Em discurso, Marta ignora Alckmin e centra fogo na gestão Kassab
WANDERLEY PREITE SOBRINHO
colaboração para a Folha Online
A candidata à Prefeitura de São Paulo Marta Suplicy (PT) ignorou nesta quinta-feira o candidato tucano e ex-governador
Geraldo Alckmin e centrou fogo contra a administração do prefeito e candidato à reeleição, Gilberto Kassab (DEM), em discurso no Sindicato dos Bancários no centro de São Paulo. Ela lamentou a polarização da disputa e disse que qualquer adversário será difícil de enfrentar no segundo turno.
Marta não mencionou o ex-governador em nenhum momento de seu discurso, grande parte dedicada a criticar a atual administração. Ela falou na "crise" dos transportes, no "abandono" do centro da cidade e na "falta de médicos" nas UBS (unidades básicas de saúde).
| 27.ago.2007/Danilo Verpa/Folha Imagem |
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| A petista e o democrata polarizam disputa pela Prefeitura de São Paulo |
Segundo a petista, esse é "o jeito peessedebista de dizer que faz, mas não faz". O prefeito-candidato não é tucano, mas a maior parte de seu secretariado pertence ao PSDB de José Serra, que esteve à frente da prefeitura até assumir o governo do Estado e entregar o município a Kassab, então seu vice.
Outro lado
Segundo a assessoria do prefeito, "Marta tem mostrado um nervosismo acentuado em seus ataques" por falta de "argumentos". "O governo do PT desativou leitos, não construiu um único hospital", disse. "A gestão Kassab construiu dois hospitais, 110 AMAs, colocou mais de três mil novos médicos na rede, normalizou a distribuição de remédios e adotou medidas sérias em relação ao trânsito, como o rodízio de caminhões, inspeção veicular e modernização da CET."
Ao final do discurso, Marta lamentou a polarização da campanha com o democrata. "A minha idéia era ficar só nas propostas, mas quando você vê reiteradas vezes inverdades serem ditas, você acaba tendo de falar que não é bem assim."
Ela negou, no entanto, que prefira disputar o segundo turno com Kassab. "Para nós, tanto Alckmin quanto Kassab vão ser adversários difíceis e a gente não escolhe adversário. Quem estiver lá, a gente vai enfrentar."
Questionada se ela temia uma possível utilização da máquina municipal caso o prefeito vá para o segundo turno, ela respondeu resumindo em uma palavra: "não".
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