Senador grampeado diz que governo deve tomar medidas mais severas para coibir escutas
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília
O senador Demóstenes Torres (DEM-GO) considerou nesta segunda-feira adequada, mas não suficiente, a decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de afastar temporariamente a cúpula da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) depois das suspeitas de grampos realizados pelo órgão.
Demóstenes, um dos parlamentares grampeados, disse que Lula deve tomar medidas mais "severas" para coibir os grampos ilegais no país ao final das investigações no âmbito do governo.
"O fato é que há um monstro [grampo] que precisa ser enjaulado. O presidente pode, no final do processo, tomar medidas mais severas ou seguir outro caminho. Mas eu não me lembro de nenhum presidente afastar quem quer que seja dali [Abin]. E se afastou toda a cúpula, melhor ainda", afirmou.
Em encontro nesta segunda-feira com parlamentares supostamente grampeados pela Abin, o presidente Lula disse que confia na conduta de Paulo Lacerda na direção da agência, mas se mostrou preocupado com a realização de escutas clandestinas em seu governo. Segundo os parlamentares, o presidente não quer que o seu governo fique marcado como o responsável por grampos ilegais --especialmente devido ao seu histórico na defesa da democracia.
Demóstenes disse que o GSI (Gabinete de Segurança Institucional) trabalha com três hipóteses para a realização dos grampos sobre autoridades dos três poderes. Na primeira delas, as escutas clandestinas teriam sido realizadas por agentes da própria Abin.
Outra possibilidade seria a execução de grampos pelo próprio Senado ou uma empresa privada, contratada com esta finalidade.
O governo não descarta, ainda, que o banqueiro Daniel Dantas, do Opportunity, e o megainvestidor Naji Nahas, presos na Operação Satiagraha, da Polícia Federal, tenham realizado os grampos e vazado as acusações com a finalidade de prejudicar a Abin e a PF.
"Essa última me pareceu a justificativa que mais empolga o general Jorge Félix [ministro-chefe do GSI]. Mas eu não tenho como duvidar do que foi dito pela revista", disse Demóstenes em referência à matéria publicada pela "Veja".
Os grampos telefônicos ilegais foram denunciados pela revista, que publicou diálogo telefônico mantido entre o presidente do STF e Demóstenes no último dia 15 de julho. Mendes e o senador confirmaram a conversa.
Segundo a "Veja", a transcrição da conversa foi obtida das mãos de um agente da Abin --que, por lei, não pode realizar interceptações telefônicas. O grampo, de acordo com a revista, foi feito por agentes secretos em associação a investigadores da Polícia Federal.
A PF nega ter feito escuta sem autorização judicial, mas disse que poderá abrir inquérito caso seja comprovado que o diálogo reproduzido pela revista é fruto de grampo ilegal. A Abin abriu investigação interna para apurar o caso.
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http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u606408.shtml
Está na hora da OEA intervir no SENADO e enviar observadores internacionais, caso contrário, o SENADO brasileiro entrará numa crise sem precedentes e isso poderá desestabilizar a democracia no país e a OEA deve obrigar a colocar os Senadores para trabalhar e votar os projetos encalhados e acabar de vez com a ganância pelo poder e cuidar dos seus proprios interesses e de seus partidos políticos.
O SENADO está sendo uma vergonha para o Brasil, parem com esta guerra e coloque a pauta de votação em dia!!!
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