Ao Conselho de Ética, diretor do BNDES nega tráfico de influência
da Agência Câmara
da Folha Online
O diretor do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) Élvio Lima Gaspar negou nesta quarta-feira em depoimento ao Conselho de Ética da Câmara que exista tráfico de influência no Conselho de Administração do banco. Segundo ele, os integrantes do conselho são representantes de empresários, trabalhadores e governo e não têm interferência nas operações de crédito concedidas pelo banco.
Ele afirmou que os conselheiros participam de reuniões semestrais nas quais tratam da prestação de contas e de estratégias. "Não há prestação de contas de operações individuais, muito menos voto ou apreciação pelo conselho de operações individuais. Os conselheiros olham o que está sendo feito, sem interferir no microdado", acrescentou.
Gaspar prestou depoimento como testemunha no processo contra o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força Sindical. O parlamentar é acusado de tráfico de influência no desvio de verbas do BNDES, mas nega a participação no esquema.
O diretor do banco foi responsável pela aprovação de um dos contratos da Prefeitura de Praia Grande.
No depoimento, o diretor disse que as operações realizadas pela instituição respeitam as normas em vigor e sugeriu que os deputados investiguem a Prefeitura de Praia Grande --alvo da Operação Santa Tereza, da Polícia Federal.
Segundo Gaspar, após a operação Santa Tereza, o BNDES começou a discutir uma eventual reformulação no Código de Ética para restringir as conversas fora do âmbito do conselho entre conselheiros e dirigentes ou superintendentes do banco. Hoje não existem proibições expressas sobre conversas entre conselheiros e dirigentes para tratar de operações individuais.
"De fato, há pedidos para que se analise tal fato ou olhe tal assunto, mas não passa disso. Até porque não há como, individualmente, alguém decidir e o conselho aprovar", afirmou.
O deputado Paulo Piau (PMDB-MG), relator do processo contra Paulinho, disse que o depoimento trouxe informações importantes sobre os procedimentos do BNDES, mas que ainda pairam dúvidas sobre eventuais influências externas e o tempo de concessão dos empréstimos.
Piau destacou que as investigações ainda estão no meio e que ele pretende ouvir ainda o prefeito de Praia Grande, Alberto Mourão (PSDB), e o secretário de obras do município, Jamil Issa Filho. O relator espera que, na próxima reunião, marcada para 14 de outubro, seja possível realizar mais de uma oitiva e adiantou que pretende entregar seu relatório em novembro.
No mês passado, a Câmara prorrogou por 90 dias o prazo para a conclusão do processo contra Paulinho no Conselho de Ética da Casa. O requerimento de prorrogação dos trabalhos foi aprovado pelo plenário depois de o conselho solicitar tempo maior para investigar o parlamentar diante do esvaziamento do Congresso provocado pelas eleições municipais.
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Este senhor Paulinho da Força, que agor se ve enrolado com BNDES, e com a ONG da sua esposa, foi o mesmo sindicalista que admitiu no programa Opinião Nacional da TV Cultura, que ele havia pedido ao prizidenti Lulla, para vetar o artigo que obrigava as contas dos sindicatos e centrais serem auditadas pelo TCU e o prizidenti vetou.
E o Nobre paralamentar, afirmou que não deveria ser auditado pois era dinheiro do trabalhador e assim não governamental.
Foi quando o Almir Pazzianotto, corrigiu-o lembrando que o dinheiro advinha do IMPOSTO SINDICAL e como o próprio nome diz, IMPOSTO, quer dizer obrigatorio e assim público, passível de ser auditado.
A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR.
SE ELE NÃO QUERIA QUE O DINHEIRO FOSSE AUDITADO, QUAL O MOTIVO QUE ELE TERIA?
SERÁ QUE HÁ A NECESSIDADE DE ESCLARECER MAIS ALGUMA COISA ?
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