Chinaglia diz que investigação sobre autoria de grampo deve ser feita pela PF e não por CPI
CIRILO JUNIOR
da Folha Online, no Rio
O presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia (PT-SP), disse nesta quinta-feira que a criação de uma CPI mista no Congresso pode não ser suficiente para apurar a autoria do grampo da conversa entre o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes e o senador Demóstenes Torres (DEM-GO). Ele disse que a comissão poderá não dispor de condições tecnológicas para esclarecer os fatos, e sugeriu que o Congresso acompanhe de perto as investigações comandadas pela PF (Polícia Federal).
"Pessoalmente, ponderei que o não-esclarecimento do grampo, por questões tecnológicas, possa se voltar contra o Congresso. Por isso, acho que é serviço de quem tem equipamentos. Portanto, a investigação terá que ter recursos tecnológicos, quadros qualificados, tecnicamente falando. Então, que a gente acompanhe para verificar se algo está sendo encoberto ou deixando de ser investigado", afirmou, após participar da edição especial do Fórum Nacional, na sede do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).
Chinaglia disse temer que a investigação pela CPI mista não "chegue a lugar nenhum", o que seria ruim, classificou, para a imagem do Congresso. O deputado acrescentou não ter posição definida sobre a questão, e que caso a oposição proponha mesmo a instalação de mais uma comissão, o Congresso vai avaliar o assunto.
O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgilio, afirmou não "morrer de entusiasmo" pela criação de mais uma CPI, mas que é um dever colher assinaturas para a abertura de comissões separadas. Ele sugeriu que o comando da investigação sobre os grampos seja retirada da PF e seja entregue ao procurador-geral da República, Antônio Fernando de Souza.
"Vejo que as CPIs tem se desgastado muito. O governo foi muito culpado na dos cartões corporativos porque colocou lá a fina flor do deboche. Mas não posso abrir mão da crença de que as CPIs um dia voltarão a funcionar direito, porque senão é melhor tirar do regimento o instrumento que as CPIs representam para investigar os governos", observou.
Sobre o anteprojeto do governo para coibir grampos ilegais com mais rigor, Chinaglia declarou que a proposta da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) é a melhor elaborada até agora. O parlamentar ponderou que que "a pressa nesses casos pode atrapalhar".
Diante da grande número de grampos no país, Chinaglia disse que toma cuidado com o que fala ao telefone. Para ele, seria imprudência que qualquer homem público, ou até mesmo qualquer pessoa na sua atividade rigorosamente privada, não imaginar que possa estar sendo alvo de escuta ilegal. O deputado classificou tal situação de lastimável.
"Para mim não mudou muito. De um lado, sei o que falo, não permito que se fale coisas indevidas e quando alguém quer falar cifrado eu logo explicito. Mas percebo que há ali (na Câmara) uma preocupação", disse.
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http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u606408.shtml
Está na hora da OEA intervir no SENADO e enviar observadores internacionais, caso contrário, o SENADO brasileiro entrará numa crise sem precedentes e isso poderá desestabilizar a democracia no país e a OEA deve obrigar a colocar os Senadores para trabalhar e votar os projetos encalhados e acabar de vez com a ganância pelo poder e cuidar dos seus proprios interesses e de seus partidos políticos.
O SENADO está sendo uma vergonha para o Brasil, parem com esta guerra e coloque a pauta de votação em dia!!!
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