Publicidade

Publicidade
Brasil
04/09/2008 - 12h43

Varredura deve indicar que grampo ocorreu no celular de Gilmar Mendes, diz Demóstenes

Publicidade

GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

O senador Demóstenes Torres (DEM-GO) disse hoje que peritos da Polícia Federal realizam uma perícia na central telefônica do Senado em busca de grampos. Segundo o senador, os peritos ainda não encontraram indícios de escutas telefônicas nos telefones dos parlamentares.

A mesma conclusão foi levantada pela Polícia Legislativa do Senado, que investiga indícios de grampos nas dependências do Senado.

"Foi feita uma perícia pela Polícia Legislativa, que nada achou. A perícia da Polícia Federal não encontrou evidências de grampos aqui. É mais difícil que o grampo tenha sido feito aqui do que no celular do ministro Mendes", afirmou.

O presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), autorizou a realização da varredura pelos peritos da PF após pedido de Demóstenes. No início do depoimento, depois dos delegados solicitarem a varredura, o senador telefonou para Garibaldi para fazer o pedido, e foi atendido pelo presidente da Casa.

"A Polícia do Senado entendeu que poderia ter um choque na investigação, mas depois compreendeu que toda perícia é bem-vinda", disse Demóstenes.

Grampos ilegais

Reportagem publicada pela revista "Veja" reproduz uma conversa telefônica do presidente do STF, ministro Gilmar Mendes, com Demóstenes no dia 15 de julho. Os dois confirmaram o diálogo.

A revista diz ter obtido a transcrição da conversa das mãos de um agente da Abin --que, por lei, não pode realizar interceptações telefônicas. E atribui o grampo a agentes secretos em associação a investigadores da Polícia Federal. A PF nega ter feito escuta sem autorização judicial, mas abriu inquérito para apurar o caso.

De acordo com a "Veja", além de Gilmar Mendes, foram monitoradas ilegalmente outras autoridades dos três Poderes. A revista cita o ministro do STF Marco Aurélio Melo, o chefe-de-gabinete do presidente Lula, Gilberto Carvalho, os ministros Dilma Rousseff (Casa Civil) e José Múcio (Relações Institucionais) e o presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), entre outros nomes.

Após a denúncia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou o afastamento temporário de toda a cúpula da Abin. O afastamento será por tempo indeterminado, ou seja, até a conclusão das investigações da Polícia Federal.

Comentários dos leitores
Mael Nogueira (49) 07/08/2009 12h00
Mael Nogueira (49) 07/08/2009 12h00
Sobre a matéria:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u606408.shtml
Está na hora da OEA intervir no SENADO e enviar observadores internacionais, caso contrário, o SENADO brasileiro entrará numa crise sem precedentes e isso poderá desestabilizar a democracia no país e a OEA deve obrigar a colocar os Senadores para trabalhar e votar os projetos encalhados e acabar de vez com a ganância pelo poder e cuidar dos seus proprios interesses e de seus partidos políticos.
O SENADO está sendo uma vergonha para o Brasil, parem com esta guerra e coloque a pauta de votação em dia!!!
sem opinião
avalie fechar
Monica Rego (221) 01/07/2009 20h00
Monica Rego (221) 01/07/2009 20h00
Demo tucano e a mídia conservadora tudo a ver!!! 2 opiniões
avalie fechar
Rui Vendramin (1) 01/07/2009 14h25
Rui Vendramin (1) 01/07/2009 14h25
E agora? Será que aquela "revista" semanal, o Senador e o Ministro que afirmaram à Nação que houve diálogo, destes últimos, grampeado, serão chamados a explicar - e comprovar - o que de fato ocorreu? ou aquela "notícia" foi divulgada supostamente apenas para desmoralizar a investigação da PF sobre o Banqueiro condenado? 3 opiniões
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (1562)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca