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Brasil
01/09/2008 - 14h23

Crivella diz que assalto a comitê de campanha pode estar relacionado com milícias

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ANDRÉ ZAHAR
colaboração para a Folha Online, no Rio

O candidato a prefeito do Rio de Janeiro Marcelo Crivella (PRB) disse no programa eleitoral de TV desta segunda-feira que o assalto ao seu comitê de campanha em São Cristóvão (zona norte) pode estar relacionado com a ação de milícias. O crime ocorreu na manhã de sábado.

Dois criminosos armados levaram um notebook, telefone celular e R$ 12 mil. Os outros candidatos cederam o espaço para personalidades que vão do arquiteto Oscar Niemeyer ao ídolo do Flamengo Zico.

Crivella citou o assalto para introduzir propostas para a segurança pública como a duplicação do efetivo da Guarda Municipal e a instalação de câmeras de vídeo em todos os ônibus. No final do programa, voltou a falar do crime. "Não me intimidarão. Não reconheço e não temo os grupos armados que tentam influir no processo eleitoral", concluiu.

Procurado pela Folha Online, Crivella disse que a acusação contra grupos paramilitares se baseia no que os jornais publicaram. Mas ele não imagina o motivo do crime. Segundo ele, os R$ 12 mil que foram roubados seriam o pagamento dos funcionários do comitê.

Nesta segunda-feira, o candidato conversou com o governador em exercício Luiz Fernando Pezão e pediu o reforço do policiamento na área do comitê. "Se houver reincidência, deve vir Polícia Federal e Força Nacional de Segurança", acrescentou.

A segurança também foi o tema predominante do programa de Fernando Gabeira (PV), que exibiu um mapa das áreas do Rio controladas por traficantes de drogas e milicianos. O candidato propôs um Plano de Libertação do Rio de Janeiro, com a participação de polícia, prefeitura e Força Nacional. O candidato veiculou declaração de voto da coreógrafa Deborah Colker.

O arquiteto Oscar Niemeyer foi o cabo eleitoral mostrado no programa de Jandira Feghali (PC do B). Ele disse que "Jandira é a candidata do povo carioca". A comunista apresentou o seu programa para a Educação, com destaque para a implantação do tempo integral em 20% das escolas da rede municipal a cada ano de governo.

Conforme anunciado anteriormente, Chico Alencar (PSOL) passou a usar seu programa para denunciar a "criminalização" da política, com a infiltração de candidatos apoiador por milícias e traficantes. O candidato orientou o eleitor a identificar aqueles que combatem este processo e "votar sem medo". No final, recebeu apoio da ex-senadora Heloísa Helena (PSOL).

Alessandro Molon (PT) mobilizou uma tropa de choque de ministros petistas do governo Lula, como Patrus Ananias (Desenvolvimento Social), Fernando Haddad (Educação), Carlos Minc (Meio Ambiente), além da ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva.

Eduardo Paes (PMDB) voltou a centrar o programa na promessa de construir 40 UPAs (Unidades de Pronto-Atendimento) até o final do mandato. O governador Sérgio Cabral (PMDB) voltou a manifestar apoio ao seu ex-secretário de Esporte e Lazer. No final, o ex-jogador Zico declarou voto no peemedebista.

O programa de Solange Amaral (DEM) mostrou cenas da atuação da deputada, com ênfase no voto contra a legalização do aborto que ela deu na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara Federal. O quadro "O Rio Tem Memória", de desagravo ao governo do prefeito Cesar Maia (DEM), falou sobre o projeto Rio Cidade. O prefeito voltou a pedir voto para a "afilhada política".

Paulo Ramos (PDT) recebeu o apoio do senador Cristovam Buarque (PDT) e prometeu não investir na construção do trem-bala --ligando Rio a São Paulo-- para dar dinheiro às escolas municipais.

Comentários dos leitores
Igor Bevilaqua (731) 25/11/2009 11h39
Igor Bevilaqua (731) 25/11/2009 11h39
Afinal de contas o Amazonino Mendes é no estado do Amazonas o mesmo homem poderoso que o Sarney é no Maranhão e no Acre..., tem razão do "TSE" dar carta branca para que continuem "comprando votos" e recebendo "presentinhos e doações" de empresas interessadas nos cofres do estado..., o estado do Amazonas não foge hora nenhuma às regras brasileiras de corrupção. sem opinião
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Luís da Velosa (1426) 29/10/2009 21h00
Luís da Velosa (1426) 29/10/2009 21h00
Vamos aguardar o julgamento do caso Battisti pelo Supremo Tribunal Federal - STF. Isso é o correto. Não somos juízes e, se nos arvorarmos a sermos, será uma impropriedade, uma temeridade. sem opinião
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Washington Marques (108) 29/10/2009 13h53
Washington Marques (108) 29/10/2009 13h53
NÃO SE PODIA ESPERAR OUTRA COISA DO SENADO FEDERAL SE NÃO A DESOBEDIENCIA JUDICIAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE FAZ APOLOGIA A DESOBEDIENCIA JUDICIAL E A DESORDEM TOTAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE TEM A FINALIDADE DE LEGISLAR E FISCALIZAR, PRATICA NEPOTISMO EXPLICITO, DESCARADO A PONTO DE DESOBEDECER UMA ORDEM JUDICIAL (DA SUPREMA CORTE DESTE PAÍS).
SRES. SENADORES A PERGUNTA É: O QUE VOCES ESTÃO FAZENDO COM A CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA ? E ONDE VOCES QUEREM CHEGAR COM TANTOS ABSURDOS ??
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