Presidente do STF deverá rejeitar convite para prestar depoimento à CPI dos Grampos
LÍSIA GUSMÃO
colaboração para a Folha Online, em Brasília
O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Gilmar Mendes, não deverá atender o convite feito pela CPI das Escutas Clandestinas da Câmara para falar sobre os grampos telefônicos atribuídos à Abin (Agência Brasileira de Inteligência) nos telefones de autoridades dos três Poderes.
Uma conversa por telefone entre Mendes e o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) foi divulgada e o grampo ilegal atribuído a servidores da Abin e agentes da Polícia Federal.
Embora tenha dito aos parlamentares que consultará outros ministros do Supremo, a Folha Online apurou que Mendes não pretende comparecer à CPI. O convite foi aprovado pela Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara, e endossado pela CPI das Escutas Clandestinas.
Na próxima quarta-feira, a CPI deve ouvir o ministro Nelson Jobim (Defesa) sobre a suposta compra pelo GSI (Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República) de maletas que permitem a interceptação telefônica para uso da Abin.
O diretor afastado da agência, Paulo Lacerda, declarou nesta quinta-feira que irá à CPI "quantas vezes" for necessário para esclarecer o suposto envolvimento de servidores do órgão em grampos ilegais.
O diretor-geral da PF, Luiz Fernando Corrêa, também foi convocado a prestar esclarecimentos.
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