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Brasil
31/08/2008 - 09h37

Equipes chegam antes de candidatos para evitar surpresas em SP

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CATIA SEABRA
ANA FLOR
RANIER BRAGON
da Folha de S.Paulo

Em tempos de campanha, até uma simples caminhada exige meticulosa operação: a blindagem. Contratados pelos comitês eleitorais, equipes de precursores passam um pente-fino nos lugares por onde seus candidatos vão circular.

Sob a direção desses "batedores", os principais candidatos à Prefeitura de São Paulo obedecem a um roteiro previamente montado para escapar de sustos e constrangimentos.

As vistorias ocorrem duas vezes. A primeira é feita dois dias antes da chegada do candidato ao local de campanha. Para evitar imprevistos, uma equipe é enviada uma hora antes.

Na primeira inspeção, os precursores não só avaliam ameaças à segurança do candidato, riscos de contratempos ou protestos, mas conferem, por exemplo, a legalidade de um prédio visitado e dos arredores.

A campanha de Marta Suplicy (PT) conta com quatro precursores, sob coordenação do deputado estadual Simão Pedro (PT), responsável por montar a agenda da petista.

No dia, a função deles é chegar uma hora mais cedo para evitar contratempos. Em julho, Marta quase cancelou uma atividade devido a uma informação colhida por precursores no largo 13 de Maio, em Santo Amaro (zona sul). A equipe ouviu de camelôs que a Guarda Civil Metropolitana faria uma ação de repressão contra ambulantes na hora do evento.

"Seguramos um pouco a Marta, conversamos com a PM e eles disseram que não ia haver operação. Então ela veio, fez o evento e tudo correu tranqüilamente", disse Simão.

Mas o esquema falhou no último dia 21. Por achar que seria inofensiva a palestra que Marta daria a alunos da FMU (Faculdades Metropolitanas Unidas), a campanha não enviou precursor. No local, cerca de 500 estudantes ensaiavam vaias e protestos. Marta entrou no auditório com 40 minutos de atraso. Enfrentou vaias e protesto, ameaçou ir embora, mas contornou a situação, com a ajuda de professores, e concluiu sua fala. No fim, foi aplaudida.

Na campanha do tucano Geraldo Alckmin, quatro precursores organizam a ida a eventos do candidato e de sua mulher, Lu. "Definimos a entrada que o candidato usará, quem o receberá e conferimos a segurança", diz o precursor, que se apresentou como Ferreira.

A segurança é especialmente importante durante caminhadas. "Avaliamos tudo que possa pôr o candidato em risco", diz Alexandre Guidini, um dos três responsáveis pela blindagem do prefeito e candidato à reeleição, Gilberto Kassab (DEM).

Comentários dos leitores
Igor Bevilaqua (731) 25/11/2009 11h39
Igor Bevilaqua (731) 25/11/2009 11h39
Afinal de contas o Amazonino Mendes é no estado do Amazonas o mesmo homem poderoso que o Sarney é no Maranhão e no Acre..., tem razão do "TSE" dar carta branca para que continuem "comprando votos" e recebendo "presentinhos e doações" de empresas interessadas nos cofres do estado..., o estado do Amazonas não foge hora nenhuma às regras brasileiras de corrupção. sem opinião
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Luís da Velosa (1426) 29/10/2009 21h00
Luís da Velosa (1426) 29/10/2009 21h00
Vamos aguardar o julgamento do caso Battisti pelo Supremo Tribunal Federal - STF. Isso é o correto. Não somos juízes e, se nos arvorarmos a sermos, será uma impropriedade, uma temeridade. sem opinião
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Washington Marques (108) 29/10/2009 13h53
Washington Marques (108) 29/10/2009 13h53
NÃO SE PODIA ESPERAR OUTRA COISA DO SENADO FEDERAL SE NÃO A DESOBEDIENCIA JUDICIAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE FAZ APOLOGIA A DESOBEDIENCIA JUDICIAL E A DESORDEM TOTAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE TEM A FINALIDADE DE LEGISLAR E FISCALIZAR, PRATICA NEPOTISMO EXPLICITO, DESCARADO A PONTO DE DESOBEDECER UMA ORDEM JUDICIAL (DA SUPREMA CORTE DESTE PAÍS).
SRES. SENADORES A PERGUNTA É: O QUE VOCES ESTÃO FAZENDO COM A CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA ? E ONDE VOCES QUEREM CHEGAR COM TANTOS ABSURDOS ??
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