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Brasil
03/09/2008 - 10h13

CPI dos Grampos ouve hoje diretor-adjunto da Abin afastado do cargo

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da Folha Online

A CPI das Escutas Clandestinas da Câmara vai ouvir nesta quarta-feira o depoimento do diretor-adjunto afastado da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) José Milton Campana.

Ele compareceu à comissão ontem para assessorar o ministro-chefe do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), Jorge Félix, durante o seu depoimento. Como os deputados aprovaram o requerimento de convocação de Campana, o ex-diretor foi obrigado a deixar a sala da comissão.

O deputado Marcelo Itagiba (PMDB-RJ), presidente da CPI, justificou a convocação de Campana com o argumento de que ele foi responsável por coordenar a atuação de agentes da Abin na Operação Satiagraha, da Polícia Federal.

"Trata-se do segundo homem na hierarquia da Abin, a quem o doutor Paulo Lacerda [diretor-geral afastado da agência] referiu-se dando conta que seria a pessoa que tomou todas as ações formais no que diz respeito ao apoio ao delegado Protógenes Queiroz na Operação Satiagraha. Tendo em vista sua experiência ao longo dos anos trabalhando na Abin, me parece pertinente ouvi-lo", afirmou Itagiba.

Os deputados divergiram sobre o depoimento simultâneo de Campana e Félix, o que forçou Itagiba a impedir que o ex-diretor da Abin acompanhasse o depoimento do general.

A CPI também aprovou requerimento de convocação do chefe de segurança do STF (Supremo Tribunal Federal), Ailton Carvalho de Queiroz. Ele seria o responsável por encontrar indícios de escutas ambientais no gabinete do presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes.

Durante a Operação Satiagraha, Mendes foi informado de que seu gabinete teria sido monitorado supostamente por agentes da Abin depois que o ministro concedeu habeas corpus para liberar presos pela PF. No depoimento à CPI, Félix negou que a agência tenha implantado escutas no prédio do STF.

A comissão quer detalhes de Queiroz sobre a suposta escuta ambiental, por isso os parlamentares aprovaram por unanimidade a sua convocação. Além do eventual monitoramento, Mendes também foi alvo de grampo telefônico clandestino que flagrou uma de suas conversas com o senador Demóstenes Torres (DEM-GO), como revelado pela revista "Veja".

A denúncia dos grampos motivou a convocação do general Félix à CPI, assim como a de Campana. O ex-diretor da Abin foi afastado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva assim como Lacerda e outros diretores da agência depois das denúncias de que a Abin seria responsável pelos grampos clandestinos --que teriam atingido não apenas Mendes e Demóstenes, mas outros senadores e ministros do governo federal.

Comentários dos leitores
Mael Nogueira (49) 07/08/2009 12h00
Mael Nogueira (49) 07/08/2009 12h00
Sobre a matéria:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u606408.shtml
Está na hora da OEA intervir no SENADO e enviar observadores internacionais, caso contrário, o SENADO brasileiro entrará numa crise sem precedentes e isso poderá desestabilizar a democracia no país e a OEA deve obrigar a colocar os Senadores para trabalhar e votar os projetos encalhados e acabar de vez com a ganância pelo poder e cuidar dos seus proprios interesses e de seus partidos políticos.
O SENADO está sendo uma vergonha para o Brasil, parem com esta guerra e coloque a pauta de votação em dia!!!
sem opinião
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Monica Rego (221) 01/07/2009 20h00
Monica Rego (221) 01/07/2009 20h00
Demo tucano e a mídia conservadora tudo a ver!!! 2 opiniões
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Rui Vendramin (1) 01/07/2009 14h25
Rui Vendramin (1) 01/07/2009 14h25
E agora? Será que aquela "revista" semanal, o Senador e o Ministro que afirmaram à Nação que houve diálogo, destes últimos, grampeado, serão chamados a explicar - e comprovar - o que de fato ocorreu? ou aquela "notícia" foi divulgada supostamente apenas para desmoralizar a investigação da PF sobre o Banqueiro condenado? 3 opiniões
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