Brasil
04/09/2008 - 20h35

Além de promessas, candidatos assinam compromissos de campanha

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THIAGO FARIA
colaboração para a Folha Online

Em busca da confiança do eleitorado e lutando contra o estigma de que promessa de campanha não tem valor, candidatos a um cargo público nas eleições de outubro passaram a assinar seus compromissos para o caso de serem eleitos. As promessas documentadas vão desde a permanência no cargo até o compromisso de doar o salário do posto assumido.

Em São Paulo, antes mesmo da campanha começar, os então pré-candidatos Soninha Francine (PPS), Gilberto Kassab (DEM) e Geraldo Alckmin (PSDB) assinaram documentos em que se comprometem a permanecer na prefeitura até o fim do mandato.

Os compromissos, na maior parte das vezes, partem de organizações ou associações que buscam ver suas propostas colocadas em prática independentemente de quem se eleja. Este é o caso do Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), que chamou candidato por candidato à prefeitura da capital paulista para se comprometer com uma lista de 20 metas na área de infância e juventude. Até a semana passada, Alckmin, Soninha, Kassab e Ivan Valente (PSOL) já haviam assinado o documento.

Candidatos a vereador também não ficam atrás. Em uma iniciativa do movimento Nossa São Paulo, cerca de 60 candidatos a uma cadeira no legislativo assinaram carta-compromisso com uma série de recomendações, como transparência no mandato e propiciar uma campanha "limpa", sem sujar a cidade.

Já Severino do Ramo Fernandes de Melo, candidato a vereador em Caruaru (PE), foi além e registrou em cartório o seu compromisso de doar o salário como vereador para instituições beneficentes caso seja eleito.

O seu "termo de compromisso" determina inclusive o número de doações que o candidato pretende realizar: 48, o que corresponde aos quatro anos de mandato.

Em sua justificativa, explica não se tratar de um gesto franciscano, mas apenas o fato de não pretender acumular seu salário na Câmara com o de funcionário público federal, cargo que exerce atualmente e que a legislação o permitiria fazer.

Comentários dos leitores
Maria Teresa Campos (1) 09/07/2009 11h46
Maria Teresa Campos (1) 09/07/2009 11h46
Não sei quanto ao superfaturamento, mas deixar as crianças nas mãos do estado é covardia, as apostilas da prefietura, trazem conteúdo compatível com as escolas particulares, e investir na educação dos nossos pequenos é tão importante quanto construir novas creches, diria que até muito mais visto que o saber abre portas e oportunidades... Superfaturar não, mas continuar com os istema apostilado sim. sem opinião
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Said Abou Ghaouche Netto (21) 06/07/2009 15h32
Said Abou Ghaouche Netto (21) 06/07/2009 15h32
O prefeito mauricinho de Curitiba diz que Requião quer prejudicá-lo numa eventual disputa ao governo em 2010. Eventual uma ova! O demo-cano já se declara candidato, entre linhas. E a Folha o protege, remetendo os comentários dos leitores ao painel Eleições 2008 ao invés de eleições 2010. Além de se antecipar ao prazo da lei, o demo-cano ainda se passa por coitadinho, vítima do Requião. Pobre povinho paranaense, e paulista também, afinal, ano que vem completa 16 anos de reinado demo-cano em São Paulo. Assim o eleitor vai comparar a gestão deles com a de quem? Com a da Yeda Crucius ou do outro mauricinho, o Cássio Cunha Lima? 2 opiniões
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Jacir Deggerone (8) 05/07/2009 19h41
Jacir Deggerone (8) 05/07/2009 19h41
Caixa dois ....hein!!!!??? Fora prefeito corrupto !!!!! 6 opiniões
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