Brasil
06/09/2008 - 14h30

Tarso diz que Abin não é "antro de arapongas" e que culpado por grampos "vai pagar"

Publicidade

DEH OLIVEIRA
colaboração para a Folha Online

O ministro Tarso Genro (Justiça) defendeu neste sábado a Abin (Agência Brasileira de Inteligência) e afirmou que as investigações vão encontrar os culpados pelas escutas indevidas. A agência está sob críticas devido às suspeitas de estar por trás dos grampos telefônicos de autoridades.

"A Abin não é um antro de arapongas, nem um antro de espiões, é uma agência de inteligência", disse o ministro, durante participação na campanha do candidato petista Luiz Marinho à Prefeitura de São Bernardo (ABC paulista).

"Se é que veio da Abin [o grampo das autoridades], é um último espasmo de uma Abin que não vai existir mais", afirmou o ministro.

Ele também comentou que o inquérito para investigar a interceptação da conversa entre o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Gilmar Mendes, e o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) vai ter "rigor técnico" e que saiu da "jurisdição política".

"Esse inquérito vai ter um rigor técnico determinado pelas autoridades técnicas e legais que vão fazer o inquérito. Então, sai da jurisdição da decisão política do governo para entrar na jurisdição técnica", disse ele. "Quem grampeou vai ser descoberto, e quem for descoberto vai pagar", afirmou.

O ministro ainda rechaçou a proposta de trazer a Abin para o comando do Exército. "Não estou sabendo dessa idéia. Sinceramente, acho que não passa pela cabeça de nossos militares, que são legalistas, são vinculados à Constituição e que têm um enorme respeito pelas instituições, levar a Abin para o comando militar", comentou.

Entenda o caso

Reportagem publicada pela revista "Veja" reproduz uma conversa telefônica de Mendes com o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) no dia 15 de julho. Os dois confirmaram o diálogo.

A revista diz ter obtido a transcrição da conversa das mãos de um agente da Abin --que, por lei, não pode realizar interceptações telefônicas. E atribui o grampo a agentes secretos em associação a investigadores da Polícia Federal. A PF nega ter feito escuta sem autorização judicial, mas abriu inquérito para apurar o caso.

De acordo com a "Veja", além de Gilmar Mendes, foram monitoradas ilegalmente outras autoridades dos três Poderes. A revista cita o ministro do STF Marco Aurélio Melo, o chefe-de-gabinete do presidente Lula, Gilberto Carvalho, os ministros Dilma Rousseff (Casa Civil) e José Múcio (Relações Institucionais) e o presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), entre outros nomes.

Após a denúncia, o presidente Lula determinou o afastamento temporário de toda a cúpula da Abin. O afastamento será por tempo indeterminado, ou seja, até a conclusão das investigações da Polícia Federal.

Comentários dos leitores
Monica Rego (187) 01/07/2009 20h00
Monica Rego (187) 01/07/2009 20h00
Demo tucano e a mídia conservadora tudo a ver!!! sem opinião
avalie fechar
Rui Vendramin (1) 01/07/2009 14h25
Rui Vendramin (1) 01/07/2009 14h25
E agora? Será que aquela "revista" semanal, o Senador e o Ministro que afirmaram à Nação que houve diálogo, destes últimos, grampeado, serão chamados a explicar - e comprovar - o que de fato ocorreu? ou aquela "notícia" foi divulgada supostamente apenas para desmoralizar a investigação da PF sobre o Banqueiro condenado? sem opinião
avalie fechar
clara leonor vaz guimaraes (4) 01/07/2009 13h55
clara leonor vaz guimaraes (4) 01/07/2009 13h55
Tudo foi inventado para protreger o Dantas, que socio e amigo do filho do Presidente Lula. O mais assustador é que onde não há uma Justiça acima de qualquer suspeita, não há Democracia. A corrupção tem ser debelada de todas as maneiras para que o país ingresse no primeiro mundo. Todos os cidadões tem que ter os mesmos direitos intependente de raça, cor, religiao e status social. Fim a pouca vergonha e transparencia já. 1 opinião
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (1561)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca