Pedido de intervenção no PT de Minas será avaliado apenas depois das eleições
DIANA PIMENTEL
colaboração para a Folha Online
A Executiva Nacional do PT deve analisar somente após as eleições de outubro o pedido de políticos do partido para que seja feita uma intervenção na direção municipal da legenda em Belo Horizonte. As eleições na capital mineira viraram alvo de polêmica depois que o atual prefeito Fernando Pimentel (PT) e o governador Aécio Neves (PSDB) lançaram a candidatura do empresário Márcio Lacerda (PSB), ex-secretário de Desenvolvimento Econômico do governo tucano.
O PT ficou dividido, mas acabou rejeitando uma aliança com o PSDB na capital. Já a legenda tucana firmou apoio informal à campanha de Lacerda. Um grupo ligado à área mais tradicional do PT quer apoiar informalmente Jô Moraes (PC do B), pertencente a um antigo aliado da legenda.
O ex-deputado estadual Rogério Correia, um dos mais insatisfeitos com a aliança entre tucanos e PT na capital mineira, disse que já previa que a discussão sobre a conduta política do PT em Minas ficasse para depois das eleições de outubro. Ele afirma, no entanto, esperar que a Executiva Nacional intervenha no Estado para "trazer o PT de volta para suas convicções próprias".
Segundo Correia, o partido está a serviço de Aécio, que tem planos de concorrer à Presidência da República em 2010. O ex-deputado critica os colegas de partido e alega que não existe apoio informal do PSDB ao candidato Márcio Lacerda --que o mesmo foi vetado pela Executiva Nacional do PT-- sim uma participação ativa dos tucanos na campanha. "É uma farsa, passaram a perna no diretório municipal do PT", denuncia.
O presidente municipal do PT, Aluísio Marques, disse que o processo eleitoral está em andamento e que o objetivo do partido neste momento é eleger o candidato escolhido e aprovado em convenção nacional. "Nossa candidatura é a do Marcio Lacerda, que tem como vice Roberto Carvalho, que é do PT. Estamos agora trabalhando para ganhar", declarou.
Para ele, a questão da escolha do candidato é página virada e agora não é tempo de se discutir se está certo ou não. "A chapa é essa que foi aprovada e ninguém rejeita apoio político, não existe isso", afirmou Marques, referindo-se à participação de Aécio Neves na campanha.
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