Tarso diz que Abin não é "antro de arapongas" e que culpado por grampos "vai pagar"
DEH OLIVEIRA
colaboração para a Folha Online
O ministro Tarso Genro (Justiça) defendeu neste sábado a Abin (Agência Brasileira de Inteligência) e afirmou que as investigações vão encontrar os culpados pelas escutas indevidas. A agência está sob críticas devido às suspeitas de estar por trás dos grampos telefônicos de autoridades.
"A Abin não é um antro de arapongas, nem um antro de espiões, é uma agência de inteligência", disse o ministro, durante participação na campanha do candidato petista Luiz Marinho à Prefeitura de São Bernardo (ABC paulista).
"Se é que veio da Abin [o grampo das autoridades], é um último espasmo de uma Abin que não vai existir mais", afirmou o ministro.
Ele também comentou que o inquérito para investigar a interceptação da conversa entre o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Gilmar Mendes, e o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) vai ter "rigor técnico" e que saiu da "jurisdição política".
"Esse inquérito vai ter um rigor técnico determinado pelas autoridades técnicas e legais que vão fazer o inquérito. Então, sai da jurisdição da decisão política do governo para entrar na jurisdição técnica", disse ele. "Quem grampeou vai ser descoberto, e quem for descoberto vai pagar", afirmou.
O ministro ainda rechaçou a proposta de trazer a Abin para o comando do Exército. "Não estou sabendo dessa idéia. Sinceramente, acho que não passa pela cabeça de nossos militares, que são legalistas, são vinculados à Constituição e que têm um enorme respeito pelas instituições, levar a Abin para o comando militar", comentou.
Entenda o caso
Reportagem publicada pela revista "Veja" reproduz uma conversa telefônica de Mendes com o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) no dia 15 de julho. Os dois confirmaram o diálogo.
A revista diz ter obtido a transcrição da conversa das mãos de um agente da Abin --que, por lei, não pode realizar interceptações telefônicas. E atribui o grampo a agentes secretos em associação a investigadores da Polícia Federal. A PF nega ter feito escuta sem autorização judicial, mas abriu inquérito para apurar o caso.
De acordo com a "Veja", além de Gilmar Mendes, foram monitoradas ilegalmente outras autoridades dos três Poderes. A revista cita o ministro do STF Marco Aurélio Melo, o chefe-de-gabinete do presidente Lula, Gilberto Carvalho, os ministros Dilma Rousseff (Casa Civil) e José Múcio (Relações Institucionais) e o presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), entre outros nomes.
Após a denúncia, o presidente Lula determinou o afastamento temporário de toda a cúpula da Abin. O afastamento será por tempo indeterminado, ou seja, até a conclusão das investigações da Polícia Federal.
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http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u606408.shtml
Está na hora da OEA intervir no SENADO e enviar observadores internacionais, caso contrário, o SENADO brasileiro entrará numa crise sem precedentes e isso poderá desestabilizar a democracia no país e a OEA deve obrigar a colocar os Senadores para trabalhar e votar os projetos encalhados e acabar de vez com a ganância pelo poder e cuidar dos seus proprios interesses e de seus partidos políticos.
O SENADO está sendo uma vergonha para o Brasil, parem com esta guerra e coloque a pauta de votação em dia!!!
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