Brasil
29/08/2008 - 18h38

Após reajustar salários de servidores, governo cria mais cargos na administração

Publicidade

LÍSIA GUSMÃO
colaboração para a Folha Online, em Brasília

Além das medidas provisórias que reajustam os salários de 350 mil servidores, o "Diário Oficial" da União em sua edição extraordinária nesta sexta-feira trará 21 projetos de lei que serão enviados ao Congresso criando cargos na administração pública.

O Ministério do Planejamento informou que ainda não possui o levantamento de quantos cargos reúnem os projetos, mas há o que cria o Instituto Brasileiro de Museus, com 425 cargos e outros em comissão, chamados de DAS.

Há ainda projetos que dispõem sobre a criação de cargos no controle de tráfego aéreo, Polícia Federal, AGU (Advocacia Geral da União), Gabinete de Segurança Institucional, ministérios da Justiça, Agricultura, Planejamento, Fazenda, Esporte, Saúde e Desenvolvimento, Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, além da própria Presidência da República.

Outro projeto de lei pretende transformar a Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca em ministério, que substituirá a medida provisória revogada pelo governo.

"São cargos de interesse público. Há uma expansão dos serviços", afirmou o líder do governo na Câmara, deputado Henrique Fontana (PT-RS).

No entanto, Fontana evitou comentar o possível confronto com a oposição, que já reagiu à aprovação pelo Senado do que chamou de "trem da alegria" do Judiciário: a criação de 1.138 cargos em tribunais.

Para o vice-líder do PSDB no Senado, Álvaro Dias (PR), a oposição, neste caso, foi "condescendente" com o governo.

"Não podemos mais permitir a votação de cargos. Temos que resistir", disse o tucano, defendendo uma reforma administrativa. "Se tiver que votar, que seja nominalmente e não por votação simbólica."

Dias considera "abuso" o que taxou de "inchaço" da máquina administrativa. "O presidente Lula está engordando a máquina, aparelhando o Estado", disse.

Comentários dos leitores
O Brasil não consegue sair do círculo vicioso do desenvolvimento ecônomico: salários baixos não produzem consumo, consumo baixo mantém o subdesenvolvimento econômico, que produz salários baixos. Só os mágicos do PT, com seu voluntarismo econômico, acham que economia é questão de vontade e que podem aumentar salários indefinidamente, só porque querem. Evidentemente, esta pregação tem apenas fins eleitorais, porque, quando vencem eleições, aplicam o mesmo arrocho dos "direitistas". Pode-se até inventar um ditado: "Ninguém é mais direitista do que um esquerdista no poder!" É só lembrar os supermecados especiais de artigos importados para os membros da nomenklatura soviética. Assim, todos os governos cortam salários para aumentar empregos e a falta de empregos corta os salários (Veja-se a aceitação generalizada dos cortes salariais para evitar dispensas). OS GOVERNOS T~em resposta para o encolhimento da economia e a manutenção da população atual? Os mais de 6 bilhões de habitantes continuam a existir, a riqueza produzida cai verticalmente. quem não criou progresso pode impedir o retrocesso? sem opinião
avalie fechar
Luciano Kampf (4) 08/01/2009 22h44
Luciano Kampf (4) 08/01/2009 22h44
Esse Osmar Serraglio é um corporativista. Tudo bem que ops servidores que tenham títulos ganhem a gratificação, mas os que ocupam cargos de chefia já nganham gratificação extra devido sua função. Isso está errado. Se querem se dedicar aos estudos, deixem a chefia para outros funcionários, os que já tenham títulos. sem opinião
avalie fechar
Leonardo S. (111) 08/01/2009 21h13
Leonardo S. (111) 08/01/2009 21h13
Salário médio dos funcionários da câmara, da faxineira ao chefe de gabinete: R$12.000,00. É o salário de gerente de multinacional na iniciativa privada. Dá pra continuar a sustentar isso? Só uma guerra civil resolve... sem opinião
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (156)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca