Brasil
29/08/2008 - 18h20

PF prende filha de Jerominho e mais 11 por uso de milícia para intimidar eleitores no Rio

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LUISA BELCHIOR
ANDRÉ ZAHAR
colaboração para a Folha Online, no Rio

A Polícia Federal prendeu nesta sexta-feira a candidata a vereadora do Rio Carminha Jerominho (PT do B) e mais 11 pessoas na Operação Voto Limpo. Ela foi detida nesta manhã em casa, em Campo Grande (zona oeste do Rio).

De acordo com a PF, a campanha de Carminha teria sido financiada por atividades ilegais da milícia Liga da Justiça, apontada como o principal grupo miliciano do Rio. Os milicianos, entre eles policiais, estavam forçando moradores da zona oeste da cidade a votar e fazer campanha pela candidata, segundo o superintendente da PF no Rio, Valdinho Caetano.

Carminha é filha do vereador Jerônimo Guimarães, o Jerominho (PMDB) e sobrinha do deputado estadual Natalino Guimarães (sem partido), que estão presos sob acusação de chefiar a Liga da Justiça.

De acordo com o Ministério Público Eleitoral, Carminha Jerominho e o irmão Luciano Guenancio, foragido da Justiça, assumiram o comando da quadrilha após a prisão de Jerominho e Natalino.

Em investigação feita nos últimos 90 dias, a PF afirma ter comprovado que Carminha usava da estrutura da milícia em sua campanha e que moradores que se negavam a fazer campanha pela candidata foram hostilizados, expulsos e vítimas de atentados, segundo o superintendente da PF.

"Em algumas ocasiões, verificamos que cidadãos foram obrigados a sair de suas residências por não concordarem em apoiar essa candidata [Carminha]", disse Valdinho Caetano. "Também constatamos duas tentativas de homicídio a pessoas que não concordaram em ceder espaço para colocação de propaganda eleitoral da candidata."

As investigações também constataram que os milicianos aumentaram o preço do gás vendido em comunidades da zona oeste --uma das supostas atividades ilegais que financiam a milícia-- para gerar recursos para a campanha de Carminha. O aumento, segundo Caetano, foi de R$ 21 para R$ 32 por botijão.

Dos 12 pessoas presas, sete são policiais militares. Os policiais foram presos pela Polícia Militar em casa e no serviço nesta manhã.

Além de Carminha, já foram presos Guilherme Berardinelli, Fábio Pereira de Oliveira, Carlos Henrique Garcia Ramos, Luciano Sabino da Silva e os policiais militares Toni Angelo Aguiar, Júlio Cesar Ferraz, Ricardo Carvalho Santos, Alonso dos Santos, Flávio Mendes Augusto, Moisés Pereira Maia Júnior e Kennedy Graciano Albuquerque.

Oito dos presos foram indiciados pelos crimes de formação de quadrilha e de coação eleitoral e tentativa de homicídio. Apenas Guilherme Berardinelli e Luciano da Silva não foram enquadrados no crime de tentativa de homicídio. Carminha foi indiciada apenas por formação de quadrilha, segundo o TRE-RJ.

Outro lado

O advogado de Carminha ainda não foi encontrado pela Folha Online para comentar a prisão e as acusações. Na semana passada, a candidata afirmou que sua família está sendo vítima de perseguição política por parte de policiais civis descontentes com a presença deles na zona oeste da cidade.

Entre os 22 pessoas com mandado de prisão na operação Voto Limpo está o irmão de Carminha, Luciano Guimarães, que já era foragido da Justiça do Rio. Ele continua desaparecido.

Jerônimo e natalino Guimarães estão presos no Rio acusados de chefiar a Liga da Justiça. Carminha está na sede da PF no Rio e será transferida ainda nesta sexta-feira para o presídio federal de Catanduvas (PR), de acordo com a PF.

Comentários dos leitores
Carlos José dos Santos (128) 28/01/2009 16h47
Carlos José dos Santos (128) 28/01/2009 16h47
Polícia prende PM suspeito de integrar milícia no Rio.
Está mais do que claro que as milícias somente existem por causa da ineficiência do Estado até mesmo em selecionar seus próprios agentes de segurança pública.
Esses maus policiais, incompetentes no seu trabalho, acham que podem prestar serviços particulares e começam a oferecer uma "pseudo-segurança" para alguns moradores que pagam pelo "serviço" incentivando essa criminosa atividade de extorção de dinheiro da população, que já pagam seus impostos pela segurança pública.
Em Belo Horizonte alguns motoqueiros cobram para fazer rondas noturnas e ficam correndo as ruas dos bairros pela madrugada, com irritantes apitos. Alguns moradores, ignorantes acreditam nessa "pseudo-segurança" e trocam a incerteza de um eventual assalto, pela certeza dos assaltos mensais do "pseudovigia".
Algumas dessas pseudo-empresas de segurança têm até CNPJ, ou seja, o crime com reconhecimento do Estado, assim como os pivetes vândalos e assaltantes de carros agora até uniformizados, cobram por estacionamento em vias públicas a pretexto de vigiar. Pode??? !!!
Com a mais absoluta certeza, se acontecer um assalto em sua residência ou ao seu carro, provavelmente esse vigia não estará por perto, pois os bandidos não são tão burros e podem programar os assaltos de acordo com a rotina do motoqueiro, que não fica permanentemente no quarteirão. E o dinheiro pago não lhe garantirá nem mesmo um seguro para indenização dos eventuais prejuízos. É um dinheiro jogado fora na mão de um bandido espertalhão que se aproveita do medo do povo para ganhar dinheiro fácil às custas da ineficiência do Estado.
sem opinião
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Carlos José dos Santos (128) 27/01/2009 20h56
Carlos José dos Santos (128) 27/01/2009 20h56
Polícia prende PM suspeito de integrar milícia no Rio.
Está mais do que claro que as milícias somente existem por causa da ineficiência do Estado até mesmo em selecionar seus próprios agentes de segurança pública.
Esses maus policiais, incompetentes no seu trabalho, acham que podem prestar serviços particulares e começam a oferecer uma "pseudo segurança" para alguns moradores que pagam pelo "serviço" incentivando essa criminosa atividade de extorção de dinheiro da população, que já pagam seus impostos pela segurança pública.
Em Belo Horizonte alguns motoqueiros cobram para fazer rondas noturnas e ficam correndo as ruas dos bairros pela madrigada, com irritantes apitos. Alguns moradores, idiotas acreditam nessa "pseudo segurança" e trocam a incerteza de um eventual assalto, pela certeza dos assaltos mensais do pseudo vigia.
Com a mais absoluta certeza, se acontecer um assalto em sua residencia, provavelmente esse vigia não estará por perto, pois os bandidos não são tão burros e podem programar os assaltos de acordo com a rotina do motoqueiro, que não fica permanentemente no quarteirão. E o dinheiro pago não lhe garantirá nem mesmo um seguro para indenização dos prejuízos. É um dinheiro jogado fora na mão de um bandido espertalhão que se aproveita do medo do povo para ganhar dinheiro fácil.
sem opinião
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Carlos José dos Santos (128) 26/01/2009 23h20
Carlos José dos Santos (128) 26/01/2009 23h20
Polícia prende PM suspeito de integrar milícia no Rio.
Está mais do que claro que as milícias somente existem por causa da ineficiência do Estado até mesmo em selecionar seus próprios agentes de segurança pública.
Esses maus policiais, incompetentes no seu trabalho, acham que podem prestar serviços particulares e começam a oferecer uma "pseudo segurança" para alguns moradores que pagam pelo "serviço" incentivando essa criminosa atividade de extorção de dinheiro da população, que já pagam seus impostos pela segurança pública.
Em Belo Horizonte alguns motoqueiros cobram para fazer rondas noturnas e ficam correndo as ruas dos bairros pela madrigada, com irritantes apitos. Alguns moradores, idiotas acreditam nessa "pseudo segurança" e trocam a incerteza de um eventual assalto, pela certeza dos assaltos mensais do pseudo vigia.
Com a mais absoluta certeza, se acontecer um assalto em sua residencia, provavelmente esse vigia não estará por perto, pois os bandidos não são tão burros e podem programar os assaltos de acordo com a rotina do motoqueiro, que não fica permanentemente no quarteirão. E o dinheiro pago não lhe garantirá nem mesmo um seguro para indenização dos prejuízos. É um dinheiro jogado fora na mão de um bandido espertalhão que se aproveita do medo do povo para ganhar dinheiro fácil.
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