Félix elogia "folha de serviços" de Lacerda e diz que grampo pode ser externo ao STF
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília
Em depoimento à CPI das Escutas Clandestinas da Câmara, o ministro-chefe do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), general Jorge Félix, manifestou nesta terça-feira "integral confiança" na diretoria da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) afastada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva após denúncias de escutas clandestinas contra autoridades dos três Poderes. Félix disse que Paulo Lacerda, diretor-geral afastado da agência, é um dos homens públicos que possui "uma das mais belas folhas de serviços prestados" no país.
O ministro afirmou que, após a decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de determinar a investigação das denúncias e afastar a diretoria da Abin, sua postura será de esperar a apuração do caso.
| Sérgio Lima/Folha Imagem |
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| Jorge Félix nega que Abin tenha feito grampo "institucional" contra Gilmar Mendes |
"A partir dessas medidas e de abertura de uma sindicância interna, só nos resta agora aguardar a solução das investigações. Reafirmo minha inteira confiança nos servidores afastados, em particular o doutor Lacerda que tem uma das mais belas folhas de serviços prestados neste país", disse.
Félix afirmou que partiu do GSI o pedido para a instauração de inquérito, na Polícia Federal, com o objetivo de apurar as denúncias de escutas telefônicas clandestinas. O ministro disse que a reportagem da revista "Veja" com as denúncias de grampos ilegais provocou "com toda razão reações indignadas" em diversas autoridades dos três Poderes.
Félix ressaltou, porém, que até agora o que existe de concreto foi a gravação de um diálogo entre o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Gilmar Mendes, e o senador Demóstenes Torres (DEM-GO). Félix levantou a possibilidade de que o grampo pode não ter sido implantado na sede do STF.
"Temos a confirmação de que o diálogo foi gravado. Pode ter sido no outro lado, no Senado, no Supremo, ou pode ainda ter sido, como se faz normalmente, desviado programação do computador das operadoras que fazem parte do sistema usado por esses dois telefones", afirmou.
Segundo o general, o objetivo do governo será descobrir os responsáveis pela escuta e os motivos que levaram ao grampeamento das autoridades. Félix disse que o "informante" da Abin que teria repassado a denúncia à Veja deveria ter procurado seus superiores, ou mesmo a polícia, para denunciar a ilegalidade --ao invés da revista.
"Seria muito bom para todos que esse informante tivesse procurado seu chefe, o Ministério Público ou a polícia. Infelizmente, ele preferiu denunciar o crime a um jornalista. Não é a primeira vez que a Abin é acusada de fazer escutas telefônicas ou monitoramento de pessoas", reagiu Félix.
Grampo presidencial
Félix também negou que o telefone do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenha sido grampeado em 2006, quando hospedou-se no hotel Gloria, no Rio de Janeiro. "O presidente não foi alvo de escuta telefônica no Hotel Gloria, no Rio, em maio de 2006. Em nenhum momento o presidente se hospedou no hotel Gloria, mas apenas as suas equipes de segurança e de apoio", disse.
Segundo Félix, a equipe de telecomunicações da Presidência da República não identificou nenhum grampo na linha presidencial.
"A segurança dos locais onde o presidente se hospeda é feita por uma equipe muito bem preparada tecnicamente e muito bem equipada. Não ocorreu nenhuma tentativa de escuta clandestina como mencionado no requerimento da comissão", disse Félix ao se referir ao fato que motivou inicialmente sua convocação à CPI.
A denúncia do "grampo presidencial! foi feita à CPI no início deste ano pelo ex-funcionário da Telemar José Luiz da França Neto. Segundo o ex-servidor, uma empresa terceirizada teria encontrado indícios de violação da linha utilizada pelo presidente Lula no hotel.
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http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u606408.shtml
Está na hora da OEA intervir no SENADO e enviar observadores internacionais, caso contrário, o SENADO brasileiro entrará numa crise sem precedentes e isso poderá desestabilizar a democracia no país e a OEA deve obrigar a colocar os Senadores para trabalhar e votar os projetos encalhados e acabar de vez com a ganância pelo poder e cuidar dos seus proprios interesses e de seus partidos políticos.
O SENADO está sendo uma vergonha para o Brasil, parem com esta guerra e coloque a pauta de votação em dia!!!
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