Candidata do Paraná é baleada após sair de reunião de campanha
GISELLI SOUZA
colaboração para a Folha Online
A candidata à Prefeitura de Fazenda Rio Grande (região metropolitana de Curitiba) Geraldina Cartário Ribeiro, conhecida como Tuca Cartário (PDT), foi baleada na noite de ontem, quando saía de uma reunião com a equipe de campanha.
Tuca recebeu vários tiros e passou por uma cirurgia na manhã de hoje --para a retirada de uma bala alojada no braço-- e passa bem.
O pai de Tuca, o deputado estadual Geraldo Cartário (PDT), disse à Folha Online que o crime será investigado pela Sesp (Secretaria de Estado de Segurança Pública).
"Recebi hoje uma ligação do governador [Roberto Requião (PMDB)] e do secretário de segurança [Luiz Fernando Delazari] que vão investigar o caso. Se for comprovado que tem alguma ligação política, a Tuca deverá sair da campanha", afirmou o deputado.
Segundo nota divulgada à imprensa, Delazari afirma que o "Ministério Público está dando apoio à investigação" e que se a ligação política do crime for comprovada, a "Polícia Federal será chamada para uma ação conjunta".
No momento do atentado, por volta das 22h de ontem, Tuca estava em um Uno Mille acompanhada de uma assessora e de um amigo policial militar (Éder de Jesus Ferraz), que dirigia o carro. Segundo relatos dos sobreviventes, uma camionete interceptou o carro e atirou várias vezes na direção dos ocupantes.
O policial estava armado, revidou os tiros e conseguiu fugir. A camionete não foi identificada e Tuca foi atingida de raspão do pescoço e no braço.
A candidata foi encaminhada a um pronto socorro local e depois encaminhada para o hospital Santa Cruz, em Curitiba.
Tuca Cartário é casada e mãe de três filhos, sendo um de 1 ano e 6 meses, um de quatro anos e outro de 10 anos. Segundo o deputado, a família está com medo.
De acordo com Cartário, há uma semana a candidata recebeu pelo correio um CD com gravações de conversas "estranhas" com pessoas contrárias à campanha. "As vozes não eram claras, mas dava para entender que estavam planejando atirar em um dos balões da Tuca que ficavam em frente aos comitês", disse Geraldo. Segundo o deputado, o CD foi encaminhado à promotoria de justiça da comarca da Fazenda Rio Grande para investigações.
Há cerca de 20 dias, o deputado afirma que um assessor de Tuca também foi vítima de um atentado. "Ele tomou vários tiros na porta da casa dele, por volta das 19h. Quase chegou morto ao hospital".
O delegado responsável pelo caso, Rogério Antônio Haisi, disse não ter nenhum registro de ameaças anteriores.
"Foi uma tentativa de homicídio, mas não sabemos se têm motivação política. Não tem registro que ela tinha nenhum problema político", disse Haisi.
Procurada pela Folha Online, a assessoria de imprensa do PDT estadual disse não ter um posicionamento em relação ao crime.
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