Brasil
02/09/2008 - 16h45

Chefe do GSI nega que Abin tenha feito grampo "institucional" contra presidente do STF

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GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

O ministro-chefe do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), general Jorge Félix, negou nesta terça-feira em depoimento à CPI das Escutas Clandestinas da Câmara que a Abin (Agência Brasileira de Inteligência) tenha institucionalmente grampeado o telefone do presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes. Félix não deixou claro, porém, se integrantes da agência podem ter feito as escutas clandestinas por conta própria

"Não, certamente [a Abin] não [grampeou o telefone de Mendes]. A Abin, como instituição, não fez e não faz essas coisas", afirmou.

Sérgio Lima/Folha Imagem
Jorge Félix nega que Abin tenha feito grampo "institucional" contra Gilmar Mendes
Jorge Félix nega que Abin tenha feito grampo "institucional" contra Gilmar Mendes

O ministro disse que a Abin não tem poderes para realizar escutas telefônicas. Félix afirmou que, quando a agência identifica suspeitas de atividades criminosas em suas investigações, repassa o caso para a Polícia Federal.

"Aí o trabalho sai da Abin e passa para a Polícia Federal. Se nós detectamos a probabilidade de atividade criminosa, imediatamente repassados à Polícia Federal porque é sua atribuição fazer esse trabalho, e não mais a Abin", afirmou.

Félix disse que os responsáveis por realizar escutas ilegalmente, sem autorização judicial, são "criminosos".

Denúncias

Questionado sobre detalhes das denúncias de que a Abin teria monitorado Mendes e outras autoridades dos três Poderes, Félix disse que não pretende fazer "especulações" uma vez que o caso está sob investigação da Polícia Federal.

O ministro disse apenas acreditar que a ligação grampeada entre Mendes e o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) tenha ocorrido de um telefone fixo para outro móvel.

"Me parece que o senador Demóstenes estaria usando telefone fixo, e o ministro Gilmar Mendes um telefone móvel, mas fazendo ligação por intermédio de uma central do próprio STF. Mas não tenho certeza. É uma das coisas que deve ser investigada", disse.

As escutas telefônicas ilegais foram denunciados pela revista "Veja", que publicou diálogo telefônico mantido entre o presidente do STF e o senador Demóstenes, realizado no último dia 15 de julho.

Segundo a "Veja", a transcrição da conversa foi obtida das mãos de um agente da Abin --que, por lei, não pode realizar interceptações telefônicas. O grampo, de acordo com a revista, foi feito por agentes secretos em associação a investigadores da Polícia Federal.

Comentários dos leitores
Mael Nogueira (49) 07/08/2009 12h00
Mael Nogueira (49) 07/08/2009 12h00
Sobre a matéria:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u606408.shtml
Está na hora da OEA intervir no SENADO e enviar observadores internacionais, caso contrário, o SENADO brasileiro entrará numa crise sem precedentes e isso poderá desestabilizar a democracia no país e a OEA deve obrigar a colocar os Senadores para trabalhar e votar os projetos encalhados e acabar de vez com a ganância pelo poder e cuidar dos seus proprios interesses e de seus partidos políticos.
O SENADO está sendo uma vergonha para o Brasil, parem com esta guerra e coloque a pauta de votação em dia!!!
sem opinião
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Monica Rego (221) 01/07/2009 20h00
Monica Rego (221) 01/07/2009 20h00
Demo tucano e a mídia conservadora tudo a ver!!! 2 opiniões
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Rui Vendramin (1) 01/07/2009 14h25
Rui Vendramin (1) 01/07/2009 14h25
E agora? Será que aquela "revista" semanal, o Senador e o Ministro que afirmaram à Nação que houve diálogo, destes últimos, grampeado, serão chamados a explicar - e comprovar - o que de fato ocorreu? ou aquela "notícia" foi divulgada supostamente apenas para desmoralizar a investigação da PF sobre o Banqueiro condenado? 3 opiniões
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