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Brasil
05/09/2008 - 21h20

Na TV, Kassab manda recado para "moçada da balada"; Marta mostra vice

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colaboração para a Folha Online

O prefeito de São Paulo e candidato à reeleição, Gilberto Kassab (DEM), terminou o programa eleitoral na TV nesta sexta-feira mandando um recado para a "moçada da balada". "Se forem beber, não dirijam. Tomem cuidado porque os seus pais ficam preocupados", afirmou Kassab. Pela primeira vez, a candidata Marta Suplicy (PT) mostrou o vice, Aldo Rebelo (PC do B).

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Kassab incorporou um repórter de TV e saiu às ruas para mostrar as obras da sua gestão. Os "kassabinhos" --bonecos em miniatura de Kassab-- animavam o programa dançando e até jogando confete no vídeo.

O prefeito-candidato usou também imagens de torcidas organizadas e tentou "colar" a sua imagem na de Pelé, ao mostrar rapidamente um discurso ao lado do ex-jogador.

Ao contrário do programa vespertino, Marta não fez críticas a Kassab e preferiu mostrar realizações da sua gestão e o apoio do vice Aldo. "Nós queremos uma cidade mais justa", afirmou o vice.

Como faz em todos os discursos, Marta repetiu os elogios ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e abriu o programa ressaltando o "excelente período econômico que passa o país". A petista mostrou programas da antiga gestão, como o "SP Inclui", "Bolsa Trabalho" e "Capacitação Profissional", que segundo ela, "reduziram as desigualdades em São Paulo".

A candidata destacou o "pioneirismo" dos programas sociais e prometeu que "irá fazer mais pela classe média". Marta mostrou a história de um microempreendedor, dono de uma empresa de informática, para defender "políticas de inclusão" como a expansão do microcrédito.

Como no programa anterior, o candidato Geraldo Alckmin (PSDB) usou a história de "Renato" --um trabalhador que mora na periferia e passa horas no ônibus-- para alfinetar a administração de Kassab. O tucano defendeu a implantação de ar-condicionado nos ônibus municipais pois, segundo Alckmin, "não são luxo, são necessidade".

O tucano novamente 'colou' a imagem no governador José Serra (PSDB), ao afirmar que irá fazer uma "forte parceria" com o governo do Estado para ampliar as linhas do metrô. "Vou usar todo os meus conhecimentos adquiridos quando governador", afirmou o tucano.

Paulo Maluf (PP) pediu votos aos eleitores e usou depoimentos de eleitores para mostrar a "eficácia" da sua gestão. "Esse homem tem que voltar, esse homem é nosso", disse um dos eleitores. Na música tema da campanha, Maluf tenta mostrar a "perseguição" que ele diz ter sido vítima. "Jogaram tanta pedra nele, mas ele tá aí", diz a canção.

Nanicos

Levy Fidelix (PRTB) fez críticas aos tucanos que " não resolveram o problemas dos metrô". "Eles estão há 14 anos no poder e só se envolveram em escândalos", disse Levy.

Ivan Valente (PSOL) defendeu a criação de uma empresa pública para a melhoria do setor de transportes. Edmilson Costa (PCB) mostrou imagens de prédios antigos do centro que, segundo ele, são "fruto da especulação imobiliária". Para Costa, a solução para o déficit habitacional estaria na reorganização dos imóveis.

Anaí Caproni (PCO) defendeu os recursos do petróleo nas mãos dos trabalhadores, Renato Reichmann (PMN) falou da falta de alternativa de lazer dos paulistanos. O candidato defendeu "soluções simples e inteligentes", como a contratação de estagiários para trabalhar nas escolas públicas como monitores de lazer.

Ciro Moura (PTC) pediu para os eleitores não acreditarem "em papai noel", em alusão aos resultados das pesquisas eleitorais.

Início

A propaganda eleitoral iniciou-se no dia 19 de agosto no rádio e na TV e vai até o dia 2 de outubro, três dias antes do primeiro turno, em 5 de outubro.

Segundo o TSE, para prefeito e vice-prefeito, os programas são transmitidos às segundas, quartas e sextas-feiras, em dois blocos de meia hora cada um. No rádio, das 7h às 7h30 e das 12h às 12h30; e na TV, das 13h às 13h30 e das 20h30 às 21h.

Comentários dos leitores
Igor Bevilaqua (731) 25/11/2009 11h39
Igor Bevilaqua (731) 25/11/2009 11h39
Afinal de contas o Amazonino Mendes é no estado do Amazonas o mesmo homem poderoso que o Sarney é no Maranhão e no Acre..., tem razão do "TSE" dar carta branca para que continuem "comprando votos" e recebendo "presentinhos e doações" de empresas interessadas nos cofres do estado..., o estado do Amazonas não foge hora nenhuma às regras brasileiras de corrupção. sem opinião
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Luís da Velosa (1426) 29/10/2009 21h00
Luís da Velosa (1426) 29/10/2009 21h00
Vamos aguardar o julgamento do caso Battisti pelo Supremo Tribunal Federal - STF. Isso é o correto. Não somos juízes e, se nos arvorarmos a sermos, será uma impropriedade, uma temeridade. sem opinião
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Washington Marques (108) 29/10/2009 13h53
Washington Marques (108) 29/10/2009 13h53
NÃO SE PODIA ESPERAR OUTRA COISA DO SENADO FEDERAL SE NÃO A DESOBEDIENCIA JUDICIAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE FAZ APOLOGIA A DESOBEDIENCIA JUDICIAL E A DESORDEM TOTAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE TEM A FINALIDADE DE LEGISLAR E FISCALIZAR, PRATICA NEPOTISMO EXPLICITO, DESCARADO A PONTO DE DESOBEDECER UMA ORDEM JUDICIAL (DA SUPREMA CORTE DESTE PAÍS).
SRES. SENADORES A PERGUNTA É: O QUE VOCES ESTÃO FAZENDO COM A CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA ? E ONDE VOCES QUEREM CHEGAR COM TANTOS ABSURDOS ??
2 opiniões
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