Alckmin estuda ação contra a participação de Dilma na campanha de Marta
DIANA PIMENTEL
colaboração para a Folha Online
Os advogados do candidato a prefeito de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) preparam uma ação por "abuso de uso da máquina pública" contra o PT devido à participação da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) no programa eleitoral de rádio da candidata Marta Suplicy (PT) exibido ontem pela manhã.
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O coordenador da campanha tucana, deputado Edson Aparecido (PSDB-SP), confirmou que o partido estuda entrar com a ação na Justiça. A reportagem não conseguiu localizar o deputado Carlos Zarattini, coordenador-geral da campanha de Marta, para falar sobre o assunto.
Em campanha na manhã deste sábado na Lapa (zona oeste), Alckmin criticou a participação de representantes do governo federal na campanha do PT em São Paulo.
"Não vejo nenhum problema da ministra participar do programa de seu partido. O que não tem sentido é a ministra ir a um programa eleitoral de uma candidata e prometer recursos do BNDES [Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social] e da Caixa Econômica Federal", afirmou Alckmin.
O candidato disse que "o governo federal não pode se envolver em disputa de natureza eleitoral, até porque o presidente não é presidente do PT, é presidente do Brasil".
Alckmin também criticou Marta por apresentar um projeto em parceria com o governo federal e não ter dinheiro de verba prevista no Orçamento.
Promessa
A voz de Dilma apareceu como se ela estivesse em uma ligação telefônica com Marta. O locutor pediu para a ministra explicar a origem do dinheiro a ser investido no metrô. Dilma disse que os primeiros recursos virão do BNDES e da Caixa Econômica Federal. Reportagem da Folha desta semana revelou que Lula não destinou recursos do orçamento para o metrô.
"Eu explico. É bastante fácil de entender. Os primeiros recursos que nós vamos usar não são do Orçamento Geral da União. São financiamentos a serem liberados através de recursos públicos que nós temos no BNDES e na Caixa Econômica Federal. São Paulo pode ficar tranqüila, no que depender do governo Lula", disse a ministra. Marta agradeceu a participação dela e o apoio.
Propostas para a Lapa
Em visita aos comerciantes do bairro da Lapa, Alckmin prometeu obras para prevenir enchentes e alagamentos. Falou também sobre a falta de qualificação da mão-de-obra, o que gera um quadro em que há vagas sobrando, mas não há profissionais capacitados para preenchê-las. Para ele, é preciso construir escolas técnicas.
Alckmin repetiu o que falou no programa eleitoral desta sexta-feira em relação ao transporte público e aos investimentos em ônibus. Ele afirmou que a qualidade do transporte piorou nos últimos anos.
"As pessoas estão levando quatro horas para chegar ao trabalho e sair do trabalho para casa. Temos que melhorar o transporte, colocando ônibus de qualidade, com ar-condicionado. Temos que investir na integração do ônibus com o metrô. E em semáforos inteligentes", afirmou.
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