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Brasil
26/08/2008 - 19h22

Senadores do PT defendem afastamento temporário de Efraim Morais

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GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, de Brasília

Senadores do PT defenderam nesta terça-feira o afastamento temporário do senador Efraim Morais (DEM-PI) da primeira-secretaria do Senado, até a conclusão das investigações sobre o seu suposto envolvimento em fraudes nas licitações da Casa Legislativa. A líder do PT no Senado, Ideli Salvatti (SC), disse hoje que há um "sentimento" entre os senadores petistas para que Efraim deixe o cargo temporariamente.

A Folha Online apurou que, durante reunião da bancada do PT nesta terça-feira, os senadores defenderam o afastamento temporário de Efraim. Ideli disse que os petistas consideram "imprescindível" que o primeiro-secretário deixe o cargo para que a Casa apure de forma isenta as denúncias.

Ao seu pedido, o democrata apresentou suas justificativas DEM durante reunião da bancada do partido no Senado, realizada hoje. O líder do DEM, José Agripino Mais (RN), considerou "aceitáveis" as justificativas do parlamentar. Mas afirmou que a bancada vai esperar o relatório do corregedor do senado, Romeu Tuma (PTB-SP), para manifestar-se publicamente sobre as denúncias.

"A bancada vai fazer o que é preciso fazer: aguardar o relatório do corregedor. Claro que [a bancada] confia no seu companheiro, mas vamos aguardar o relatório que, esperamos, seja feito o mais breve possível. Acho que o relatório falará por si só. O senador nega o envolvimento em qualquer licitação fraudada e fala sobre a sua inocência em relação a todas as acusações", disse Agripino.

Efraim, por sua vez, negou que seu nome tenha sido mencionado em qualquer inquérito da Polícia Federal que investiga fraudes em licitações. "No processo que envolve Ministério Público, Justiça Federal, a Polícia Federal, o nome do senador Efraim Morais não é citado, conseqüentemente não tem nenhum inquérito. Não fui ouvido pela polícia, não fui convocado e, pelo contrário, estou com consciência tranqüila e a certeza de que, ao ter o apoio de toda a minha bancada, terei o apoio dos demais companheiros da Casa", disse.

Investigações

Tuma investiga as denúncias contra Efraim a pedido do presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN). Garibaldi também nomeou o seu chefe de gabinete, Florian Madruga, para acompanhar os processos de contratação das novas empresas a fim de evitar fraudes.

Efraim e o secretário-geral do Senado, Agaciel Maia, são acusados de fechar acordos com empresas prestadores de serviços no Senado para que ganhassem licitações em 2006. Transcrições de conversas levantadas pelo Ministério Público e a Polícia Federal apontariam que Agaciel e Efraim foram citados por servidores do Senado como responsáveis pelas fraudes nas licitações.

Como primeiro-secretário, Efraim coordena o processo de seleção das empresas prestadoras de serviços do Senado. O esquema, que ainda estaria em vigor, teria iniciado na gestão do senador Renan Calheiros (PMDB-AL) na presidência. As empresas Conservo, Ipanema e Brasília Informática teriam conseguido excluir concorrentes e vencer licitações na Casa Legislativa --supostamente com o aval da cúpula do Senado.

 

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