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Brasil
02/09/2008 - 18h07

Ataques no rádio geram disputa judicial entre Kassab e Marta

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GISELLI SOUZA
colaboração para a Folha Online

A elevação do tom dos ataques na propaganda eleitoral de rádio entre os candidatos à Prefeitura de São Paulo Gilberto Kassab (DEM) e Marta Suplicy (PT) está provocando uma disputa judicial entre as duas campanhas. Na sexta-feira foram protocoladas na 1º Zona Eleitoral do TRE-SP três representações: duas da campanha de Kassab contra Marta e uma da petista contra o democrata.

Na representação nº 324/2008, Kassab se queixa da utilização de expressões como "cascata" e "que coisa feia!" usadas na campanha de Marta. Para a coligação de Kassab, a utilização dos termos é uma tentativa de ridicularizar o candidato.

A coligação de Marta alegou que as expressões não são ofensivas nem degradantes. O juiz Francisco Shintate, da 1º Zona Eleitoral, julgou "improcedente" as afirmações da assessoria jurídica de Kassab e aceitou a defesa de Marta.

No processo nº 325/2008, a petista se queixa que Kassab insinuou, no programa de rádio, que a candidata "mente" na propaganda. O partido pediu direito de resposta por considerar as afirmações de Kassab como falsas. O juiz negou por entender que são "críticas em relação a administração de Marta" e não ofensa pessoal.

Na representação 326/2008, Kassab pede direito de resposta a Marta, por considerar "inverídica" a expressão da petista "uma das tentativas mais tenebrosas contra o interesse do povo paulistano" ao não realizar, segundo ela, a construção do CEU (Centro Educacional Unificado).

O juiz entendeu que "faz parte do debate democrático críticas acaloradas" e negou também o pedido de resposta.

Procurada pela Folha Online a assessoria jurídica de Kassab afirmou que recorrerá de todas as decisões. Segundo Marcelo Certain, advogado de Kassab, o partido deverá entrar com mais duas ações amanhã, também envolvendo expressões consideradas "agressivas".

A assessoria de imprensa de Marta também foi procurada, mas ainda não se manifestou.

Comentários dos leitores
Igor Bevilaqua (731) 25/11/2009 11h39
Igor Bevilaqua (731) 25/11/2009 11h39
Afinal de contas o Amazonino Mendes é no estado do Amazonas o mesmo homem poderoso que o Sarney é no Maranhão e no Acre..., tem razão do "TSE" dar carta branca para que continuem "comprando votos" e recebendo "presentinhos e doações" de empresas interessadas nos cofres do estado..., o estado do Amazonas não foge hora nenhuma às regras brasileiras de corrupção. sem opinião
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Luís da Velosa (1426) 29/10/2009 21h00
Luís da Velosa (1426) 29/10/2009 21h00
Vamos aguardar o julgamento do caso Battisti pelo Supremo Tribunal Federal - STF. Isso é o correto. Não somos juízes e, se nos arvorarmos a sermos, será uma impropriedade, uma temeridade. sem opinião
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Washington Marques (108) 29/10/2009 13h53
Washington Marques (108) 29/10/2009 13h53
NÃO SE PODIA ESPERAR OUTRA COISA DO SENADO FEDERAL SE NÃO A DESOBEDIENCIA JUDICIAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE FAZ APOLOGIA A DESOBEDIENCIA JUDICIAL E A DESORDEM TOTAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE TEM A FINALIDADE DE LEGISLAR E FISCALIZAR, PRATICA NEPOTISMO EXPLICITO, DESCARADO A PONTO DE DESOBEDECER UMA ORDEM JUDICIAL (DA SUPREMA CORTE DESTE PAÍS).
SRES. SENADORES A PERGUNTA É: O QUE VOCES ESTÃO FAZENDO COM A CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA ? E ONDE VOCES QUEREM CHEGAR COM TANTOS ABSURDOS ??
2 opiniões
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