nossa superestrutura jurídica, deixou de ser Brasil, visto que vedada aos brasileiros em geral, onde lhes é negado o direito de ir e vir. Assim como já não era mais Brasil a reserva situada mais a oeste da RSS, algumas vezes maior que esta, a chamada Ianomâmi, designação espertamente empregada para designar todas as etnias que lá habitam, certamente em grupos esparsos e muito distantes uns dos outros; realidade que deixa liberada a exploração da biodiversidade e minerais (nióbio, etc.) pelos países desenvolvidos do hemisfério norte, sem que brasileiros atrapalhem. sem opinião
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Armando Malato (164) 26/06/2009 15h52
Armando Malato (164) 26/06/2009 15h52
Se as etnias indigenas estão se reunindo somente agora, para decidir o que fazer da área conquistada, chamada Rapõsa Serra do Sol, éporque de antemão, não tinham nenhum projeto visando a utilização deste território que vinha sendo ocupando em altas benfeitorias, por produtores de arroz e pecuaristas. Ninguem me convence que os silvicolas irão ter a mesma estrutura e tecnologia para aproveitar estas terras com a mesma desenvotura que vinha sendo feita pelos não indios. Agora começam a aparecer os impasses quanto a utilização da terra, por falta de entendimento entre eles mesmos. Tomara que daqui há alguns anos, esta região não vire morada, somente dominio de animais silvestres e terras incultas, para tristeza dos brasileiros e prejuizo de nossa produção. 2 opiniões
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