Brasil
05/09/2008 - 14h12

Jobim diz que assunto sobre suposto envolvimento da Abin em grampos está "ultrapassado"

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ANDRÉ ZAHAR
colaboração para a Folha Online, no Rio

O ministro Nelson Jobim (Defesa) afirmou nesta sexta-feira que o assunto sobre o suposto envolvimento da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) em grampos ilegais está "ultrapassado".

"O assunto está ultrapassado. Agora o que tem que aguardar é as investigações que vão ser feitas pela Polícia Federal na questão do grampo do [presidente do STF] Gilmar Mendes. Esse é o tema básico e fundamental para o assunto", disse Jobim no Rio de Janeiro, onde o ministro deu posse ao novo comandante de Operações Navais e diretor-geral de Navegação, almirante-de-esquadra Alvaro Luiz Pinto.

André Zahar/Folha Imagem
Para Jobim, assunto do envolvimento da Abin em grampos ilegais está "ultrapassado"
Para Jobim, assunto do envolvimento da Abin em grampos ilegais está "ultrapassado"

Ao ser questionado sobre a declaração do líder do PSDB no Senado, senador Arthur Virgílio (AM), que comparou a Abin à SS, a polícia nazista de Adolf Hitler, Jobim afirmou que o assunto está "encerrado".

"Isso [os grampos] significa uma ameaça ao próprio presidente da República [Luiz Inácio Lula da Silva]. Não quero que a Abin se torne uma SS, não quero o Brasil com Hitler nem com SS", afirmou ontem o senador.

Reportagem publicada pela revista "Veja" no último final de semana reproduz uma conversa telefônica de Mendes com o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) no dia 15 de julho. Os dois confirmaram o diálogo.

A revista diz ter obtido a transcrição da conversa das mãos de um agente da Abin --que, por lei, não pode realizar interceptações telefônicas. E atribui o grampo a agentes secretos em associação a investigadores da Polícia Federal. A PF nega ter feito escuta sem autorização judicial, mas abriu inquérito para apurar o caso.

De acordo com a "Veja", além de Gilmar Mendes, foram monitoradas ilegalmente outras autoridades dos três Poderes. A revista cita o ministro do STF Marco Aurélio Melo, o chefe-de-gabinete do presidente Lula, Gilberto Carvalho, os ministros Dilma Rousseff (Casa Civil) e José Múcio (Relações Institucionais) e o presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), entre outros nomes.

Após a denúncia, o presidente Lula determinou o afastamento temporário de toda a cúpula da Abin. O afastamento será por tempo indeterminado, ou seja, até a conclusão das investigações da Polícia Federal.

Comentários dos leitores
Mael Nogueira (49) 07/08/2009 12h00
Mael Nogueira (49) 07/08/2009 12h00
Sobre a matéria:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u606408.shtml
Está na hora da OEA intervir no SENADO e enviar observadores internacionais, caso contrário, o SENADO brasileiro entrará numa crise sem precedentes e isso poderá desestabilizar a democracia no país e a OEA deve obrigar a colocar os Senadores para trabalhar e votar os projetos encalhados e acabar de vez com a ganância pelo poder e cuidar dos seus proprios interesses e de seus partidos políticos.
O SENADO está sendo uma vergonha para o Brasil, parem com esta guerra e coloque a pauta de votação em dia!!!
sem opinião
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Monica Rego (221) 01/07/2009 20h00
Monica Rego (221) 01/07/2009 20h00
Demo tucano e a mídia conservadora tudo a ver!!! 2 opiniões
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Rui Vendramin (1) 01/07/2009 14h25
Rui Vendramin (1) 01/07/2009 14h25
E agora? Será que aquela "revista" semanal, o Senador e o Ministro que afirmaram à Nação que houve diálogo, destes últimos, grampeado, serão chamados a explicar - e comprovar - o que de fato ocorreu? ou aquela "notícia" foi divulgada supostamente apenas para desmoralizar a investigação da PF sobre o Banqueiro condenado? 3 opiniões
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