Brasil
05/09/2008 - 18h50

Deputado petista está envolvido com milícias, diz Beltrame

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LUISA BELCHIOR
colaboração para a Folha Online, no Rio

O secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame, disse hoje ter certeza que o deputado estadual Jorge Babu (PT) tem envolvimento com a milícia que foi alvo de uma operação da Polícia Civil do Rio nesta manhã. O deputado nega as acusações.

Beltrame afirmou ainda que o grupo cometeu crimes eleitorais e vai encaminhar o caso ao TRE-RJ (Tribunal Regional Eleitoral) do Rio. Seis pessoas, quatro delas policiais militares, já foram presas na operação --que tem dez mandados de prisão, no total. Babu não tinha mandado de prisão por ter foro privilegiado.

O deputado, segundo a Corregedoria da PM (Polícia Militar), que investigou o caso, comandava a milícia com o tenente-coronel da PM Carlos Jorge Cunha. Jorge Cunha foi preso na operação.

Ele já havia sido afastado há mais de um ano por suspeita de envolvimento em "atos ilícitos", de acordo com o comandante da PM do Rio, tenente-coronel Gilson Pitta.

Com base em grampos telefônicos, os policiais constataram que o grupo supostamente comandado por Babu estava envolvido em homicídios e intimidava moradores de favelas e áreas dominadas pelo grupo a votar em candidatos indicados por eles.

"A população não podia nem receber correspondências em casa ou remédios se não estivessem em dia com o pagamento [cobrado ilegalmente pela milícia]", afirmou o secretário.
Segundo a corregedora da PM do Rio, Ivanetti Fernanda de Araújo, havia indícios de que os milicianos pressionavam moradores que eram eleitores em zonas eleitorais fora da área de atuação do grupo criminoso ou da cidade. O objetivo, segundo Araújo, era que esses moradores pudessem votar nos candidatos indicados pelos milicianos.

"Temos indícios de que havia uma intimidação para mudança de foro, para que pudesse ser feito o voto dentro da comunidade", disse.

Beltrame disse que vai enviar todo o material apreendido para o TRE-RJ. Além do material de cunho eleitoral, os policiais também apreenderam fichas com o nome de moradores que, para a corregedora, eram uma forma de assegurar o pagamento de taxas à milícia.

A milícia que Babu comandava, segundo a Draco (Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas), era rival à Liga da Justiça, milícia supostamente controlada pelo vereador Jerônimo Guimarães (PMDB), o Jerominho, que está preso.

O deputado nega as acusações. A Folha Online ainda não conseguiu contato com o advogado de Babu.

Comentários dos leitores
Carlos José dos Santos (128) 28/01/2009 16h47
Carlos José dos Santos (128) 28/01/2009 16h47
Polícia prende PM suspeito de integrar milícia no Rio.
Está mais do que claro que as milícias somente existem por causa da ineficiência do Estado até mesmo em selecionar seus próprios agentes de segurança pública.
Esses maus policiais, incompetentes no seu trabalho, acham que podem prestar serviços particulares e começam a oferecer uma "pseudo-segurança" para alguns moradores que pagam pelo "serviço" incentivando essa criminosa atividade de extorção de dinheiro da população, que já pagam seus impostos pela segurança pública.
Em Belo Horizonte alguns motoqueiros cobram para fazer rondas noturnas e ficam correndo as ruas dos bairros pela madrugada, com irritantes apitos. Alguns moradores, ignorantes acreditam nessa "pseudo-segurança" e trocam a incerteza de um eventual assalto, pela certeza dos assaltos mensais do "pseudovigia".
Algumas dessas pseudo-empresas de segurança têm até CNPJ, ou seja, o crime com reconhecimento do Estado, assim como os pivetes vândalos e assaltantes de carros agora até uniformizados, cobram por estacionamento em vias públicas a pretexto de vigiar. Pode??? !!!
Com a mais absoluta certeza, se acontecer um assalto em sua residência ou ao seu carro, provavelmente esse vigia não estará por perto, pois os bandidos não são tão burros e podem programar os assaltos de acordo com a rotina do motoqueiro, que não fica permanentemente no quarteirão. E o dinheiro pago não lhe garantirá nem mesmo um seguro para indenização dos eventuais prejuízos. É um dinheiro jogado fora na mão de um bandido espertalhão que se aproveita do medo do povo para ganhar dinheiro fácil às custas da ineficiência do Estado.
sem opinião
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Carlos José dos Santos (128) 27/01/2009 20h56
Carlos José dos Santos (128) 27/01/2009 20h56
Polícia prende PM suspeito de integrar milícia no Rio.
Está mais do que claro que as milícias somente existem por causa da ineficiência do Estado até mesmo em selecionar seus próprios agentes de segurança pública.
Esses maus policiais, incompetentes no seu trabalho, acham que podem prestar serviços particulares e começam a oferecer uma "pseudo segurança" para alguns moradores que pagam pelo "serviço" incentivando essa criminosa atividade de extorção de dinheiro da população, que já pagam seus impostos pela segurança pública.
Em Belo Horizonte alguns motoqueiros cobram para fazer rondas noturnas e ficam correndo as ruas dos bairros pela madrigada, com irritantes apitos. Alguns moradores, idiotas acreditam nessa "pseudo segurança" e trocam a incerteza de um eventual assalto, pela certeza dos assaltos mensais do pseudo vigia.
Com a mais absoluta certeza, se acontecer um assalto em sua residencia, provavelmente esse vigia não estará por perto, pois os bandidos não são tão burros e podem programar os assaltos de acordo com a rotina do motoqueiro, que não fica permanentemente no quarteirão. E o dinheiro pago não lhe garantirá nem mesmo um seguro para indenização dos prejuízos. É um dinheiro jogado fora na mão de um bandido espertalhão que se aproveita do medo do povo para ganhar dinheiro fácil.
sem opinião
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Carlos José dos Santos (128) 26/01/2009 23h20
Carlos José dos Santos (128) 26/01/2009 23h20
Polícia prende PM suspeito de integrar milícia no Rio.
Está mais do que claro que as milícias somente existem por causa da ineficiência do Estado até mesmo em selecionar seus próprios agentes de segurança pública.
Esses maus policiais, incompetentes no seu trabalho, acham que podem prestar serviços particulares e começam a oferecer uma "pseudo segurança" para alguns moradores que pagam pelo "serviço" incentivando essa criminosa atividade de extorção de dinheiro da população, que já pagam seus impostos pela segurança pública.
Em Belo Horizonte alguns motoqueiros cobram para fazer rondas noturnas e ficam correndo as ruas dos bairros pela madrigada, com irritantes apitos. Alguns moradores, idiotas acreditam nessa "pseudo segurança" e trocam a incerteza de um eventual assalto, pela certeza dos assaltos mensais do pseudo vigia.
Com a mais absoluta certeza, se acontecer um assalto em sua residencia, provavelmente esse vigia não estará por perto, pois os bandidos não são tão burros e podem programar os assaltos de acordo com a rotina do motoqueiro, que não fica permanentemente no quarteirão. E o dinheiro pago não lhe garantirá nem mesmo um seguro para indenização dos prejuízos. É um dinheiro jogado fora na mão de um bandido espertalhão que se aproveita do medo do povo para ganhar dinheiro fácil.
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