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Brasil
01/09/2008 - 18h08

Lula vai tomar providência contra grampo ainda hoje, diz Garibaldi

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GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

O governo federal deve anunciar nesta segunda-feira medidas para responder às acusações de grampos supostamente realizados pela Abin (Agência Brasileira de Inteligência) contra autoridades dos três Poderes. O presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pretende anunciar medidas para acalmar a população depois das denúncias de escutas telefônicas realizadas contra uma série de autoridades.

Lula se reuniu com Garibaldi e alguns parlamentares para discutir as denúncias, uma vez que o presidente do Congresso também teria sido monitorado pela Abin. No encontro, Lula teria admitido o risco de haver um "descontrole" no uso de grampos no país.

"O presidente não põe a mão no fogo por ninguém. Ele mandou apurar. Na reunião, ele admitiu que essas coisas acontecem, mas não atribuiu a quem", relatou o senador Demóstenes Torres (DEM-GO).

Além de Demóstenes e Garibaldi, o senador Tião Viana (PT-AC) também participou do encontro com Lula. Os três parlamentares teriam sido grampeados pela Abin junto com outras autoridades, como o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes.

Segundo os parlamentares, o governo decidiu instalar sindicância no GSI (Gabinete de Segurança Institucional) para apurar os grampos.

Lula também teria pedido aos ministros do STF durante encontro com Mendes, nesta manhã, para que estabeleçam novas regras no que diz respeito às autorizações judiciais para a realização de grampos telefônicos e escutas ambientais no país.

Garibaldi disse que o presidente Lula vai agir porque considerou as denúncias "extremamente graves". "Eu só fico satisfeito depois que ele [Lula] anunciar que providências serão tomadas. Vai haver uma sindicância rigorosa, mas antes mesmo do final da investigação, ele disse que vai tomar medidas para tranqüilizar a população nesta hora em que se teme pelas instituições", afirmou.

O presidente do Senado evitou adiantar sobre eventuais demissões que poderão ocorrer no governo em conseqüência dos grampos. O senador afirmou que as medidas a serem anunciadas pelo governo serão apenas a primeira etapa de ações que têm como objetivo restabelecer a ordem no Executivo.

"Em seguida, vamos aprovar a legislação sobre os grampos, que já está tramitando. E vamos também saber se há envolvimento de algum funcionário no Senado nesta história", afirmou.

Garibaldi disse que, se for necessário, vai determinar a realização de varredura nas instalações do Senado para detectar eventuais grampos.

Comentários dos leitores
Mael Nogueira (49) 07/08/2009 12h00
Mael Nogueira (49) 07/08/2009 12h00
Sobre a matéria:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u606408.shtml
Está na hora da OEA intervir no SENADO e enviar observadores internacionais, caso contrário, o SENADO brasileiro entrará numa crise sem precedentes e isso poderá desestabilizar a democracia no país e a OEA deve obrigar a colocar os Senadores para trabalhar e votar os projetos encalhados e acabar de vez com a ganância pelo poder e cuidar dos seus proprios interesses e de seus partidos políticos.
O SENADO está sendo uma vergonha para o Brasil, parem com esta guerra e coloque a pauta de votação em dia!!!
sem opinião
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Monica Rego (221) 01/07/2009 20h00
Monica Rego (221) 01/07/2009 20h00
Demo tucano e a mídia conservadora tudo a ver!!! 2 opiniões
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Rui Vendramin (1) 01/07/2009 14h25
Rui Vendramin (1) 01/07/2009 14h25
E agora? Será que aquela "revista" semanal, o Senador e o Ministro que afirmaram à Nação que houve diálogo, destes últimos, grampeado, serão chamados a explicar - e comprovar - o que de fato ocorreu? ou aquela "notícia" foi divulgada supostamente apenas para desmoralizar a investigação da PF sobre o Banqueiro condenado? 3 opiniões
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