Líder do PSDB na Câmara defende criação de CPI para investigar grampo ilegal
GRACILIANO ROCHA
da Agência Folha, em Porto Alegre
O líder do PSDB na Câmara dos Deputados, José Aníbal (SP), defendeu ontem a criação de uma CPI para investigar o grampo ilegal da conversa entre o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes, e o senador Demóstenes Torres (DEM-GO).
Para o tucano, a Polícia Federal não tem independência para apurar a possível responsabilidade dos agentes da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) e da própria PF no caso.
"A não ser que o presidente dê uma informação cabal, nada impede que a CPI seja criada. As lideranças do governo e da oposição estão conversando. Não é um fato qualquer, é assustador o que aconteceu, porque isso era prática típica do SNI [equivalente da Abin durante a ditadura militar]", disse Aníbal, em Porto Alegre.
O deputado desqualificou o anúncio de uma investigação da PF sobre o episódio. "É uma piada. A PF, que também tem praticado arapongagens por aí, e não são poucas, vai agora investigar a arapongagem da Abin", criticou.
Citado pela revista "Veja" como um dos supostos grampeados ilegalmente, o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), reagiu chamando a Abin de "monstro".
"Ouviram conversa minha com minha mulher e eu não ouvi nenhuma conversa do dr. Paulo Lacerda [diretor da Abin] com a mulher dele, e nem quero ouvir. O monstro da comunidade de informações volta assumir a feição da ditadura, abalando o Estado de Direito."
Obsessão
O líder do governo na Câmara, Henrique Fontana (PT-RS), criticou a idéia de criação de uma CPI para apurar o caso. Segundo ele, há uma "obsessão de setores da oposição em acusar o presidente".
"Não se deve misturar, como algumas vozes da oposição estão fazendo, uma ilegalidade cometida por alguém com algo que fosse a responsabilização de um governo como um todo."
O governista defendeu a permanência de Lacerda na Abin, comparando a nova crise com o caso do dossiê sobre os gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, quando a oposição pediu a demissão da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, antes da conclusão das investigações.
"Nós temos que investigar e aguardar para descobrir quem foi o culpado", disse Fontana. "Não podemos sair cortando cabeças na República."
Punição exemplar
O governador Aécio Neves (PSDB-MG) defendeu "punição exemplar" para os responsáveis pelos grampos ilegais e disse que os três Poderes precisam agir para impedir até que órgãos de inteligência se transformem em "instrumento de ataque, de atentado e de instabilidade ao Estado de Direito".
Segundo ele, o Executivo, o STF e o Legislativo "podem encontrar caminhos com normas rígidas, inclusive investigando e punindo exemplarmente aqueles que ultrapassaram as suas responsabilidades e violaram conversas telefônicas e informações individuais dos cidadãos brasileiros".
Colaborou PAULO PEIXOTO, da Agência Folha, em Belo Horizonte
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http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u606408.shtml
Está na hora da OEA intervir no SENADO e enviar observadores internacionais, caso contrário, o SENADO brasileiro entrará numa crise sem precedentes e isso poderá desestabilizar a democracia no país e a OEA deve obrigar a colocar os Senadores para trabalhar e votar os projetos encalhados e acabar de vez com a ganância pelo poder e cuidar dos seus proprios interesses e de seus partidos políticos.
O SENADO está sendo uma vergonha para o Brasil, parem com esta guerra e coloque a pauta de votação em dia!!!
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