Marta diz que metrô de Alckmin não pára em pé e critica política de saúde de Kassab
PAULO SALDAÑA
colaboração para a Folha Online
A candidata do PT à Prefeitura de São Paulo, Marta Suplicy, retomou hoje o discurso crítico em relação a seus adversários na disputa municipal. Geraldo Alckmin (PSDB) e Gilberto Kassab (DEM) não foram poupados pela petista.
Em resposta a críticas feitas hoje por Alckmin sobre seu projeto de Metrô, Marta disse que "o [Metrô] dele que não pára em pé" --em referência clara ao acidente na Linha 4 do Metrô, cujas obras foram realizadas na maior parte enquanto Alckmin era governador.
Em evento de campanha, o tucano classificou hoje como "sem sentido" a nova proposta da ex-prefeita para expansão da malha com investimentos municipais. Marta defendeu que mudanças no trajeto do Metrô são apenas propostas, e seu compromisso é com o aporte de dinheiro. "E é bom deixar claro. A culpa por não termos Metrô é da gestão tucana. O próprio candidato [Alckmin], que foi governador por 6 anos, não fez um quilômetro".
Marta teve hoje dois compromissos de campanha na zona leste de São Paulo. No primeiro, visitou a sede do Movimento da Zona Leste, no bairro de José Bonifácio, onde discursou em cima de um carro de som. No meio da tarde, fez caminhada pelo comércio em Artur Alvim.
Desde o início da campanha, Marta tinha evitado ataques diretos, bem como responder a ofensas dos adversários. Mas ontem, mudou a estratégia, dizendo Kassab se apropria das obras dos outros. Questionada se a fase de apenas oferecer propostas havia terminado, Marta negou. "Eu continuo fazendo propostas, mas na hora que alguém diz que vai fazer, tem que dizer porque não fez".
Kassab
A gestão do atual prefeito, candidato à reeleição, também foi lembrada negativamente pela candidata. Ela afirmou que a saúde é a principal queixa da população de São Paulo. "Hoje não tem condição de marcar uma consulta", disse ela. "O orçamento da Prefeitura tem 10 milhões a mais de quando fui prefeita. Temos como investir [na saúde de forma] completamente diferente".
Procurada pela reportagem para comentar as críticas de Marta, a coordenação de campanha de Kassab respondeu que a petista não tem "autoridade para falar em saúde". Em nota, o candidato à reeleição disse que a ex-prefeita "deixou um descalabro" na área.
"O governo do PT desativou 673 leitos, não construiu um único hospital e deixou os postos de saúde em situação de miséria, muitos com risco até de desabamento. A falta de remédios era generalizada e os postos de comando da saúde eram loteados politicamente. A situação melhorou muito na saúde com Kassab", afirmou Kassab, em nota.
Ainda hoje, Marta acompanha o velório do banqueiro Olavo Egydio Setúbal e, à noite, tem encontro com sindicalistas no centro da cidade.
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