Brasil
28/08/2008 - 15h57

Chico Alencar diz que pretende rever a concessão do Carnaval do Rio

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ANDRÉ ZAHAR
colaboração para a Folha Online, no Rio

O candidato a Prefeitura do Rio de Janeiro Chico Alencar (PSOL) afirmou nesta quinta-feira que vai rever a concessão "perene" do Carnaval carioca para a Liesa (Liga Independente das Escolas de Samba). Alencar estuda, se eleito, devolver a organização do evento para a Prefeitura ou fazer licitação com outras empresas. A concessão existe desde 1984.

"Há uma zona de nebulosidade total. Tem um contrato que parece perene com a Liesa. A Prefeitura já administrou o Carnaval e não tinha nenhum problema. A minha tendência é que a prefeitura volte a assumir plenamente, como é recomendação de uma CPI da Câmara Municipal", disse Alencar durante sabatina promovida pelo jornal "O Estado de S. Paulo".

"Estamos abertos para examinar, de posse dos dados e, no mínimo, fazer uma concorrência. A Liesa não tem que ter o monopólio da produção do espetáculo dos desfiles", afirmou.

O candidato do PSOL rejeitou a possibilidade de participar de reunião com dirigentes da entidade. "Se for convidado [pela Liesa], não vou. Ir lá tem assumido a feição de um beija-mão. Eu já estaria privilegiando um grupo que deve disputar em igualdade de condições com outros a administração do Carnaval no sambódromo".

Doação

Alencar também criticou a doação de R$ 100 mil feita pela Gerdau e aceita pela campanha da candidata do PSOL em Porto Alegre, Luciana Genro.

"Pessoalmente, discordo. É uma contradição. Empresas muito poderosas têm a vocação irresistível para interferir nos negócios do Estado. Se o problema vier para o Diretório Nacional [do PSOL], vou dar minha opinião, que é contrária", disse.

Alencar prometeu uma auditoria da dívida ativa da Prefeitura e dos gastos da gestão Cesar Maia (DEM) com os Jogos Panamericanos e a Cidade da Música. Neste último caso, ao contrário da maioria dos adversários, descartou a possibilidade de fazer concessão para a iniciativa privada.

"Não daria concessão de jeito nenhum. A gente é contra essa mania do governo Cesar Maia de investir dinheiro público e depois passar para a iniciativa privada. Estamos abertos a várias propostas, a menos adequada é entregar [a Cidade da Música] para uma telefônica", disse.

Comentários dos leitores
Luís da Velosa (1323) 29/10/2009 21h00
Luís da Velosa (1323) 29/10/2009 21h00
Vamos aguardar o julgamento do caso Battisti pelo Supremo Tribunal Federal - STF. Isso é o correto. Não somos juízes e, se nos arvorarmos a sermos, será uma impropriedade, uma temeridade. sem opinião
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Washington Marques (87) 29/10/2009 13h53
Washington Marques (87) 29/10/2009 13h53
NÃO SE PODIA ESPERAR OUTRA COISA DO SENADO FEDERAL SE NÃO A DESOBEDIENCIA JUDICIAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE FAZ APOLOGIA A DESOBEDIENCIA JUDICIAL E A DESORDEM TOTAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE TEM A FINALIDADE DE LEGISLAR E FISCALIZAR, PRATICA NEPOTISMO EXPLICITO, DESCARADO A PONTO DE DESOBEDECER UMA ORDEM JUDICIAL (DA SUPREMA CORTE DESTE PAÍS).
SRES. SENADORES A PERGUNTA É: O QUE VOCES ESTÃO FAZENDO COM A CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA ? E ONDE VOCES QUEREM CHEGAR COM TANTOS ABSURDOS ??
sem opinião
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Fatima Medeiros (15) 26/10/2009 20h57
Fatima Medeiros (15) 26/10/2009 20h57
QUE MARAVILHA NÃO VAI SOBRAR NINGUEM!!!! sem opinião
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