Alckmin diz que espera que Serra seja o candidato à Presidência em 2010
MARINA NOVAES
colaboração para a Folha Online
O candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, ex-governador Geraldo Alckmin, disse nesta terça-feira que espera que o candidato de seu partido à Presidência da República nas eleições de 2010 seja o governador José Serra (PSDB). Alckmin defendeu a realização de convenções, caso o PSDB tenha mais de um candidato. Além de Serra, o governador mineiro Aécio Neves (PSDB) também é presidenciável.
"Vou apoiar o candidato do meu partido. Se tiver mais de um candidato, vamos decidir democraticamente em convenção. Espero que seja o Serra", disse Alckmin. "A minha vitória nestas eleições irá ajudá-lo em 2010", disse.
Alckmin, que hoje participou da sabatina do jornal "O Estado de S. Paulo", voltou a ressaltar que conta com o apoio de Serra em sua campanha. O governador deverá participar pela primeira vez de um evento público da campanha tucana na próxima semana.
O ex-governador se negou a declarar apoio ao prefeito e candidato à reeleição, Gilberto Kassab (DEM), em eventual segundo turno com a Marta Suplicy (PT). Para o ex-governador, o PSDB é o partido com mais possibilidade de vencer a petista.
"Isso é uma mera especulação [a ida de Kassab ao segundo turno]. Isso é mais a vontade pessoal dele. Só que depende da vontade do povo. Eu não vou de salto alto, mas vou batalhar muito para ir para o segundo turno", disse Alckmin, ao ser questionado sobre a expectativa de Kassab de contar com o apoio do tucano caso vá para o segundo turno.
Para o ex-governador, o crescimento de Marta nas pesquisas eleitorais se deve à propaganda "massiva" dos militantes petistas na rua.
"Antes de começar a propaganda na televisão, tivemos uma enorme massa de propaganda de rua do PT. É claro que isso influencia", afirmou Alckmin.
No entanto, o ex-governador reafirmou que acredita em uma vitória. "Nós temos muito mais chances [em comparação com o DEM] de vencer o PT no segundo turno", disse o tucano.
Questionado sobre de quem era a culpa do acidente na Linha 4 do Metrô, cujas obras foram realizadas na maior parte enquanto era governador, Alckmin defendeu investigação e condenou o uso político do caso por seus adversários.
"Eu tinha saído [do governo] em março [de 2006] e o acidente foi em janeiro [de 2007], mas tem que apurar. Agora, nem eu nem o governador [Cláudio] Lembo [DEM] e nem o governador Serra fiscalizava diariamente as obras", disse.
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