PF prende 15 por suspeita de crime eleitoral no Rio; Carminha é transferida
colaboração para a Folha Online
Mais três pessoas foram presas pela Polícia Federal no final da tarde desta sexta-feira no Rio de Janeiro, suspeitas de usar milícias para intimidar eleitores. Mais cedo, outras 12 pessoas foram presas durante a Operação Voto Limpo, entre elas a candidata a vereadora Carminha Jerominho (PT do B) --detida na manhã de hoje em sua casa, em Campo Grande (zona oeste do Rio).
Segundo a PF, os três suspeitos presos são polícias militares, que se apresentaram em um batalhão da PM. Ainda de acordo com a PF, a campanha de Carminha teria sido financiada por atividades ilegais da milícia Liga da Justiça, apontada como o principal grupo miliciano do Rio. Os milicianos --entre eles os policiais presos nesta tarde-- estariam forçando moradores da zona oeste da cidade a votar e fazer campanha pela candidata.
De acordo com a PF, por volta das 18h de hoje, a candidata e outros 10 presos foram transferidos para o presídio federal de Catanduvas (PR), e outros dois estão presos nos presídios de Bangu 8 (zona oeste do Rio) e de Benfica (zona norte). Dois dos policiais presos na tarde de hoje ainda prestam depoimentos na sede da PF, no Rio.
Liga da Justiça
Carminha é filha do vereador Jerônimo Guimarães (PMDB), o Jerominho e sobrinha do deputado estadual Natalino Guimarães (sem partido), que estão presos sob acusação de chefiar a Liga da Justiça.
De acordo com o Ministério Público Eleitoral, Carminha Jerominho e o irmão Luciano Guenancio, foragido da Justiça, assumiram o comando da quadrilha após a prisão de Jerominho e Natalino.
Em investigação feita nos últimos 90 dias, a PF afirma ter comprovado que Carminha usava da estrutura da milícia em sua campanha e que moradores que se negavam a fazer campanha pela candidata foram hostilizados, expulsos e vítimas de atentados, segundo o superintendente da PF.
"Em algumas ocasiões, verificamos que cidadãos foram obrigados a sair de suas residências por não concordarem em apoiar essa candidata [Carminha]", disse Valdinho Caetano, superintendente da PF no Rio."Também constatamos duas tentativas de homicídio a pessoas que não concordaram em ceder espaço para colocação de propaganda eleitoral da candidata".
As investigações também constataram que os milicianos aumentaram o preço do gás vendido em comunidades da zona oeste --uma das supostas atividades ilegais que financiam a milícia-- para gerar recursos para a campanha de Carminha. O aumento, segundo Caetano, foi de R$ 21 para R$ 32 por botijão.
Outro lado
O advogado de Carminha ainda não foi encontrado pela Folha Online para comentar a prisão e as acusações. Na semana passada, a candidata afirmou que sua família está sendo vítima de perseguição política por parte de policiais civis descontentes com a presença deles na zona oeste da cidade.
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SRES. SENADORES A PERGUNTA É: O QUE VOCES ESTÃO FAZENDO COM A CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA ? E ONDE VOCES QUEREM CHEGAR COM TANTOS ABSURDOS ??
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