Petista e tucano descumprem meta no metrô de SP
da Folha Online
Alvo da mais recente polêmica entre os dois líderes da corrida à Prefeitura de São Paulo, os investimentos na ampliação do metrô já foram temas de promessas não cumpridas pela petista Marta Suplicy e pelo tucano Geraldo Alckmin, informa nesta sexta-feira reportagem de Fernando Barros de Mello e José Alberto Bombig, publicada pela Folha (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal).
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Segundo a reportagem, neste ano, as propostas apresentadas pela candidata esbarram ainda em relatório preparado por técnicos do metrô, e os petistas evocam o Tribunal de Contas do Estado para dizer que Alckmin não investiu tudo o que podia no sistema.
A Folha informa que, em 2000, quando venceu a eleição, Marta afirmou que iria colocar dinheiro na ampliação da rede: "O município sempre se omitiu nesse assunto. Eu pretendo fazer o metrô". Dois anos depois, na Assembléia Legislativa, o então governador Alckmin afirmou, em relação à linha 4: "As obras devem ser iniciadas ainda em 2002 para conclusão em 2006". Nem Marta colocou dinheiro, nem Alckmin cumpriu o prazo estipulado --a previsão agora é 2010.
Outro lado
Carlos Zaratini, deputado federal e coordenador da campanha do PT, disse que a rede do Metrô 'tem que ser discutida de forma mais pública'. 'Nossa proposta não é fechada', afirmou. "Nós achamos que, quando o Metrô inventa essas linhas e tira essas linhas da cartola, às vezes é uma coisa um pouco imposta para a cidade, sem levar em conta o desenvolvimento urbano', completa Zaratini.
Segundo o deputado, as linhas do Metrô devem induzir o crescimento em regiões da cidade. Ele cita o exemplo da extensão da linha 4 até a Vila Maria.
O deputado federal Edson Aparecido (PSDB), coordenador da campanha de Geraldo Alckmin, afirmou que o atraso de deve em grande parte a ações judiciais que posteriormente ao anúncio do então governador foram impetradas por empresas que concorriam nos processos licitatários.
"O mais importante, no entanto, é que o Geraldo não ficou na promessa impossível, como faz agora o PT. A linha 4 foi a primeira PPP [Parceria Público Privada] urbana do país. Será vital para a cidade", disse. Outro problema, segundo ele, foi a greve que o Judiciário enfrentou em 2004.
Prefeitura
Apesar de o prefeito falar em investimentos de R$ 1 bilhão no metrô, até o momento R$ 275 milhões foram liberados. A prefeitura só repassa o dinheiro quando há solicitação do Metrô. Até agora, R$ 200 milhões foram destinados para obras da linha 5. Outros R$ 75 milhões foram investidos na execução do projeto executivo da linha 6.
A prefeitura diz que R$ 350 milhões serão enviados para as obras da linha 5. O restante será repassado, até o fim do ano, para o destino solicitado pelo Metrô.
Leia a reportagem completa na Folha desta sexta, que já está nas bancas.
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