Brasil
04/09/2008 - 16h07

Kassab é barrado e hostilizado durante corpo-a-corpo na zona sul de SP

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MARCELO GUTIERRES
colaboração para a Folha Online

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), candidato à reeleição, passou por uma saia justa nesta quinta-feira. Durante corpo-a-corpo na zona sul da cidade, ele foi barrado ao tentar entra num bar e hostilizado por um funcionário do local, que se disse revoltado com lei municipal que proíbe estabelecimentos sem proteção acústica de funcionar após a 1h (nº 123.879/99).

"A gente mandou oito empregados embora por causa desse vagabundo", afirmou Valdemir Marinho, 47, que se identificou como funcionário de um bar na avenida Nossa Senhora do Sabará, altura do número 2.900, em Santo Amaro, zona sul. "Ele proibiu a gente de trabalhar à noite", disse ele, que atribuiu isso a uma lei municipal, mas não soube dizer qual.

Marinho, que declarou voto em Paulo Maluf (PP), estava dentro do estabelecimento quando Kassab se aproximou. Com gestos ostensivos, indicou que o prefeito não deveria entrar. O candidato recuou. Marinho, então, ficou na porta do bar hostilizando o prefeito, que diz não ter visto o fato. Depois do recuo do prefeito, correligionários tentaram entrar no local, mas também foram barrados por Marinho.

"O importante é que eu tenho sido muito bem recebido. A campanha é justamente para que os eleitores se manifestem, escolham os melhores candidatos. Eu tenho sido, majoritariamente, muito bem recebido. Eventualmente, pode ter... eu não vi esse caso, mas vamos perdoá-lo. Afinal de contas ele tem o direito de ter suas convicções, suas idéias e votar num candidato que ele acha que é melhor para a cidade de São Paulo", disse Kassab.

Casa comigo

O prefeito participou de três compromissos na zona sul, dois deles como candidato. Além de caminhar por ruas em Santo Amaro, inaugurou um comitê regional na zona sul. O prefeito também vistoriou uma escola infantil na região.

Ainda durante a caminhada, o prefeito colheu muitas demonstrações de apoio. Ele foi recebido, por exemplo, aos gritos de "Lindo, tesão, bonito e gostosão" por mulheres que o esperavam. Uma delas pediu o prefeito em casamento. "Casa comigo. Eu dou roupa lavada e comida pronta", disse Débora das Dores, 18. O prefeito sorriu.

Durante entrevista, o prefeito comentou os apoios recebidos. Questionado se iria aceitar ou não a proposta, ele brincou: "Viu só! É brincadeira. O negócio está ficando bom".

Comentários dos leitores
Luís da Velosa (1323) 29/10/2009 21h00
Luís da Velosa (1323) 29/10/2009 21h00
Vamos aguardar o julgamento do caso Battisti pelo Supremo Tribunal Federal - STF. Isso é o correto. Não somos juízes e, se nos arvorarmos a sermos, será uma impropriedade, uma temeridade. sem opinião
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Washington Marques (87) 29/10/2009 13h53
Washington Marques (87) 29/10/2009 13h53
NÃO SE PODIA ESPERAR OUTRA COISA DO SENADO FEDERAL SE NÃO A DESOBEDIENCIA JUDICIAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE FAZ APOLOGIA A DESOBEDIENCIA JUDICIAL E A DESORDEM TOTAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE TEM A FINALIDADE DE LEGISLAR E FISCALIZAR, PRATICA NEPOTISMO EXPLICITO, DESCARADO A PONTO DE DESOBEDECER UMA ORDEM JUDICIAL (DA SUPREMA CORTE DESTE PAÍS).
SRES. SENADORES A PERGUNTA É: O QUE VOCES ESTÃO FAZENDO COM A CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA ? E ONDE VOCES QUEREM CHEGAR COM TANTOS ABSURDOS ??
sem opinião
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Fatima Medeiros (15) 26/10/2009 20h57
Fatima Medeiros (15) 26/10/2009 20h57
QUE MARAVILHA NÃO VAI SOBRAR NINGUEM!!!! sem opinião
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