Brasil
29/08/2008 - 21h46

Rivais atacam e irritam Beto Richa durante debate em Curitiba

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DIMITRI DO VALLE
da Agência Folha, em Curitiba

No segundo debate da TV Band, que avançou a madrugada de desta sexta-feira, candidatos de oposição irritaram o prefeito Beto Richa (PSDB) ao atacá-lo cobrando "transparência" nas contas, menos gastos com propaganda e soluções para congestionamentos no trânsito.

Richa dirigiu-se ao candidato do PMDB, Carlos Moreira, com o dedo em riste, dizendo: "Com a minha honra ninguém brinca". Ele respondia acusação de que manteria em segredo o valor das arrecadações de multas de trânsito e da URBS (empresa da Prefeitura que gerencia o transporte coletivo).

Moreira levou ao estúdio uma série de caixas pretas para simbolizar a "falta de transparência nas contas", mas foi proibido pela organização de exibi-las para não desrespeitar as regras do debate.

Maurício Furtado (PV) foi chamado de "desequilibrado" pelo tucano após desafiá-lo a divulgar na internet os contribuintes de sua campanha. Furtado disse que o prefeito já havia recebido na disputa passada uma quantia de "R$ 300 milhões" de uma empresa do setor de coleta de lixo.

Richa negou o valor da doação (que diz ter sido de R$ 100 mil) e disse que o adversário atacava porque "deve estar é preocupado com a perda dos cargos em comissão lá no Palácio Iguaçu [sede do governo do Estado] depois de 2010 [ano da eleição a governador]".

A candidata do PT, Gleisi Hoffmann, passou boa parte do programa cobrando redução nos gastos com propaganda, que, segundo ela, somaram R$ 85 milhões entre 2005 e este ano. Richa classificou a adversária de "equivocada e mal informada" dizendo que sua gestão gastou em média R$ 8 milhões ao ano.

O orçamento da secretaria municipal de Comunicação Social, segundo informação disponível no site da própria Prefeitura, é de R$ 14 milhões para este ano, crescimento de 48% em relação ao primeiro ano de gestão (2005), quando foram gastos cerca de R$ 9 milhões.

A petista também cobrou do tucano uma "inversão de prioridades" ao direcionar mais orçamento para acabar com filas em postos de saúde e demora para marcar exames e consultas. Richa admitiu problemas e disse que eles estavam sendo resolvidos, além de dizer ter condições de saná-los em definitivo com um novo mandato.

Comentários dos leitores
Luís da Velosa (1323) 29/10/2009 21h00
Luís da Velosa (1323) 29/10/2009 21h00
Vamos aguardar o julgamento do caso Battisti pelo Supremo Tribunal Federal - STF. Isso é o correto. Não somos juízes e, se nos arvorarmos a sermos, será uma impropriedade, uma temeridade. sem opinião
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Washington Marques (87) 29/10/2009 13h53
Washington Marques (87) 29/10/2009 13h53
NÃO SE PODIA ESPERAR OUTRA COISA DO SENADO FEDERAL SE NÃO A DESOBEDIENCIA JUDICIAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE FAZ APOLOGIA A DESOBEDIENCIA JUDICIAL E A DESORDEM TOTAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE TEM A FINALIDADE DE LEGISLAR E FISCALIZAR, PRATICA NEPOTISMO EXPLICITO, DESCARADO A PONTO DE DESOBEDECER UMA ORDEM JUDICIAL (DA SUPREMA CORTE DESTE PAÍS).
SRES. SENADORES A PERGUNTA É: O QUE VOCES ESTÃO FAZENDO COM A CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA ? E ONDE VOCES QUEREM CHEGAR COM TANTOS ABSURDOS ??
sem opinião
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Fatima Medeiros (15) 26/10/2009 20h57
Fatima Medeiros (15) 26/10/2009 20h57
QUE MARAVILHA NÃO VAI SOBRAR NINGUEM!!!! sem opinião
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