Brasil
03/09/2008 - 14h56

Novo presidente do STJ faz mea-culpa e critica banalização e excesso de grampos no país

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da Folha Online

O ministro Cesar Asfor Rocha, que assume nesta quarta-feira a presidência do STJ (Superior Tribunal de Justiça), criticou o que chamou de "banalização" da quebra do sigilo telefônico no país. Para ele, o grampo deveria ter o propósito específico de aprofundar as investigações em casos onde existam indícios "veementes" de crime e não ser usado indiscriminadamente.

"Nós devemos fazer uma mea-culpa sim. Porque em regra a quebra de sigilo telefônico é determinada pelo juiz. Há excessos. Muitas vezes há banalização da quebra de sigilo telefônico. Não há nada mais sagrado para qualquer cidadão do que o resguardo da sua intimidade", afirmou

Asfor Rocha disse que os três Poderes precisam criar instrumentos para minimizar o que considera abusos e excessos na quebra de sigilo telefônico com o objetivo de garantir o direito da intimidade das pessoas.

Em entrevista coletiva hoje, o ministro sugeriu a criação de varas de corregedoria para acompanhar as atividades policiais e a criação de um órgão colegiado formado por magistrados para receber denúncia de excesso cometido por juízes.

O ministro também defendeu a participação do Poder Judiciário para acabar com o que considera excesso de grampo. "O fundamental é que nós precisamos acabar com essa prática indiscriminada de quebra de sigilo telefônico. A quebra de sigilo telefônico foi idealizada com o propósito de sobre determinadas práticas pontuais, com indícios veementes de práticas de crime, poder aprofundar e ter uma comprovação daquilo que já está evidente", disse.

Na opinião de Asfor Rocha, a divulgação do grampo envolvendo o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Gilmar Mendes, e o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) serviu para despertar as autoridades e a sociedade sobre a gravidade da prática.

"Isso [divulgação do grampo] foi bom para despertar a sociedade e todas as autoridades, que estavam num estado letárgico achando que isso não estava acontecendo", afirmou.

Comentários dos leitores
Mael Nogueira (49) 07/08/2009 12h00
Mael Nogueira (49) 07/08/2009 12h00
Sobre a matéria:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u606408.shtml
Está na hora da OEA intervir no SENADO e enviar observadores internacionais, caso contrário, o SENADO brasileiro entrará numa crise sem precedentes e isso poderá desestabilizar a democracia no país e a OEA deve obrigar a colocar os Senadores para trabalhar e votar os projetos encalhados e acabar de vez com a ganância pelo poder e cuidar dos seus proprios interesses e de seus partidos políticos.
O SENADO está sendo uma vergonha para o Brasil, parem com esta guerra e coloque a pauta de votação em dia!!!
sem opinião
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Monica Rego (221) 01/07/2009 20h00
Monica Rego (221) 01/07/2009 20h00
Demo tucano e a mídia conservadora tudo a ver!!! 2 opiniões
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Rui Vendramin (1) 01/07/2009 14h25
Rui Vendramin (1) 01/07/2009 14h25
E agora? Será que aquela "revista" semanal, o Senador e o Ministro que afirmaram à Nação que houve diálogo, destes últimos, grampeado, serão chamados a explicar - e comprovar - o que de fato ocorreu? ou aquela "notícia" foi divulgada supostamente apenas para desmoralizar a investigação da PF sobre o Banqueiro condenado? 3 opiniões
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