Saiba mais sobre a crise deflagrada após denúncias sobre grampos ilegais
da Folha Online
Em meio à Operação Satiagraha, da Polícia Federal, o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes, recebeu denúncia de que seu gabinete no tribunal teria sido monitorado pela Polícia Federal a pedido do juiz da 6ª Vara Criminal Federal de São Paulo, Fausto Martin De Sanctis.
Segundo reportagem da revista "Veja", o monitoramento ocorreu em julho deste ano, depois que Mendes concedeu o primeiro habeas corpus ao banqueiro Daniel Dantas, do Opportunity, preso pela Operação Satiagraha.
A revista teve acesso a um documento reservado com detalhes de que espiões, instalados do lado de fora do tribunal, usaram equipamentos para tentar interceptar as conversas do ministro e de seus assessores dentro da mais alta Corte de Justiça do país. A localização da escuta teria ocorrido, segundo a reportagem, durante uma varredura eletrônica de rotina realizada pela secretaria de segurança do tribunal.
Na ocasião, as suspeitas recaíram sobre a Abin (Agência Brasileira de Inteligência), uma vez que, na Operação Satiagraha, Mendes foi informado por uma desembargadora de São Paulo que o seu gabinete teria sido monitorado pela PF com o apoio da agência.
De Sanctis decretou as prisões da Operação Satiagraha, realizada em julho. Entre elas, a do banqueiro Daniel Dantas. Ele foi o juiz responsável por decisões que determinaram a prisão do banqueiro por duas vezes. Nas duas oportunidades, a defesa de Dantas conseguiu reverter as prisões no STF.
No entanto, o juiz afirmou, em depoimento à CPI das Escutas Clandestinas da Câmara, que "em nenhuma hipótese" cogitou ou permitiu o monitoramento de desembargadores ou ministros do STF. De Sanctis, na ocasião da denúncia, também disse que havia "um evidente exagero" no debate sobre o assunto.
No final de agosto, nova reportagem publicada pela revista "Veja" reproduz uma conversa telefônica de Mendes com o senador Demóstenes Torres (DEM-GO), no dia 15 de julho. Os dois confirmaram o diálogo.
A revista diz ter obtido a transcrição da conversa das mãos de um agente da Abin --que, por lei, não pode realizar interceptações telefônicas. E atribui o grampo a agentes secretos em associação a investigadores da Polícia Federal. A PF nega ter feito escuta sem autorização judicial, mas abriu inquérito para apurar o caso.
De acordo com a "Veja", além de Gilmar Mendes, foram monitoradas ilegalmente outras autoridades dos três Poderes. A revista cita o ministro do STF Marco Aurélio Melo, o chefe-de-gabinete de Lula, Gilberto Carvalho, os ministros Dilma Rousseff (Casa Civil) e José Múcio (Relações Institucionais) e o presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), entre outros nomes.
Após a denúncia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou o afastamento temporário de toda a cúpula da Abin. O afastamento --que atinge o diretor-geral da agência, Paulo Lacerda-- será por tempo indeterminado, ou seja, até a conclusão das investigações da Polícia Federal.
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http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u606408.shtml
Está na hora da OEA intervir no SENADO e enviar observadores internacionais, caso contrário, o SENADO brasileiro entrará numa crise sem precedentes e isso poderá desestabilizar a democracia no país e a OEA deve obrigar a colocar os Senadores para trabalhar e votar os projetos encalhados e acabar de vez com a ganância pelo poder e cuidar dos seus proprios interesses e de seus partidos políticos.
O SENADO está sendo uma vergonha para o Brasil, parem com esta guerra e coloque a pauta de votação em dia!!!
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